Notícia

Barcelos em defesa do título

Apr 28, 2017

O Óquei de Barcelos procura este fim-de-semana em Itália defender a Taça CERS conquistada em 2016.

Na sua terceira Final Four consecutiva, o Óquei de Barcelos almeja não um, mas dois feitos para o Hóquei em Patins nacional. Pode ser a primeira equipa portuguesa a alcançar os três triunfos na prova, juntando-se a Hockey Novara e Liceo, e a primeira a vencer em anos consecutivos, algo que só Hockey Novara (1992 e 1993) e Reus (2003 e 2004) conseguiram.

Óquei celebrou a sua segunda Taça CERS na última temporada, perante um pavilhão repleto

O Barcelos conquistou a Taça CERS em 1995, frente ao Tordera, numa final a duas mãos. Perdeu por 6-4 na Catalunha, mas deu a volta com um inequivoco 6-0 na segunda mão perante os seus adeptos, voltando a "Catedral" a ser determinante na pretérita temporada, quando venceu - em Final Four, que se realiza desde 2008 - Matera nas "meias" e na final o Vilafranca.

Actualmente em quinto no Campeonato Nacional, o Óquei de Barcelos está longe do quarteto da frente, mas ainda com uma ténue esperança em chegar ao quarto lugar. Frente às equipas da frente - tendo já jogado duas vezes com as quatro - só não roubou pontos à Oliveirense, tendo registado uma vitória e um empate com o Sporting, uma vitória com o Porto e um empate com Benfica, mostrando o valor da equipa, particularmente quando joga diante do seu público.

Alvarinho, que soma 28 golos no Nacional da I Divisão, é o melhor marcador da equipa e o quarto melhor do Nacional

Agora liderados por Paulo Pereira - Paulo Freitas saiu após garantir a presença na Final Four - os barcelenses falharam no ensaio-geral, perdendo por 3-0 em Viana do Castelo. O "chip" já estaria em Viareggio. Ricardo Silva, Luís Querido e Reinaldo Ventura são os pilares de uma equipa em que Vieirinha e Hugo Costa costumam completar o cinco inicial, mas em que Ruben Sousa, Alvarinho, João Guimarães e Zé Pedro dão garantias e, muitas vezes, soluções. Completam o plantel os guarda-redes André Almeida e João Pereira ("Ginho").

O Óquei de Barcelos chega a esta Final Four depois de virar uma derrota na Catalunha por 3-2, vencendo na segunda mão o Vilafranca, numa reedição - até no resultado - da última final, por 6-3 no Municipal de Barcelos. Terá agora pela frente os italianos do Sarzana.

Underdogs

O detentor do título parte claramente como favorito para a meia-final frente ao Sarzana, equipa menor no panorama hoquístico italiano, que chegou a esta edição da Taça CERS em virtude de algumas equipas terem abdicado da participação. O Sarzana tinha acabado o último campeonato em 13º (entre 14 equipas), mas à atenção do Barcelos fica a presente época, bem mais conseguida, com um histórico apuramento para o playoff conseguido "in extremis", no oitavo lugar.

Barcelos disputa a meia-final a partir das 18h30 locais (17h30 em Portugal continental), com transmissão na RTP2. A final joga-se domingo, às 20h locais.

Mais do que o percurso na Legahockey, é importante sublinhar o percurso nesta edição da Taça CERS e, em particular, o apuramento para esta Final Four, "à conta" do Turquel. Os italianos empataram 2-2 quer na Aldeia do Hóquei (golos de Dolce e De Rinaldis) e na recepção à equipa portuguesa (Festa e Dolce), decidindo Sergio Festa com um golo de ouro.

Sergio Festa é a figura maior de um conjunto experiente. Melhor marcador da equipa na Legahockey, com 30 golos, Festa é o "pronto-socorro" da equipa onde merece também destaque o jogador-treinador Francesco Dolce.

