Notícia

Leão cruel para as aspirações da Oliveirense

Jun 05, 2017

O Sporting venceu a Oliveirense por 6-7 e complicou as contas do título à equipa de Oliveira de Azeméis.

Depois do ambiente - da pista às bancadas - do Dragão Caixa na véspera, o início da partida no palco do último Campeonato da Europa, foi como um duche de água fria... Apesar da Oliveirense ter o primeiro lugar em discussão, o público tardou a envolver-se.

Entraram melhor os leões. Mais rápidos sobre a bola, mais acutilantes, colocaram inúmeras vezes - e desde muito cedo - à prova a atenção de Xevi Puigbi. E o guarda-redes catalão respondeu sempre bem, segurando o nulo.

Puigbi foi protagonista nos primeiros minutos, segurando o nulo, quando se percebeu que o Sporting não ia para facilitar

Aos oito minutos, e um pouco contra a corrente do jogo, um ataque rápido permitiu o golo a Jepi Selva, titular na ausência de João Souto por castigo. O golo entusiasmou, mas não muito para além da irredutível Charanga, os adeptos da equipa da casa que de grande penalidade, aos 13 minutos e à terceira (as saídas antes do tempo valeram o azul a Ângelo Girão), fez o 2-0 por Jordi Bargalló.

Antes do início da partida, a Oliveirense foi homenageada pela Câmara pela presença na final da Liga Europeia

A revolta e "crueldade" leonina começou com os jogadores que saltaram do banco. Apontados à saída no final da temporada, Daniel Oliveira ("Poka") e André Centeno empataram, e Sergi Miras bisou, para um 2-4 que ainda na primeira parte gelou Oliveira de Azeméis. Sobrava o conforto de que ali se jogava Hóquei em Patins, em que rapidamente o jogo muda, e a demonstração do grupo de Tó Neves uma semana antes, a virar de 1-4 para 5-4 frente ao Porto.

Mas, na segunda parte, os jogadores que tinham começado no banco leonino - Poka, Centeno, Miras e Font -, com Girão seguro na baliza, continuaram a dar boa conta de si e Miras desperdiçou inclusivamente a oportunidade de ampliar a vantagem, novamente da marca de castigo máximo.

Sergi Miras bisou, entre quatro golos saídos do banco leonino

Ironicamente, seria com os jogadores de pista do cinco titular do Sporting de volta que a Oliveirense encontraria forma de voltar ao jogo. Caio também não conseguiu - de livre directo - o quinto para os verde-e-brancos e, aos 13 minutos, num remate que nem ia com selo de golo, Nuno Araújo surpreendeu Girão para o 3-4. E, meio minuto depois, Pablo Cancela fazia de livre directo o 4-4.

Estava relançado o jogo e o crer da Oliveirense ganhava força. A equipa embalava rumo à baliza leonina e, já com o público a dar uma ajuda, criava muito perigo. Mas o Sporting não viajara para participar em festa alheia. Como nunca o fará Pedro Gil, que, a nove minutos do final, fez o 4-5. Respondeu de imediato outro senhor do Hóquei em Patins que, ao lado de Gil na "Roja", ganhou um lugar na história do desporto e da modalidade. Jordi Bargalló falhara uma grande penalidade, mas gizou um golo de levantar qualquer pavilhão para o 5-5.

Jordi Bargalló comandou o ataque à liderança, que escaparia nos minutos finais

Passaria muito por Bargalló o ímpeto da Oliveirense em busca da vantagem. Já nos derradeiros cinco minutos, Ricardo Barreiros teve-a quase na mão, mas o seu companheiro de conquista do Europeu, negou-lhe o golo de grande penalidade. E, com uma Oliveirense de um só sentido, João Pinto surgiu a castigar a ousadia de atacar "descaradamente" com a ambição do título. O internacional por Angola, marcou dois golos em oito segundos - com tempo para um desconto de tempo pelo meio - e, com três minutos para jogar, deixava poucas esperanças ao adversário.

O "adversário" acreditou... mas quando voltaram a marcar, era tarde. Sobravam 12 segundos quando Cancela marcou novamente de livre directo, para o 6-7 final que deixa a Oliveirense em terceiro lugar, a um ponto de Benfica e Porto.

João Pinto destroçou a Oliveirense com dois golos em oito segundos

Na próxima jornada, a Oliveirense viaja até à Luz. Em caso de vitória, passa as águias na classificação, mas ficará atrás do Porto se este vencer em Valongo. Em caso de derrota, fica matematicamente afastada do título.

O Sporting, agora com o quarto lugar certo, ainda terá uma palavra a dizer nas aspirações de outro candidato ao título. Depois da visita a Tomar na penúltima jornada, o Sporting recebe o rival Benfica num jogo que será sempre - com hipóteses mais ou menos remotas - decisivo para os encarnados.

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6 : 7
4 Jun 15h00
Sporting CP

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