Notícia

Selecções querem ir a jogo

Oct 15, 2018

As federações de Portugal e Espanha reagiram à decisão do comité europeu, aprovada pela confederação europeia (World Skate Europe), de se jogarem os 105 segundos em falta na hora da interrupção do derradeiro jogo do Campeonato da Europa com manifestações de vontade de ir a jogo.

A Espanha reagiu quase de pronto. “Uma vez analisado o comunicado, a Real Federação Espanhola de Patinagem responderá ao pedido realizado pela WS Europe – Rink Hockey, estando sempre a RFEP disposta a ganhar os títulos em pista”, podia ler-se no comunicado do país vizinho em que era transcrita a missiva assinada por Fernando Claro, presidente da World Skate Europe.

Horas depois, também a vontade de Portugal foi tornada pública. “No seguimento da recepção da comunicação do WS Europe RH, a Federação de Patinagem de Portugal reiterará junto daquele organismo que pretende cumprir o tempo em falta do jogo. Vontade essa que demonstrou na altura e local próprios, essa vontade é a manifestação do respeito pela Modalidade, pelas instituições envolvidas e sobretudo por todas as atletas presentes em pista”, publicou a Federação de Patinagem de Portugal.

Na altura da interrupção, registava-se uma vantagem espanhola de 2-3 quando a selecção lusa tinha (tem) de ganhar o encontro para se sagrar campeã, e era natural que o interesse de Portugal fosse jogar.

Quanto à federação espanhola, ao contrário do veiculado por alguns órgãos de comunicação social, nunca foi posta em causa a sua presença numa decisão deste tipo.

Em declarações ao diário As, o presidente federativo Carmelo Paniagua afirmou não concordar, que tal seria problemático face a outros compromissos – algo que Fernando Graça, presidente do comité europeu, também assumiu aos microfones da Antena 1 – mas até vincou que acreditava que a decisão do comité pudesse ir nesse sentido e não naquele que considerava mais justo, de se dar o jogo como concluído e coroar a Espanha. Mas em nenhum momento a posição foi de recusa.

À margem do regulamento

Segundo a comunicação da World Skate Europe transcrita pela federação espanhola, é alegado que “tratando-se de uma situação de força maior, o tempo de jogo que falta disputar devia ter-se disputado nas 24 horas seguintes à hora de início do jogo”. Ou seja, domingo, dia 14.

No entanto, um prazo de 24 horas, seja para que efeito for, não é referido em qualquer ponto das regras do Hóquei em Patins, revistas e em vigor desde 1 de Setembro. E, para “situações de força maior”, são dados 90 minutos no início da partida ou 60 para interrupções (sendo que neste caso não é citada “força maior”). Caso não haja resolução nos períodos dados, quer numa, quer noutra situação, a partida deve ser dada como concluída…

Talvez seja uma decisão de bom senso, de alguma justiça para com o esforço das atletas. Mas, até porque a decisão - até ver - não é justificada com nenhum artigo, não é uma decisão regulamentar.

Fica agora a aguardar-se a comunicação da disponibilidade das duas selecções para que estes 105 segundos possam, enfim, coroar as campeãs europeias.

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