Primeira edição da Taça CERS foi ganha em 1981, pelo Sesimbra. Barcelos, Porto, Benfica e Sporting - todos duas vezes - e Paço de Arcos e Oliveirense também contam com o troféu nas suas vitrines.

No esgrimir de argumentos com o Barcelos, Sarzana poderá contar com uma espécie de "factor casa". Viareggio dista menos de 50 km de Sarzana e os adeptos acorrerão em massa no apoio à sua equipa. Mas faltará saber se, mesmo em maior número, conseguirão que se deixe de ouvir a voz dos adeptos dos fieis adeptos do Barcelos.

Velhos conhecidos procuram título em casa

Caso o Óquei de Barcelos se apure para a final, o rival pode ter caras bem conhecidas.

Alessandro Bertolucci - agora treinador - e o seu irmão Mirko são figuras maiores do Viareggio, clube anfitrião desta Final Four, e marcaram uma época no clube minhoto. Entre 1998 e 2001, os irmãos Bertolucci brilharam no Óquei de Barcelos, conquistando mesmo o Campeonato Nacional, terceiro e - até ao momento - último da história do clube.

Mirko regressou esta época após um susto na última temporada, com um problema no coração. E regressou forte. Com 35 anos feitos em Março, Mirko é o melhor marcador da equipa, somando 23 golos na Legahockey.

"Rei" bate Barozzi na final do Europeu - duelo pode repetir-se na final da Taça CERS

Por outro lado, se os irmãos Bertolucci trazem boas recordações aos adeptos do Barcelos, o mesmo não se poderá dizer dos catalães Xavi Rubio e Xavi Costa. Reforços para esta temporada, os dois jogadores foram titulares e marcaram um golo cada na vitória do Reus Deportiu por 6-1 sobre os minhotos na meia-final da Final Four de Igualada.

O Viareggio terminou a fase regular do campeonato italiano em terceiro, a 10 pontos de Lodi e 12 de Forte dei Marmi, defrontando o Breganze nos quartos-de-final que arrancam a 6 de Maio. Para além de Mirko, Rubio e Costa, o Viareggio conta com outras figuras, como o guarda-redes internacional Leo Barozzi ou o jovem Davide Gavioli.

Roger Acsensi, jovem talento do Caldes, foi figura no Mundial de Sub-20 de Vilanova (2015)

O adversário do Viareggio é um Caldes que tem vivido anos de sonho, mas que esta época tem desiludido a nível interno. A equipa orientada por Eduard Candami ocupa na OK Liga a 14ª posição (entre 16 equipas), com 23 pontos, apenas mais 3 que o penúltimo, Manlleu. Mostrando-se estatisticamente sólidos na defesa - a sétima melhor do campeonato espanhol, com 75 golos sofridos - o Caldes tem o segundo pior ataque da OK Liga, com escassos 56 golos conseguidos em 25 jogos. 40 dos golos apontados (mais de 70% do total) tiveram a assinatura dos jovens Roger Acsensi (16 golos) e Xavi Rovira (24, 3º melhor da prova), respectivamente com 20 e 23 anos. Pol Galbas, de 24 anos, completa um trio que merece atenções redobradas.

A partida entre italianos e catalães deverá ser apitada por Joaquim Pinto e Luís Peixoto, os árbitros portugueses chamados à Final Four

Do lado do Caldes poderá estar a tradição espanhola, uma frieza táctica que já valeu a conquista de 15 das 36 edições disputadas da Taça CERS, mas tal não deverá ser suficiente para evitar a presença do organizador Viareggio na final. E, nas últimas cinco edições da Taça CERS realizadas, três sorriram à equipa da casa...

Jogos relacionados

Sarzana
1 : 3
29 Abr 18h30
OC Barcelos, SAD
CH Caldes
0 : 2
29 Abr 21h00
CGC Viareggio
Inline content
Ficha Técnica
Estatuto Editorial
Contacte-nos
BackOffice
Política de Privacidade