Notícia

«Não ganhámos rigorosamente nada»

May 30, 2018

A vitória de passado sábado sobre o Benfica por 4-7 dá ao Sporting a possibilidade de se sagrar na próxima jornada, perante um João Rocha certamente repleto, campeão nacional, 30 anos depois da última conquista e pela oitava vez na sua história.

No final do dérbi - capital em mais que um sentido - Pedro Nunes reconhecera a superioridade leonina no jogo e a justiça da vitória do adversário, numa leitura coincidente com a de Paulo Freitas. "Fomos mais fortes durante os 50 minutos", generalizou o treinador dos leões, apontando momentos determinantes na partida.

"Uma primeira parte muito bem conseguida" deu o mote, com "uma equipa a saber sofrer, a saber que do outro lado estava também uma grande equipa", afirmou o técnico verde-e-branco, sem se abster de analisar o período que não saiu tão bem à sua equipa. "Nos primeiros minutos da segunda parte, o Benfica acabou por ser mais forte do que nós, conseguiu concretizar, conseguiu encostar-nos às cordas naquele momento, mas a partir daí o jogo volta a ser todo da minha equipa", referiu sobre a reacção ao 3-3, marcada pelo golo de livre directo de Ferran Font que voltou a dar vantagem ao Sporting.

Os três pontos conquistados não deslumbram Paulo Freitas. "Desde o primeiro dia que assumimos que queremos estar nos momentos de decisão, e é isso que está a acontecer", vincou, abordando a luta do título com o mesmo pragmatismo que a sua equipa encara os jogos. "Não ganhámos rigorosamente nada", sublinhou, virando agulhas à posição em que o rival se encontrava. "Sabíamos que se o Benfica ganhasse, o título estava entregue", frisou.

A vitória no dérbi teve, do treinador dos leões uma dedicatória especial. "Uma palavra para os 20 heróis que aqui estiveram por parte da minha gente do Sporting e dedicar-lhes esta vitória com o entusiasmo que trouxeram ao jogo", lançou, em alusão aos escassos convites disponibilizados pelo Benfica, depois do Sporting ter ultrapassado o prazo regulamentar para o pedido dos previstos regularmente.

Passado - com distinção - o dérbi com o Benfica, Paulo Freitas não se escusou a perspectivar desde logo, ainda que de forma geral, o jogo com o Porto, assumindo a necessidade de um Sporting pragmático e competente nas suas tarefas, mormente defensivas, fazendo jus a uma máxima que é aplicada a quase todas as modalidades colectivas. "Eu tenho essa máxima... obviamente que o ataque vai ganhando jogos, uma defesa e um colectivo forte ganha campeonatos", destacou.

Inline content
Ficha Técnica
Estatuto Editorial
Contacte-nos
BackOffice
Política de Privacidade