Notícia

Os galões do campeão

Jan 08, 2017

O Benfica venceu este sábado o Porto por 8-4, ganhando uma vantagem de cinco pontos sobre os dragões.

Perante o seu público, os encarnados entraram determinados a fazer esquecer o "descalabro" da Supertaça António Livramento, mas com pouco mais de três já tinham desperdiçado duas soberanas oportunidades para inaugurar o marcador. De livre directo, por Nicolia, na sequência de azul a Hélder Nunes, e de grande penalidade, por João Rodrigues. E os encarnados também não aproveitaram o "power play"...

Miguel Rocha entrou e pouco depois apontou o tento que valia a vantagem ao intervalo

Maus sinais na finalização que se dissipariam com o primeiro golo do Clássico, assinado por João Rodrigues, mas que mereceu resposta rápida dos azuis-e-brancos, com Jorge Silva a pôr tudo como no início.

Com o golo do empate, o Porto cresceu. Ocupou a meia pista adversária e chegou a ser constrangedora a facilidade com que anulava todas as saídas dos encarnados para o ataque. Mas a equipa de Guillem Cabestany não capitalizou esse momento em golos e o Benfica, mais sólido, recuperou o controlo da partida e voltaria a adiantar-se. O talismã Miguel Rocha foi chamado do banco e não precisou de muito tempo para dar nova vantagem - que já não fugiria - às águias.

João Rodrigues, autor de um poker, 'matou' a partida com os terceiro e quarto golos encarnados

Na segunda parte, o Benfica puxou definitivamente dos seus galões de (bi)campeão e voltou a entrar muito forte. Depois de oito minutos em que o campeão europeu Nelson Filipe foi adiando como pôde, o seu colega de selecção, João Rodrigues, matou praticamente o jogo. Dois golos em trinta segundas colocavam o Benfica com uma vantagem confortável, até porque os dragões tardavam em conseguir o melhor entendimento nas saídas para o ataque e nas marcações defensivas. E, ainda no mesmo nono minuto da etapa complementar - depois de nem o capitão Hélder Nunes, nem Nicolia aproveitarem as décimas faltas adversárias - Jordi Adroher ampliou para 5-1 de livre directo depois do segundo azul da partida ao capitão portista.

Nelson Filipe tentou adiar o que o colectivo do Benfica tornou inevitável

Ainda com largos 16 minutos para jogar, o pendor da partida já apontava o Benfica como vencedor. A reacção dos dragões teve pouca intensidade e foi totalmente contida por um Benfica exemplar colectivamente, a controlar todos os momentos do jogo. Vítor Hugo reduziu para 5-2, mas já depois de Jordi Adroher ter respondido com o 6-2, nem Gonçalo Alves nem Hélder Nunes conseguiram bater Guillem Trabal de livre directo. Fez Valter Neves o 7-2 e, quando o Porto acertou de bola parada, por Rafa para o 7-3, os pouco mais de cinco minutos que faltavam eram escassos.

João Rodrigues fechou as contas do Benfica com o seu quarto golo no jogo e Vítor Hugo as da partida para um 8-4 moralizador para as águias que assim iniciaram da melhor maneira um ciclo complicado que ainda vai passar por Oliveira de Azeméis (dia 21) e a recepção ao Sporting (dia 29). Antes, Benfica e Porto jogam para a Liga Europeia.

Vítor Hugo bisou, no minimizar de 'estragos'

Em conferência de imprensa - com o treinador e um jogador de cada equipa - Guillem Cabestany lamentou a pior exibição da época no momento em que não podia acontecer. O técnico apontou erros defensivos e atacantes na justificação de um resultado que, segundo o técnico catalão, não belisca o trabalho que tem sido realizado esta época. Rafa não deixou de frisar que ainda há muito para jogar.

Do lado encarnado, Pedro Nunes destacou a grande exibição da sua equipa, sublinhando a importância dos jogadores que saltaram do banco. Defendendo que a vantagem de cinco pontos para o segundo - que podem ser três se a Oliveirense vencer o Sporting este domingo - é curta num campeonato que ainda vai ser longo, o treinador destaca a importância de se ir vencendo jogo a jogo. E, no Campeonato e na Liga Europeia, o Benfica só venceu. Diogo Rafael desejou, rumo ao tri-campeonato, um final de primeira volta só com vitórias que permita ter alguma margem de erro na fase final da época.

Sem TVI24

Ao contrário do anunciado, a TVI24 não transmitiu o Clássico em directo. Tal deveu-se à morte do Dr. Mário Soares, ex-primeiro-ministro e ex-presidente da República, e correspondente cobertura e recolha de depoimentos, justificada pelo carácter informativo do canal. É o outro lado de ter as partidas do Nacional num canal de maior abrangência, sendo que o encontro mereceu directo simultâneo na BTV e no Porto Canal.

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8 : 4
7 Jan 16h30
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