Notícia

Girão retracta-se

Jan 29, 2019

Na sua página de atleta do Facebook (não verificada, mas seguida por mais de 17 mil pessoas) e no seu perfil no Instagram (com perto de 22 mil seguidores), Ângelo Girão retractou-se na análise ao dérbi por uma atitude “irresponsável sem nexo e exagerada”, num “pedido de desculpas público à dupla de arbitragem”.

Em causa estará a reacção ao cartão azul mostrado a Raul Marin com pouco mais de cinco minutos decorridos na etapa complementar. O guarda-redes leonino, que teve uma exibição entre os postes amplamente elogiada, reagiu intempestivamente com Albert Casanovas, vendo um primeiro azul, e depois contra o árbitro João Duarte, vendo o segundo, o que – só à sua “conta” – deixaria a sua equipa em inferioridade durante sete minutos.

Apesar dos dois cartões azuis vistos, e de companheiros e equipa técnica procurarem refrear os protestos, o jogador não se conteve nos seus protestos, continuados no banco de “castigo” junto à mesa, vindo mesmo a ser advertido por Luís Peixoto.

Avisado por indicações

Já a cumprir “castigo”, o guarda-redes internacional português foi interpelado por Luís Peixoto num “aviso” que muito entenderam que, sem demais considerações sobre o teor de eventuais protestos, deveria ter dado lugar a expulsão à luz do artigo 33, que enumera as faltas muito graves (punidas com a amostragem de cartão vermelho).

No entanto, o ponto 1.1.5, indicando que o vermelho deve ser mostrado a “Jogador ou guarda-redes de uma equipa que está a cumprir uma suspensão temporária e tem um comportamento incorrecto, protestando e/ou demostrando desacordo público para com qualquer dos Árbitros Principais e/ou dos membros da Mesa Oficial do Jogo”, não se aplica neste caso.

Luís Peixoto avisou Girão por indicações do guarda-redes, de pé, para os seus companheiros

O “aviso” do árbitro foi motivado por o guarda-redes leonino estar de pé a dar indicações aos seus colegas, infringindo, no ponto 6 ("Suspensões Temporárias - Sancionamento de Infrações de Jogadores ou Guarda-Redes") do artigo 17, a indicação de que “toda e qualquer suspensão temporária de um jogador ou guarda-redes terá que ser integralmente cumprida numa das cadeiras que estão colocadas junto à Mesa Oficial do Jogo”.

Luís Peixoto agiu em conformidade com o ponto 6.2.1 - “Dirigir-se ao infrator, assegurando o seu regresso à cadeira junto à Mesa Oficial do Jogo” – e, como não houve recusa de Girão, não haveria lugar à amostragem do vermelho.

Sob alçada disciplinar?

Apesar de não ter havido expulsão, Ângelo Girão poderá não escapar a um processo disciplinar semelhante ao instaurado a Guillem Cabestany na sequência do jogo entre Benfica e Porto em Novembro último. Sem haver decisão nem nota pública sobre o mesmo, o técnico dos dragões estará sob alçada disciplinar devido às suas palavras nos microfones da TVI24 no final do jogo, em protesto público contra a equipa de arbitragem e, agora, o guarda-redes campeão nacional poderá ser visado pelos gestos para as câmeras do mesmo canal televisivo.

A favor de Girão, na comparação com o acto do treinador azul-e-branco, poderá estar o facto de estar em momento de jogo, em que qualquer punição seria da responsabilidade da dupla de arbitragem. E esta não veria motivos na atitude do extraordinário (mas temperamental) guardião como suficientemente gravosa para nova sanção.

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