Notícia

Uma porta fechada... mas não trancada

May 05, 2016

Na conferência de imprensa após o término da final da Taça CERS, e constatado o bom momento individual (com a liderança da lista dos melhores marcadores) e colectivo (com a conquista europeia), o HóqueiPT questionou Reinaldo Ventura sobre a possibilidade de um regresso à Selecção Nacional, pese em 2012 ter anunciado o fim de ciclo após o Europeu de Paredes.

Reinaldo pensou, pensou, olhou para o seu treinador e, já depois do seu silêncio ter dito mais do que certamente desejava a todos os presentes, foi evasivo.

Já a frio e sem espaço para surpresas, foi publicada esta terça-feira no diário desportivo O Jogo uma entrevista em que Reinaldo Ventura, reconhecendo o valor da nova geração, se confessa "tentado". "Qualquer um ficaria tentado em pensar num Europeu em casa. Venci a Taça CERS em casa e talvez me sinta tentado", revelou àquele diário, deixando no ar a possibilidade de repensar a sua decisão de há quatro anos. "Não sou de virar as costas a desafios. Se sentirem que posso ajudar, quem sabe...", provocou.

Um namoro difícil

Depois do anúncio em 2012, a hipótese - e a vontade - do regresso passou a revestir-se de contornos complicados, típicos de um... namoro. Quem poderá dar o primeiro passo, ir "bater à porta" do outro? A situação é ingrata quer para Reinaldo Ventura, quer para o Seleccionador Nacional, Luís Sénica.

Se o jogador se mostrar disponível, uma não chamada seria uma grande desilusão. Se o seleccionador der o primeiro passo no reatamento da relação - se bem que esse "primeiro passo" já terá sido agora dado por Reinaldo -, pode deparar-se com a nega do jogador.

Mas, na plenitude aos 38 anos, com um reacendido entusiasmo e uma vontade que parecia desvanecer-se, quanto tempo estaria agora Reinaldo em silêncio para conseguir recusar a possibilidade de devolver Portugal aos títulos no palco onde, em 2003, também ele se sagrou campeão do Mundo?

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