Notícia

Dérbi decide Supertaça

Sep 27, 2015

Benfica e Sporting disputam este domingo António Livramento. Agora a Supertaça, depois de na década de 70 terem disputado o icónico jogador que representou primeiro as águias e depois os leões.

A Supertaça põe frente-a-frente o campeão nacional ao vencedor da Taça ou, caso haja dobradinha, ao finalista vencido da prova rainha. A prova remonta à temporada de 1982/83, em que foi “inaugurada” com um dérbi entre os eternos rivais como, pela terceira vez, volta a acontecer este ano.

A Supertaça António Livramento está na posse do Valongo, que em 2014 bateu o Benfica na decisão por 7-5

Em 1982 ganhou o Sporting, a duas mãos, vencendo por 6-2 na segunda depois do Benfica ter ganho pela margem mínima (4-3) na primeira. A primeira Supertaça da história do hóquei patinado nacional é a única que consta na galeria de troféus leonina, apesar dos verde-e-brancos terem estado em mais quatro decisões.

Mas também o Benfica apresenta um saldo negativo na disputa da Supertaça, tal como oito das 11 equipas que já disputaram o troféu, sendo que apenas Porto (19 vitórias e cinco derrotas), Óquei de Barcelos (4-3) e Valongo (1-0) contam mais êxitos do que desilusões. Os encarnados estiveram presentes em 17 finais, tendo ganho “apenas” sete mas que o colocam como a segunda equipa mais vitoriosa, só suplantada pelo registo impressionante do FC Porto.

Em 1996 o Porto ganhou porque o Barcelos abdicou da participação.

Continuando o caminho pela história, depois do triunfo leonino em 82/83, o Porto conquistou nove edições consecutivas - três delas frente ao Benfica e outras três ao Sporting - até que o Benfica quebrou a série vitoriosa dos dragões em 1993, frente ao Óquei de Barcelos.

O Benfica surgia na década de 90 mais forte depois de os anos 80 não terem corrido de feição e, sob o comando técnico de Carlos Dantas, conquistaram a sua segunda Supertaça em 1995, naquela que foi a última presença do Sporting no jogo de atribuição do troféu. E 1995 não deixou saudades aos leões. Mais do que a copiosa derrota por 13-4 na primeira mão na Luz (com 0-4 também favoráveis às águias na segunda), a equipa terminou o Nacional nos lugares de despromoção e a secção foi extinta no clube pela direcção de Pedro Santana Lopes.

A última Supertaça conquistada pelo Benfica, com Tuco, Cacau e Luís Viana, em 2012 frente à Oliveirense

A Supertaça recebeu o nome de António Livramento em 1999, em homenagem à malograda lenda, passando a ser disputada num só encontro em 2006. Este ano será a primeira vez que o Sporting está presente com a decisão a uma só mão, enquanto o Benfica já esteve em quatro, tendo conquistado duas, a última em 2012 frente à Oliveirense.

Últimos duelos sorriram ao Benfica

Após a extinção da secção em 1995, o Sporting só por 10 vezes defrontou o Benfica no dérbi mais apetecível do desporto português.

Na passagem fugaz pela I Divisão em 2004/05 – que terminou com a desistência dos leões e, na época seguinte, a “refundação” que agora se consolida – o Benfica ganhou 1-3 e 8-5 para o Campeonato e 1-2 nos oitavos-de-final da Taça de Portugal.

A última final da Taça de Portugal

Desde o último regresso do Sporting à I Divisão em 2012, as equipas defrontaram-se mais seis vezes para o campeonato, e só por uma vez os leões conseguiram evitar a derrota. Foi em Dezembro de 2013, num empate a cinco bolas.

Findo o Nacional da pretérita temporada, teve lugar o último dérbi eterno antes desta Supertaça. Na Taça de Portugal, Benfica e Sporting esgrimiram argumentos numa final que os encarnados venceram por 3-0 e que ficou marcada pela contestação leonina à dupla de arbitragem.

Mudanças

Apostado em regressar à discussão de todos os títulos, o Sporting – novamente como modalidade oficial do clube - apostou forte no reforço da sua equipa pelo segundo ano consecutivo. Do empate de 2013 entre as duas equipas só continua nos leões o guarda-redes Zé Diogo Macedo mas os leões estão claramente mais fortes.

Marc Torra, ex-Barcelona

Neste defeso reforçaram-se com Luís Viana, Cacau, Esteban Abalos (“Tuco”) – experientes e consagrados - e André Centeno, saindo André Pimenta (por empréstimo), Carlitos e Nicolás Fernandez.

No Benfica, houve uma “viragem” à Catalunha. Saíram os argentinos Carlos López e Tuco (este para o arqui-rival leonino) e entraram dois catalães de nomeada - Marc Torra e Jordi Adroher – que se juntam a outro catalão do plantel, Guillém Trabal.

Trocas

Entre os inúmeros títulos dos agora reforços leoninos Luís Viana, Cacau e Tuco estão alguns conquistados com a camisola do Benfica. O trio chegou junto ao Benfica (em 2010) e desfez-se em 2013, após a conquista da Liga Europeia. Luís Viana e Cacau saíram (em 2013) mas Tuco ficou ainda mais duas épocas, acabando por sair neste defeso.

Cacau, vencedor da Liga Europeia pelo Benfica, agora com as cores do Sporting

Mas não é só do lado leonino que há passados no rival. Agora de águia ao peito, muito antes de se afirmarem como seniores, Pedro Henriques e Miguel Rocha representaram o leão. Iniciando a sua formação em Paço de Arcos, o guarda-redes Pedro Henriques rumou ao Sporting em 2003, onde esteve apenas uma época antes de ingressar no Benfica. Miguel Rocha jogou mais épocas nos leões e chegou ao Benfica já como júnior. Antes de integrar definitivamente a equipa principal dos encarnados, jogou –ainda com idade júnior - um ano na equipa principal da Oliveirense.

Encontros, reencontros e rivalidades para conferir a partir das 18h deste domingo, em Aljustrel.

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