Opinião

«Não tem nada a ver com mais nenhum hóquei no mundo»

Jun 30, 2016
Albert Casanovas Vázquez

Albert Casanovas chegou a Portugal e à Oliveirense em 2014 e não tardou a causa impacto. Dois anos volvidos, o catalão regressa, mais rico, ao 'seu' Reus.

Acaba agora uma etapa muito importante da minha vida e fazer o balanço ajuda-me a valorizar ainda mais tudo o que nos aconteceu nestes dois anos maravilhosos.

Falo no plural porque nesta aventura estive acompanhado pela minha mulher Laia e a minha filha Daniella. Sem elas nada teria sentido.

Tinha chegado a um ponto da minha vida desportiva que precisava de uma mudança. O corpo pedia-me uma experiência fora de casa, conhecer uma nova cultura, uma nova língua, uma nova Liga. O clube escolhido foi a Oliveirense.

O primeiro ano foi muito positivo porque nos adaptámos muito bem à vida portuguesa, construímos relações de amizade fora do mundo do hóquei e isso também nos ajudou a ter uma vida social sem ser a estritamente relacionada com desporto.

A nível profissional, tive de adaptar-me a um hóquei completamente antagónico ao que pratiquei durante toda a minha vida. A verticalidade e a velocidade com que se joga em Portugal não tem nada a ver com mais nenhum hóquei no mundo. Os meus colegas ajudaram-me muito na adaptação e eu tentei acrescentar à equipa aqueles detalhes do hóquei espanhol que podiam ajudar a fazer uma equipa um bocadinho diferente.

Já na segunda temporada as coisas mudaram muito. Formou-se uma equipa de estrelas e os objectivos mudaram. Os pavilhões onde íamos jogar estavam sempre cheios e os nossos adeptos ajudaram-nos muito. O Hóquei em Portugal vive-se muito mais intensamente, tanto a nível de adeptos como a nível mediático (televisões, jornais, sites...).

Saio triste porque o grupo que conseguimos formar nesta última época merecia conquistar um grande título. Tivemo-lo nas mãos na final da Liga Europeia. Porém, tenho a certeza de que conseguimos formar uma EQUIPA, com maiúsculas.

Levo comigo um monte de amigos, um monte de recordações inesquecíveis e a certeza de que sempre serei um catalão-português.

Finalmente, agradecer profundamente à Oliveirense como me receberam. Um clube, um clube grande, formado por pessoas maravilhosas e que mais cedo ou mais tarde merecem conquistar um grande título para festejarem com os seus magníficos adeptos.

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