Opinião

Portugal abre-se ao Mundo

Feb 16, 2016
Marc Libiano

Marc Libiano Pijoan, jornalista desportivo actualmente no Diário de Tarragona. Apaixonado pelo desporto em geral e pelo hóquei em particular.

O campeonato português decidiu abrir as portas ao Mundo. A tradição daquele hóquei sem restrições sempre foi visto com algum receio fora de portas, ainda que ninguém tenha duvidado da sua atracção indiscutível. Enquanto que na Ok Liga espanhola, as equipas se fecharam com a sua ordem táctica, Portugal manteve a sua essência do passado. Muito vertiginoso, pouco rigor. O chamado Hóquei espectáculo. Em todo o caso, essa espécie de “bunker” de difícil acesso abriu as suas portas à importação do melhor talento internacional.

Carles Grau

Pedro Gil e Joan Ignasi Edo converteram-se em bandeiras, uma espécie de pioneiros da modernidade, com as suas conquistas no FC Porto. O investimento do hóquei luso aumentou a partir de 2013. A aposta apontava a outros mercados, especialmente o espanhol. Os clubes referência optaram por procurar fora os reforços diferenciadores para os seus projectos. Os quatro grandes, Porto, Benfica, Oliveirense e Sporting, não hesitaram em abrir os cordões à bolsa com valores inalcançáveis para a maioria dos clubes europeus. Trabal aterrou em Lisboa em 2013 e Casanovas e Puigbí em Oliveira de Azeméis já em 2014. Quando Adroher e Torra se instalavam na Luz no Verão passado, também a dupla técnica formada por Cabestany e Carles López se apresentava na liderança do novo Porto. Ao mesmo tempo que, em Alvalade, Ábalos e Cacau entravam no projecto ambicioso do Sporting.

Jordi Bargalló

A primeira divisão vai ser monstruosa na próxima época, caso se cumpra a “rumorologia” que tem invadido o mercado nas últimas semanas. As potências referência direccionam esforços extra para consolidar os seus projectos. Esforços acompanhados dos nomes mais luxuosos. Ainda que Sporting, Oliveirense, Porto e Benfica tenham definido poucas operações com carácter oficial, o gotejamento de estrelas para reforçar a competição doméstica torna-se quase inevitável. Jepi Selva, Pablo Cancela e Jordi Bargalló ouviram o canto da sereia desde Oliveira de Azeméis. Parece que formarão o tridente espanhol de Tó Neves. Os de Alvalade disfrutarão da maior aposta dos últimos tempos. Caso se confirmem as suas chegadas, Pedro Gil, Sergi Miras e Caio irão completar um plantel destinado à orientação do técnico catalão Guillem Pérez, com o endosso de anos de formação nas camadas jovens e uma experiência no Moritz Vendrell.

Sergi Miras

No Dragão Caixa celebraram recentemente a renovação de Cabestany até 2018. Ainda sem confirmação oficial, este Verão irão vestir as cores do dragão Ton Baliu e o guarda-redes Carles Grau, o sucessor de Edo. Apenas o Benfica não vai ter gastos adicionais. Mantém plena confiança no plantel extraordinário que, até ao momento, tem roçado a perfeição.

Perante tanto talento, Portugal torna-se no campeonato mais desejado, no lugar que todos os jogadores aspiram em competir. A atracção do seu campeonato levará à admiração pelos olhos do resto do Mundo.

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