Notícia

Jogo de nervos na Luz

Mar 23, 2014

Em partida a contar para a 22ª jornada do Nacional da I Divisão, o Benfica recebeu e venceu este sábado o Paço de Arcos por 4-3, num jogo com incerteza até final.

A primeira parte foi marcada por poucas oportunidades reais de golo até aos minutos finais. O Paço de Arcos defendia bem e o Benfica raramente conseguia chegar perto da baliza dos visitantes. A táctica do “pupilo” André Gil anulava a do “mestre”, Pedro Nunes.

A três minutos e meio do intervalo, Rui Ribeiro, no regresso a um pavilhão que bem conhece, teve espaço sobre a direita e rematou para o tento inaugural. Pese o pouco tempo para jogar na primeira parte, o Benfica – e, em particular, Miguel Rocha – reagiram desde logo. O atacante encarnado saltou do banco para dar a volta ao jogo com dois golos mas a história da primeira parte ainda não estava toda escrita. Com meio minuto para jogar, de grande penalidade, Rui Pereira restabeleceu a igualdade.

Miguel Rocha bisou

A etapa complementar começava com tudo por decidir. O Benfica dispôs cedo de uma grande penalidade mas Carlos Lopez não conseguiu bater Carlos Silva e o guardião continuaria a revelar-se uma barreira difícil de ultrapassar.

Tal como na primeira parte, seria o Paço de Arcos a adiantar-se. Diogo Rafael viu o cartão azul e, no correspondente livre directo, Rui Pereira não perdoou. Com uma dúzia de minutos para jogar e um comprometedor resultado desfavorável no marcador, os encarnados aceleraram o ritmo da partida e Valter Neves logrou empatar num slalom pela meia pista do adversário. O Benfica manteve a toada ofensiva, muitas vezes precipitada. No entanto, á entrada dos cinco minutos finais, Carlos Lopez teve espaço na área adversária e, de primeira, bateu Carlos Silva. O efusivo festejo do banco encarnado acaba por ser a melhor legenda das dificuldades sentidas pelos encarnados na partida.

No final, Pedro Nunes confessou já esperar dificuldades. “Era um jogo complicado, a história assim o diz”, afirmou. O treinador encarnado saiu do Paço de Arcos para o Benfica no final da época passada e conhecia bem o adversário. “É uma equipa matreira que sabe temporizar o jogo e tiveram o mérito de se adiantarem no marcador”, analisou. “Fez do processo defensivo a sua grande força”, disse, deixando elogios ao guarda-redes Carlos Silva. “Os adeptos até podem achar que sofreu golos defensáveis mas também evitou que entrassem muitos outros”, vincou. No Benfica, as falhas na finalização mereceram reparos. “O Benfica entrou bem, criou muitas situações de golo que não concretizou por demérito próprio”, frisou. “Foi uma vitória justa perante um adversário muito digno, que eu respeito muito e a quem desejo as maiores felicidades”, concluiu.

A 22ª jornada deixou tudo na mesma entre os cinco primeiros, dado que Porto, Valongo, Benfica, Oliveirense e Juventude de Viana venceram os seus jogos. Na luta pela manutenção o destaque vai para o Carvalhos que venceu no Pico o Candelária por 2-4 e para o Sporting que na casa do Mealhada e num jogo alucinante venceu por 6-7 e ascendeu ao 10º lugar.

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SL Benfica
4 : 3
22 Mar 21h00
CD Paço de Arcos
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