Notícia

A 21ª blaugrana

May 07, 2015

O Barcelona venceu a 21ª Liga Europeia da sua história ao bater na final o Vic por 4-3.

Numa reedição da final da Taça do Rei de Espanha, que sorriu ao Vic por 2-1, o Barcelona conseguiu marcar cedo, num remate forte de Matías Pascual. Ainda não estavam decorridos cinco minutos e os blaugrana exorcizavam os fantasmas da Taça perdida, em que atacaram muito mas tardaram a bater Grau.

Xavi Barroso bisou na final

O Vic de Pujalte teve de subir o seu bloco e conseguiu mesmo o empate, pelo capitão Titi Roca, mas a entrada de Xavi Barroso, benjamim da equipa blaugrana, a meio da primeira parte, definiu o jogo. Com dois remates de meia distância – um míssil aos 14 e a aproveitar a falta de visibilidade de Grau aos 18 -, Xavi obrigou o Vic a correr atrás do resultado, agravado de bola parada. Romà Bancells não aproveitou uma grande penalidade e Pablo Alvarez não falhou de livre directo.

O jovem Roger Presas do Vic teve uma passagem efémera pelo jogo. Entrou e, instantes depois, rematou contra as pernas de um adversário, vendo o azul quando o travou em falta na saída para o contra-ataque. Preço de um plantel em que metade dos jogadores têm menos de 21 anos (no entanto, do livre directo e da inferioridade numérica nada resultou).

Com o resultado em 4-1, a etapa complementar mostrou um Vic diferente do habitual mas a mostrar a qualidade que todos lhe reconhecem. Sob a batuta de Mia Ordeig, três vezes vencedor da Liga Europeia e autor do golo de ouro na véspera, e empurrados por uma entusiasta claque – Vigatans 1705 – a equipa de Ferran Pujalte chegou à diferença mínima com golos de David Torres e Mia Ordeig, este último de grande penalidade e a dois minutos e meio do final.

Mas, para o Vic, não haveria tempo para mais. Para o Barça, sobrava tempo para celebrar o 21º título europeu, segundo consecutivo sob o comando de Ricard Muñoz.

A festa

No calor da festa…

Após o apito final, os órgãos de comunicação social apressaram-se para o rinque para captar as melhores imagens e, após a entrega do troféu, as declarações dos protagonistas da 21ª conquista da Liga Europeia pelo Barcelona.

Na cerimónia de entrega dos prémios, as voluntárias que levaram a Taça deixaram-se levar pelo entusiasmo e entregaram elas mesmas o troféu a Aitor Egurrola. Fernando Graça, presidente do CERH, que as seguia para proceder à entrega, não pôde fazer mais do que lamentar a quebra de protocolo.

Ainda a “quente”, rodeados por familiares, amigos e adeptos, os novamente coroados como melhores da Europa, não se escusaram a responder às questões que lhes foram sendo colocadas por televisões, rádios, jornais e publicações electrónicas.

O atacante Marc Torra somou a sua segunda Liga Europeia. “Super-importante”, descreve. “Qualquer título é muito importante e a verdade é que estamos felizes por isto, por fazer as pessoas felizes”, confessa, reconhecendo que sofreu até ao fim. “É verdade que numa primeira leitura podem dizer que com 4-1 a partida estava terminada mas não foi assim. Vimos que o Vic atacava, pressionava e só no fim nos sagrámos campeões”, explica o atacante que representou o Vic, inclusivamente na final Europeia de 2010. E há laços que não se perdem. “No Vic há muito talento, mostraram-no, e em parte estou triste porque tenho muito bons amigos do outro lado e também seria justo se eles ganhassem. Mas caiu para o nosso lado”, refere.

Marc Torra e o herdeiro, também Marc

Também Sergi Fernandez chegou ao Barcelona vindo do Vic – chegou com Torra - e teve uma palavra para o rival Carles Grau, homólogo de posição. "Tem uma trajectória desde muito jovem muito boa e esta época fez uma temporada impressionante. Conheço-o, somos bastante amigos e quero felicitá-lo pela partida que fez”, afirmou. “Hoje não pôde ser mas de certeza que terá muitas mais oportunidades", prevê.

A conquista – a sua segunda – não foi fácil. "Foi difícil. Mas importante e deixa-nos muito contentes. Ganhar a Liga Europeia, para qualquer jogador, é ganhar o máximo que se pode ganhar em hóquei em patins", vinca.

Reinaldo Garcia irá deixar o Barcelona com um terceiro triunfo na Liga Europeia. De regresso ao Porto, ambiciona a conquista que teima em escapar aos azuis-e-brancos. "Deus queira que sim, mas é complicado. Tem de se trabalhar muito durante o ano", avisa.

Reinaldo Garcia conquistou a sua terceira Liga Europeia

Também já com presença confirmada no Mundial de França, Matias Pascual ainda vive a conquista da sua segunda Liga Europeia pelo Barcelona, terceira da sua carreira. "Logo veremos como será com a selecção mas, agora, estamos a desfrutar deste momento e não pensamos em mais nada", afirma o jogador que alinhará de alvi-celeste ao lado de Reinaldo e Pablo Alvarez. Para Matias, esta vitória é o corolário de uma grande temporada. "Planeámos vários objectivos e trabalhámos muito durante todo o ano. Sentimo-nos muito felizes por obtermos a recompensa de tanto esforço… Lutámos por todos os títulos das provas que disputámos - uns ganhámos, outros não - mas fechamos uma temporada muito boa para toda a equipa, que fez um trabalho extraordinário", elogia.

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