Notícia

2016 (Abr/Jun): Os títulos de clubes

Dec 29, 2016

O segundo trimestre de 2016 coincidiu com as grandes decisões da temporada hoquística de clubes, quer a nível nacional, quer europeu. Portugal foi o palco das Final Four da Taça CERS e da Liga Europeia e os troféus ficaram em "casa".

A CERS para o Barcelos

Barcelos recebeu no fim-de-semana de 30 de Abril e 1 de Maio a Final Four da Taça CERS. O Municipal - a "Catedral" - encheu para ajudar a equipa de Paulo Freitas a conseguir melhor do que no ano anterior - tinham caído nas "meias" em Igualada - e, sob a batuta de Reinaldo Ventura, a equipa esteve à altura.

Na meia-final, Nuno Resende quase fazia a desfeita num pavilhão a que, enquanto jogador, já "chamou" casa. O treinador português conduziu o Matera às grandes penalidades depois de um empate a três no tempo regulamentar, mas o Barcelos acabou por levar a melhor.

Público de Barcelos empurrou equipa para a conquista da CERS

Para o outro lugar na partida decisiva, o Sporting perdeu a oportunidade de defender o título ao cair nas grandes penalidades frente ao Vilafranca. O jogo chegou ao fim do prolongamento com 1-1 no marcador e os catalães foram mais certeiros no desempate.

Na inédita final entre Óquei de Barcelos e Vilafranca, os anfitriões, empurrados por um público entusiasta, venceram por 6-3 e garantiram a segunda Taça CERS da sua história, 21 anos depois.

Sporting dispensa quatro

A derrota nas meias-finais da Taça CERS - com o presidente Bruno de Carvalho a assistir - deixou marcas num Sporting que já pensava na época seguinte.

No rescaldo do revés europeu, Luís Viana, Cacau, Ricardo Figueira e Tiago Losna foram afastados da equipa, sendo chamados atletas Sub-20 para o que faltava jogar. Em jogo ainda estava a Taça de Portugal, onde os leões cairiam também nas meias-finais, e um importantíssimo lugar nos quatro primeiros.

Luís Viana e Cacau, reforços no início da temporada, jogaram pela última vez de leão ao peito em Barcelos

O quarto lugar, e o consequente regresso à Liga Europeia volvidos 28 anos sobre a última participação na mais importante prova de clubes, seria garantido na penúltima jornada, com uma vitória por 8-9 em Turquel obtida a 30 segundos do apito final.

Benfica vence a dobrar

A decisão da Liga Europeia, prova máxima de clubes, teve também lugar em Portugal. O Benfica recebeu a 14 e 15 de Maio os italianos do Forte dei Marmi, os espanhóis do Barcelona e a Oliveirense para duas meias-finais emotivas. A Oliveirense bateu o Forte por 3-2 e os encarnados venceram os blaugrana nas grandes penalidades, como já acontecera três anos antes, no Dragão Caixa.

O final do jogo da meia-final que opôs o Benfica ao Barcelona foi, no mínimo, peculiar. No Dragão Caixa, em jogo antecipado do Campeonato Nacional, o Porto empatava com o Valongo e entregava matematicamente o título às águias. Os festejos do apuramento para a final europeia confundiam-se com os festejos do título nacional… mas a celebração teve de ser contida.

Numa dupla celebração, o Benfica sagrou-se campeão nacional… a jogar as meias da Liga Europeia

No dia seguinte, numa final portuguesa, o Benfica arrecadou a segunda Liga Europeia da sua história, ao vencer a Oliveirense por 5-3, num jogo com muita contestação da equipa orientada por Tó Neves. As declarações do vice Lluis Ferrer, já no rescaldo da Final Four, no sentido das equipas que perdem terem de ser “mais honestas”, indignaram a equipa e a edilidade de Oliveira de Azeméis.

Para o Nacional, nas três jornadas que se seguiram, o Benfica - que até aí só registara dois empates - somou duas derrotas (no Dragão Caixa e em casa com a Oliveirense), terminando com "apenas" quatro pontos de vantagem sobre o FC Porto. Oliveirense e Sporting garantiram os outros dois lugares nos quatro primeiros, que garantem um lugar na Liga Europeia.

Benfica conquistou a segunda Liga Europeia do seu historial e o 23º título de Campeão Nacional

Que Hóquei...?

Em Junho terá passado ao lado do comum adepto da modalidade, mas a FIRS organizou um Simpósio internacional que abordou o futuro do Hóquei em Patins, a sua divulgação e possibilidades de crescimento.

A discussão ficou aquém do desejável e o debate pecou por inconclusivo. O Comité Internacional de Hóquei em Patins apresentou uma proposta para se permitir a utilização de patins de três rodas em linha que não vingou, mas que expôs uma crescente cisão entre o CIRH (sob alçada da FIRS) e o CERH (da europeia CERS). Esta cisão tomaria novos contornos no final do ano, com a realização da Taça Intercontinental.

Cinco Ideal

Findo o Campeonato Nacional, e na semana que antecedeu a Taça de Portugal, o HóqueiPT promoveu a eleição do Cinco Ideal entre todos os treinadores e capitães da I Divisão.

O sufrágio, que mereceu ampla divulgação na imprensa escrita e canais de televisão, teve o resultado anunciado a 18 de Junho. Guillem Trabal (Benfica), Hélder Nunes (Porto), Ricardo Barreiros (Oliveirense), Reinaldo Ventura (Óquei de Barcelos) e Jordi Adroher (Benfica) foram os mais votados numa iniciativa que será repetida em 2017.

Trabal e Adroher, dois catalães no Cinco Ideal - o atacante, melhor marcador do Nacional, foi o mais votado entre todos

Taça para o Porto: a sina de Cabestany

O anúncio do Cinco Ideal foi feito por ocasião da realização da Final Four da Taça de Portugal em Ponte de Lima, em que – do “Cinco” - apenas Ricardo Barreiros não marcou presença.

Esse fim-de-semana, de 18 e 19 de Junho, ficaria marcado pelo regresso do Porto aos títulos, três anos depois.

Num emblema que este milénio estava habituado a vencer – até este hiato, os dragões tinham conquistado cinco Taças de Portugal, sete Supertaças e 11 Campeonatos em 16 temporadas – a chegada de Guillem Cabestany foi um tónico suplementar pelo seu condão para ganhar provas a eliminar.

Porto regressou aos títulos, três anos depois

Depois das vitórias em Espanha (pelo Vendrell) e em Itália (pelo Breganze), Cabestany ganhou a terceira Taça consecutiva da sua carreira de treinador, fruto de vitórias no decisivo fim-de-semana sobre o Óquei de Barcelos (5-2) nas meias-finais e sobre o Benfica (4-2) na final, num jogo particularmente especial para Edo Bosch, que se despediu da equipa que representou ao longo de 18 temporadas.

Este foi o 15º título para o Porto na prova rainha, igualando o número de triunfos dos encarnados. Com o triunfo do Benfica no Campeonato, ficava desde logo marcado novo Clássico para Setembro, para a Supertaça António Livramento…

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