Notícia

Mesmo formato decide Taça em Espanha e Itália

Feb 25, 2016

Foto Jordi Bargalló: Luis Velasco

Foto Breganze e Marinho: Gabriele Baldi

Com duas fórmulas semelhantes, começa hoje a disputa da Taça em Espanha e em Itália.

Foi no país vizinho que foi dado o mote. Uma competição para onde se apuram os oito melhores do campeonato ao fim da primeira volta, e decidida em quatro dias. Em Itália gostaram e importaram a ideia.

Reus é o palco da Copa del Rey. A Taça que já vai para a sua 73ª edição é um dos momentos altos da temporada, envolvendo todos os agentes da modalidade, tem o condão de alimentar o sonho das equipas que não conseguem ombrear em regularidade com Barcelona ou Liceo. Em 2015 ganhou o Vic e em 2014 e 2013 saiu vencedor o Vendrell, orientado na altura pelo agora técnico do FC Porto, Guillem Cabestany.

O Vic conquistou a Taça na temporada passada em Blanes

A fórmula é simples. Apuradas as equipas para uma Final-8, o palco da prova engalana-se para receber as figuras maiores da modalidade em jogos de “mata-mata”. Em quatro dias são concentrados sete jogos que prometem sempre emoção e espectáculo, com quartos-de-final na quinta e na sexta-feira, meias-finais no sábado e final no domingo.

O Vic venceu em 2015. Nas seis edições anteriores houve sempre “bi-vencedores”. Vendrell (2013 e 2014), Barcelona (2011 e 2012) e Vic (2009 e 2010). Manterá a equipa de Ferran Pujalte a tradição?

Este ano em Espanha, uma das meias-finais será entre os vencedores das partidas entre Barcelona e Igualada e entre Noia e Caldes, enquanto a outra está reservada para os vencedores dos jogos dos quartos entre Liceo e Voltregà e entre Reus e Vic.

Muitos apostam numa final entre Barcelona e Liceo – duelo que se irá depois reeditar nos quartos da Liga Europeia – mas a Taça do Rei é fértil em surpresas. Poder-se-ão basear algumas previsões nos resultados que já se verificaram para o campeonato, mas alguns desses embates já estão distantes no tempo e pouco significado terão. Ainda assim, recordemos que o Barcelona venceu em Igualada por 1-4, o Noia bateu o Caldes por 6-4 no fecho da primeira volta, o Liceo triunfou em Voltregà por 2-3 e o Vic já bateu os anfitriões deste evento em duas ocasiões. Os detentores do troféu venceram o Reus por 2-4 na primeira jornada e por 5-3 no arranque da segunda volta.

Jordi Bargalló disputa a última Copa pelos “verde y blancos” do Liceo antes de rumar a Portugal

Nesta edição da prova que arrancou em 1944 estão presentes sete ex-vencedores. O Barcelona já venceu por 19 vezes mas Liceo (nove conquistas), Réus (sete), Voltregà (cinco), Vic (quatro) e Igualada e Noia (duas) também têm Taças do Rei nas suas vitrines. De facto, só o Caldes nunca venceu a competição, mas o motivo não é de performance na prova, é de assiduidade. A viver um conto de fadas, esta é a primeira vez que o clube - que este ano ascendeu à OK Liga - está presente na Taça do Rei.

A Coppa Italia

Em Itália, o modelo foi decalcado do espanhol. Ainda que longe da máquina mediática – da Federação aos clubes - da Taça espanhola, este fim-de-semana em Forte dei Marmi juntam-se os oito melhores da primeira volta do campeonato para decidir uma prova que, mudando de formato ao longo dos anos, se realiza desde 1966.

O histórico Novara não vai a jogo mas liderará por muitos anos a lista de conquistas. Soma 20, contra “apenas” oito do segundo mais triunfador, o Follonica. E a equipa do luso-moçambicano Mário Rodrigues (“Marinho”) tem uma tarefa “teoricamente” complicada, defrontando o Breganze, terceiro na LegaHockey a um ponto de Lodi e Forte.

O Follonica de Marinho é entre as equipas em prova a que conquistou mais vezes o troféu: oito

A única diferença da Coppa transalpina para a Copa espanhola reside no emparelhamento dos quartos. Em Espanha há quatro cabeças-de-série e são sorteados – numa cerimónia impressionante – os confrontos com os restantes quatro, e em Itália é adoptado o modelo do play-off. O primeiro ao fim da primeira volta joga com o oitavo, o segundo com o sétimo e por aí fora…

Assim, teremos Breganze e Follonica a lutar por um lugar nas meias onde defrontarão Viareggio ou Lodi e, na outra metade do quadro, duelos entre Forte e Bassano e entre Matera e Trissino, cujos vencedores disputam a outra meia-final.

O Breganze é o actual detentor do título, conquistado em 2015 sob o comando técnico de Cabestany. O técnico catalão venceu a Coppa em 2015 e a Copa em 2013 e 2014, ao serviço do Vendrell.

Num exercício semelhante ao da Taça do Rei, recorde-se que Breganze e Follonica empataram a dois para a LegaHockey, o Viareggio bateu o agora líder do campeonato, Lodi, por 2-1, o Forte “bisou” nas vitórias frente ao Bassano (1-3 na primeira volta e 4-2 na segunda) e o Matera, orientado por Nuno Resende, venceu o Trissino por 4-2. Resultados que valem o que valem – pouco – para jogos agora a eliminar.

O Breganze de Cabestany (agora no Porto), Adroher (Benfica), Cacau (Sporting) e Sérgio Silva venceu em 2015

Do elenco para esta decisão, os anfitriões e actuais campeões italianos Forte dei Marmi nunca venceram, tal como o Matera. Trissino e Viareggio, com um triunfo cada, os “giallorosso” de Basssano e Lodi, com dois, e o Breganze, com três, já figuram na galeria de vencedores ao lado do Follonica, com os anteriormente apontados oito.

Este domingo haverá uma equipa em Espanha e outra em Itália com muitas razões para sorrir…

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