Notícia

O único a 'bisar' pelo Reus

May 16, 2017

Nas seis primeiras grandes conquistas europeias do Reus - entre 1967 e 1972 - houve vários repetentes nos títulos de uma geração marcada por Joan Sabater ou Santi Garcia.

Naturalmente, já nenhum desses heróis jogava quando o Reus chegou à sétima conquista, 37 anos depois, em 2009, frente ao Vic de Sergi Fernandez (agora no Barcelona), Adroher (Benfica), Marc Torra (campeão este fim-de-semana pelo Reus) ou Romà Bancells (que, já se sabe, reforçará o Reus na próxima temporada).

Platero no topo do Mundo em 2015

Em 2009, às ordens de Carlos Figueroa, estava uma verdadeira constelação. Os históricos Jordi Garcia, Xavi Caldú e "Negro" Paez, o agora director-desportivo Toni Sánchez, ou as ainda figuras Guillem Trabal (Benfica), Marc Gual (Barcelona) e Pedro Gil (Sporting). E um jovem argentino de 20 anos, na sua segunda temporada na Europa e ao serviço dos "rojinegros": Matías Platero.

Finda essa épica temporada, o jovem Matías não quis renovar e foi à procura de mais minutos. Encontrou-os nas Canárias, ao serviço do Tenerife e, apenas uma época volvida, rumou a Itália onde passou de promessa a certeza.

Platero assinou o quarto golo "reusence" frente ao Benfica, que levou as "meias" a prolongamento (e grandes penalidades)

Depois de três temporadas no Lodi (2010-13), juntou-se ao rival Valdagno. A equipa onde Nicolía brilhava, conquistara tudo internamente e chegara à Final Four da Liga Europeia (no Dragão Caixa), mas perdera Pedro Gil. No final de 2013/14, longe dos feitos da época anterior, o Valdagno desmembrou-se. Carlos Nicolia reforçou o Benfica e Matías Platero regressou a Espanha. E ao Reus.

Nesta terceira época após o regresso, chegou nova consagração máxima com a sua segunda Liga Europeia, e desta feita como uma das principais figuras da equipa, longe do jovem que, ao lado de ídolos, procurava afirmação em 2009.

Ao HóqueiPT, Platero contou como se sente depois de um ano terminado em beleza e os objectivos para o Mundial.

Interesse luso

Aos 28 anos, Matías Platero é campeão do Mundo e venceu a Taça das Nações pela Argentina e agora a Liga Europeia pelo Reus. Defensor tenaz, agressivo e sem virar a cara à luta em rinque - fez faísca o seu duelo com João Souto -, Platero é pacato, ponderado e observador fora da pista.

O argentino é desejado em Portugal e não esconde que um dia gostaria de jogar no apetecível campeonato português, mas aguarda com a tranquilidade que o caracteriza para lá do apito final. Tem contrato com o Reus por mais uma temporada - com mais dois anos de opção - e a sua saída só se consumaria no imediato com o pagamento de uma avultada cláusula de rescisão.

Em Setembro, na China, tentará uma inédita defesa do título Mundial pela Argentina, depois da conquista no Mundial de França em 2015. Antes, a selecção alviceleste vencera o Mundial em 1978, 1984, 1995 e 1999, mas não lograria vencer nas edições que se seguiram às das conquistas.

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