Notícia

A maior rivalidade, no momento mais importante

Sep 09, 2017

No Hóquei em Patins não embate com mais história do que o dérbi ibérico entre Portugal e Espanha que se repete com carácter decisivo este sábado, a partir das 11h30 de Portugal continental.

No entanto, ao contrário do que possa haver como ideia generalizada de "monotonia" na modalidade, as duas selecções não se encontram na decisão mundial há muito tempo.

Estas são algumas curiosidades sobre o Campeonato do Mundo, em particular sobre a rivalidade entre Portugal e Espanha.

Esta é a 43ª edição do Campeonato do Mundo, a primeira realizada no continente asiático.

Portugal chegou ao título na terceira edição, em 1947, na primeira vez que organizou a prova. A Espanha só chegou ao título na sétima edição, em 1951 - já Portugal tinha quatro títulos -, mas também o conseguiu na primeira vez que organizou a prova.

A Espanha terminou 28 vezes nos dois primeiros lugares, Portugal 24. Nesses, a Espanha conseguiu 16 títulos contra 15 de Portugal.

Das 42 edições realizadas, só quatro não tiveram Espanha ou Portugal nos dois primeiros lugares da classificação.

Portugal não chegava à final do Mundial desde 2003. E nesse ano ganhou, em Oliveira de Azeméis.

A última vez que a Espanha não esteve na partida decisiva foi em... 2003. Vai para a sua sétima final consecutiva.

O Campeonato do Mundo foi jogado em formato "campeonato" até 1988. Em 1989 foi adoptada a forma de eliminatórias na fase final.

O recorde de um dos dois primeiros lugares de forma consecutiva é dos dois finalistas deste ano. Portugal (de 1956 a 1974) e Espanha (1964 a 1982) conseguiram-no por 10 vezes seguidas.

Em 14 das 42 ocasiões, Portugal e Espanha terminaram nos dois lugares cimeiros do Mundial. Nas 14 vezes em que foram primeiro e segundo, sete vezes ganhou Portugal e outras sete a Espanha.

Entre 1964 e 1974, ninguém se intrometeu. Portugal e Espanha foram primeiro e segundo em seis edições consecutivas.

A última vez que as duas equipas terminaram nos dois primeiros lugares foi em 1989, há 28 anos atrás. A 15 de Outubro, em San Juan, a Espanha venceu por 2-1 a primeira final da nova fórmula competitiva.

O penta de Espanha entre 2005 e 2013 é recorde de triunfos consecutivos na prova. Portugal conseguiu o tetra em duas séries (1947-1950 e 1956-1962)

O maior jejum espanhol aconteceu entre as conquistas de 1989 e 2001 (cinco edições sem vencer). A "seca" actual é a maior da história de Portugal. São seis edições sem vencer.

Nanjing 2017

Neste campeonato que decorre em Nanjing, Portugal e Espanha tiveram percursos distintos, muito pela "má entrada" em prova da selecção das quinas. Alguns dados:

Portugal perdeu dois jogos - os dois primeiros - e venceu três. A Espanha, com uma primeira fase reconhecidamente mais acessível, venceu os seus cinco jogos, marcou mais golos (24 contra 21) e sofreu menos (8 contra 16).

Nil Roca é o único jogador dos 16 jogadores de pista de Portugal e Espanha que ainda não marcou.

Hélder Nunes é o melhor marcador de Portugal (sete golos) e Pau Bargalló é o melhor da Espanha (seis golos). Reinaldo Ventura, Marin e Adroher têm cinco.

Os protagonistas maiores

Hélder - já há mais tempo na sua selecção - e Pau são caras do futuro de Portugal e Espanha, em duas selecções em que a renovação chegou em ritmos diferentes.

Luís Sénica vem desde 2013 a integrar jovens jogadores e repete a convocatória do Europeu de Oliveira de Azeméis no ano passado. Já Alejandro Dominguez, a estrear-se no comando técnico de "la roja", fez um corte abrupto com as figuras do passado recente.

Ficam também algumas curiosidades sobre os jogadores que formam as equipas finalistas desta primeira edição dos Roller Games.

Portugal levou à China 11 jogadores, aproveitando a excepção para poder levar três guarda-redes. A Espanha levou os tradicionais 10.

O plantel de Portugal tem uma média de 28.9 anos contra 26.9 anos da Espanha.

Os três jogadores mais velhos são portugueses - Reinaldo Ventura (39), Ricardo Barreiros (35) e Nelson Filipe (32) - e os três mais novos são espanhóis - Nil Roca (19), Ignacio Alabart (21) e Jordi Burgaya (22).

Da última vez que Portugal e Espanha (15 de Outubro de 1989) se defrontaram na final, 12 dos 21 jogadores que poderão jogar esta final ainda não tinham nascido. Ângelo Girão, Xavi Malian e Diogo Rafael nasceram nesse mesmo ano.

Xavi Malian completa 28 anos no dia desta final. É o único a festejar o aniversário durante a prova.

O Porto é a equipa mais representada se considerarmos os clubes dos jogadores na temporada finda. Considerando os clubes que irão representar na temporada que agora começa, também o Benfica terá quatro finalistas.

Seis jogadores finalistas mudam de emblema neste defeso. Reinaldo Ventura, Pedro Henriques, Edu Lamas, Henrique Magalhães, Jordi Burgaya e Ignacio Alabart. Três deles - Pedro, Henrique e Burgaya - trocam a OK Liga espanhola pela I Divisão portuguesa.

Reinaldo Ventura é o único a ostentar o título de campeão do Mundo entre os portugueses. Esperando-se mais do lado espanhol, que somam cinco conquistas nas últimas seis edições, há apenas dois jogadores já consagrados: Adroher (2009 e 2013) e Raul Marin (2011).

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