Notícia

Formação de treinadores juntou 125

Sep 06, 2015

Este sábado foi dia de formação para um número recorde de treinadores de hóquei em patins.

Mais de uma centena de técnicos (125 inscritos), divididos em duas acções a decorrerem em simultâneo em Sacavém e Famalicão.

Em Sacavém houve uma plateia de 59 pessoas para os três oradores.

Com os treinadores Paulo Pereira (Valongo), Paulo Freitas (Barcelos) e Vítor Silva (Braga) a ministrar a formação em Famalicão, a palestra de Sacavém ficou a cargo de Nuno Lopes (Sporting), João Simões (Turquel) e Pedro Nunes (Benfica).

Nuno Lopes aceitou o repto da Associação Nacional de Clubes de Patinagem (ANACP) no dia antes para substituir João Baltazar e, inevitavelmente, não estava preparado para uma apresentação. Mas está sempre preparado para falar de hóquei.

Com a formação a versar sobre os Modelos de Jogo, em particular a nível dos escalões de formação, o treinador do Sporting lançou o tema da importância da patinagem, principalmente quando comparado com o trabalho feito na patinagem artística.

Nuno Lopes

Se a intervenção – por falta de tempo para preparação – foi curta, a de João Simões alongou-se (“porque Nuno Lopes falou pouco”, gracejou), mas prendeu a plateia. Começando por perguntar se os presentes consideravam que a qualidade dos jogadores de agora era pior do que a dos de há 15 anos (a que Pedro Nunes exclamou “Muito pior!”), o treinador abordou a dificuldade do foco dos atletas na modalidade e apresentou o modelo de jogo – sempre evolutivo – preconizado para o Turquel.

João Simões

Depois de uma pausa, foi a vez de Pedro Nunes, que teve a colaboração de João Simões na passagem do documento que tinha para apresentar (na retribuição do “trabalho” na apresentação do técnico do Turquel).

O documento (“com mais de 20 anos”) datava da passagem do agora técnico encarnado pelo Hockey Club de Sintra. Mas a passagem dos anos não o fez perder actualidade. Pedro Nunes explicou que considera que a formação não se esgota com a chegada aos seniores e de que é necessário olhar para as outras modalidades – ponto focado pelos três formadores – e ir à procura de coisas novas, sublinhando que é necessário gosto e vontade de aprender.

O treinador do Benfica pediu ainda foco no ensinamento individual dos atletas para “verdadeiramente formar”. Porque os treinadores têm cada vez mais formação académica mas tardam em surgir mais talentos…

Pedro Nunes

Nuno Lopes voltou a intervir para focar mais dois pontos: os aspectos psicológicos e o vídeo. O treinador leonino realçou a importância de conhecer famílias, namoradas, o próprio jogador e as suas horas para telemóvel, jantar ou conversa. E sublinhou que o vídeo é um instrumento fundamental, melhor do que a conversa porque ajuda a esclarecer. Sendo hoje em dia fácil e barato, o técnico referiu a necessidade – em particular nos clubes ditos “pequenos” – dos próprios treinadores investirem, não são só os clubes ou os jogadores.

Seguiu-se um debate aberto à plateia, a tocar nas intervenções muitas vezes um Benfica – Sporting que Pedro Nunes em tom de brincadeira lançou, já com a Supertaça António Livramento no horizonte.

Rescaldo

No final da acção, o HóqueiPT pediu aos três formadores para fazerem um rescaldo e responderem sobre se será mais fácil falar para o seu habitual grupo de trabalho de jogadores ou para colegas treinadores. Ficam os testemunhos - em exclusivo - ao HóqueiPT.

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