Notícia

Reus arranca com 'porter' português

Aug 19, 2016

Num desafio de que não há memória para um guarda-redes português, Pedro Henriques iniciou esta terça-feira os trabalhos no histórico Reus.

Vencedor de sete Ligas Europeias (a última em 2009) e de cinco OK Ligas (que escapa desde 2011), o Reus parte com renovadas ambições e apostou no reforço da equipa. À permanência do técnico Enrico Mariotti e das figuras maiores Raul Marin e Matías Platero, somou o regresso de Albert Casanovas (ex-Oliveirense) e as incorporações do consagrado Marc Torra (ex-Benfica) e do jovem - mas já uma certeza - Aleix Rodriguez (ex-Voltregà).

Pedro Henriques esteve frente-a-frente com os craques do Barcelona nas grandes penalidades na meia-final da Liga Europeia e, tal como em 2013, levou a melhor

A outra novidade será inédita na Catalunha, com a guarda da baliza de uma equipa da OK Liga a ser confiada a um guardião - 'porter' em catalão - português: Pedro Henriques, ex-Benfica. "Têm falado desse facto por cá, não havendo memória de tal", confirma o internacional português de 25 anos (completa 26 em Novembro) que chega por "empréstimo" das águias.

Nos mais de 70 anos de história do hóquei em patins do Reus, Pedro será "apenas" o terceiro português a representar o clube, depois de António Rocha (pai de Miguel Rocha, colega de Pedro no Benfica) e de Ricardo Pereira. E a ambição é alta. "Ganhar", afirma taxativamente. "Não foram definidos objectivos concretos pelo clube, mas estamos cientes que houve uma aposta e há objectivos do grupo, do 'balneário', que passam por ganhar em todas as frentes", afirma.

Marc Torra é também reforço - e sonante - do Reus

O primeiro grande desafio será a Supercopa, a Supertaça de Espanha que é disputada em Final Four e que este ano se realiza precisamente no Palau d'Esports, casa do Reus. "Jogamos com o Barcelona logo nas meias-finais, mas jogamos em casa e o objectivo é ganhar", reforça, confidenciando que o grupo já pensa nesse fim-de-semana de 17 e 18 de Setembro.

Na outra meia-final da Supercopa, haverá um confronto entre o Vic e o Liceo de Henrique Magalhães.

"Mas o primeiro objectivo passa já pelo próximo dia 26, com o início da Liga Catalã", ressalva. A competição de pré-temporada organizada pela Federação de Patinagem da Catalunha foi recuperada na temporada passada e, sem ser uma competição de relevo, será um desafio aliciante, reunindo as equipas catalãs da OK Liga.

Internacional português, Pedro Henriques esteve nos Mundiais de 2013 e 2015

O Reus integra o grupo C e defronta no dia 26 deste mês o Lloret ("repescado" para a OK Liga depois do Cerceda abdicar da participação), o Caldes no dia 30 e, a 3 de Setembro, o Lleida. Os dois primeiros de cada um dos quatro grupos apuram-se para os quartos-de-final (6 de Setembro), sendo a Final Four disputada a 8 e 9.

O primeiro treino na "casa" de Trabal

Ainda de volta das burocracias que implica uma mudança de país, Pedro Henriques realizou o primeiro treino esta terça-feira. "Foi um treino normal de pré-temporada, com trabalho físico", descreve. "Depois do período de férias, já sabemos que no início é preciso reactivar", afirma.

Com Guillem Trabal, guarda-redes idolatrado em Reus

A adaptação no grupo não se adivinha complicada. Na comunicação que em catalão poderia ser complicada nesta primeira fase, o guardião conta com Marc Torra, seu colega na temporada passada no Benfica, e Albert Casanovas que em Oliveira de Azeméis solidificou o seu português, bem como com o argentino Matías Platero. E no primeiro treino não houve caras estranhas. "Não houve aquele primeiro impacto, porque na semana antes já tinha estado com os meus companheiros de equipa", refere.

Pedro Henriques, que tem fama de especialista na defesa de bolas paradas, representou Paço de Arcos, Sporting, Benfica e Parede na formação, integrando depois a equipa sénior das águias.

No Reus, Pedro vai ocupar o lugar de Roger Molina. Mas a herança mais pesada vem do seu colega no Benfica, Guillém Trabal, que representou os "rojinegros" entre 2004 e 2013. "Aqui só falam bem dele", constata Pedro. De resto, o guarda-redes catalão foi determinante na decisão pelo Reus. "Esteve sempre a par do processo desde que surgiu a hipótese", revela. "Falou muito bem das pessoas, do clube e da cidade e foi um suporte, tal como noutros momentos", confessa.

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