Notícia

O sucesso da Copa

Mar 02, 2017

A 74ª edição da Copa del Rey mereceu elogios dos mais diversos quadrantes.

Disputada em Madrid, a prova que juntou os oito primeiros da primeira volta da OK Liga, foi um sucesso organizativo e desportivo.

O pavilhão Amaya Valdemoro, no extraordinário complexo Jose Caballero, recebeu os quatro dias de competição, enchendo - com cerca de 2000 espectadores - em três deles, e obrigando mesmo à afixação da informação de lotação esgotada nas bilheteiras.

Em paralelo com a Copa, houve uma Mini Copa, para as equipas Sub-15, que o Barcelona também venceu

Madrid provou que, não sendo um centro da elite do Hóquei em Patins, tem potencial para tal. A equipa da casa - o Alcobendas - foi afastada no primeiro dia de prova (o único em que o pavilhão não encheu), mas os inúmeros adeptos da modalidade, que não necessariamente de um clube em particular, não deixaram de marcar presença. Como Carmelo Paniagua, presidente da Real Federação Espanhola de Patinagem fez questão de frisar, no que foi um sucesso em toda a linha...

Desportivamente, os sete jogos foram pautados pelo equilíbrio e emoção. Quatro dos jogos necessitaram de prolongamento, em que apenas um escapou à lotaria dos "penaltis". Foram apontados 50 golos no tempo regulamentar (média superior a sete por jogo) e a final foi decidida com um golo apontado no último minuto da Copa, pelo MVP Pau Bargalló. Raul Marín (Reus), com dois golos em cada um dos três jogos que realizou, foi o mais certeiro e justificou a vice-liderança na lista de melhores marcadores da OK Liga, com 23 golos, apenas superado por Pablo Alvarez (Barcelona).

Experiências

A Copa del Rey serviu de pretexto para algumas experiências. Umas oficiais, outras nem por isso.

Os planos dos jogos proporcionados por Luís Velasco não deixam de surpreender quem acompanha o Hóquei em Patins, mas o asturiano voltou a tentar ir mais longe.

Um dos planos proporcionados por Luís Velasco

Esteve com os delegados de Liceo e Barcelona com uma GoPro na sua prancheta, o do Reus - mais nervoso na maneira de viver o jogo - acompanhou no constante vai-e-vem. Ainda no frenesim dos bancos, havia foco para as reacções dos suplentes e equipas técnicas.

Para "estar" mais perto das incidências de jogo, colocou câmaras nos árbitros. A experiência não correu bem, mas Luís promete soluções alternativas num futuro próximo.

Ricard Muñoz, de microfone

Os jogos - também transmitidos por streaming pelo canal de subscrição OK Liga TV - tiveram a produção do canal La Xarxa, que ousaram colocar microfones nos treinadores nos jogos das meias-finais.

Ricard Muñoz, treinador do Barcelona, que se viria a sagrar vencedor da Copa, deixou um elogio ao sistema de comunicação dos árbitros e a tudo o que pode servir para melhorar a modalidade e o espectáculo. Do microfone, que usou tal como o seu adversário Carlos Gil, confessou que acabou por se esquecer...

Com carácter oficial, os árbitros, testaram a utilização de intercomunicadores. Pese já ser comum em Portugal, os árbitros denotaram alguma estranheza, muito pela escolha do local para colocar o transmissor/receptor, mas também pelo facto de raramente tirarem o apito da boca. Mas é uma inovação para implementar e que não tardará a ser comum também nos rinques espanhóis.

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