Notícia

Riba d'Ave (e Valença) à espera de decisão

Jun 22, 2017

O Campeonato Nacional da I Divisão teve a sua derradeira jornada cumprida no passado sábado, mas ainda não teve o seu derradeiro acto.

Em causa continua a deliberação do recurso do Riba d'Ave sobre a falta de comparência aplicada no jogo que em rinque terminou com a vitória sobre a Juventude de Viana por 3-2.

Já com todas as outras contas feitas, perspectivam-se dois cenários, conforme seja dado ou não provimento ao recurso, estando desde logo em causa a manutenção do Riba d'Ave, que terminou num dos três lugares da despromoção. Como "vítima" colateral, o principal interessado na resolução deste imbróglio é o Valença, na sua temporada de estreia na I Divisão.

A equipa do presidente-capitão Miguel Fernandes, que festejou a manutenção com a vitória sobre o Tomar na derradeira jornada, balança entre o 12º lugar, que daria a despromoção, e o extraordinário oitavo lugar.

Valença pode ser despromovido... ou ir à Taça CERS

Independentemente do sentido da decisão, e partindo do pressuposto de que não haverá uma decisão intermédia "salomónica", há desde já algumas certezas:

Os sete primeiros lugares da tabela classificativa não sofrerão alterações, mantendo-se a ordem Porto (1º), Benfica, Oliveirense, Sporting, Óquei de Barcelos, Juventude de Viana e Valongo (7º);

Turquel, Tomar e Paço de Arcos mantêm o lugar na I Divisão;

Paço de Arcos terminará como 11º, apesar de antes da decisão ser 10º;

Sanjoanense e Candelária não escapam à despromoção.

É dada razão ao Riba d'Ave...

Se for dada razão ao Riba d'Ave no seu recurso, a Juventude de Viana fica sem os três pontos que resultaram da vitória averbada na secretaria. Passando a somar 41, os vianenses não vêem o seu sexto lugar ser posto em risco, pois o Valongo (7º) terminou com "apenas" 36.

Já o Riba d'Ave passa a somar 23 pontos e sobe "à tona", fugindo dos lugares de descida e passando inclusivamente Valença e Paço de Arcos na classificação. "Por tabela" seria o Valença a descer, com 21 pontos, menos um do que Paço de Arcos e menos dois que o Riba d'Ave.

É negada razão ao Riba d'Ave...

Se for negada razão ao Riba d'Ave no seu recurso, mantém-se a falta de comparência na partida com a Juventude de Viana, mas - ao contrário do que acontece por regra - a negação da razão no recurso não é inócua.

Se a inscrição do delegado em causa continuar a ser considerada indevida, sê-lo-à também em várias outros jogos em que o Riba d'Ave não foi sancionado. Ultrapassando o número de três jogos, a equipa do Riba d'Ave seria excluída e os pontos que contra ela foram conquistados seriam retirados das contas.

O grupo de despromovidos, onde já consta o nome do Riba d'Ave, não se alteraria, mas nas posições imediatamente acima haveria alterações a ter em conta.

O Valença seria o grande beneficiado, saltando do 11º lugar para um extraordinário oitavo, que lhe daria direito a receber um convite para a Elite Cup... e para a Taça CERS.

Apesar de perder um lugar nos oito primeiros, o Turquel continuaria em posição de ir à CERS, perdendo esse estatuto o Sporting de Tomar, que terminaria em 10º.

E a Taça?

A Taça é outro nó para desatar, porventura ainda mais complicado.

Se for dada razão ao Riba d'Ave, não há qualquer questão a ponderar. Mas, se não for assistida razão ao clube minhoto, e se se verificar a exclusão da equipa, a mesma aplicar-se-à também aos jogos da Taça de Portugal, independentemente do delegado em causa ter constado da ficha de jogo ou não. Tal é explicito no Artigo 82º, no seu ponto 3.4.1, onde se lê que haverá "Exclusão imediata da competição em causa, bem como de todas as competições da mesma categoria/escalão, no decorrer da época em questão", e implicaria que o Sport Alenquer e Benfica fosse o vencedor da partida dos 16-avos-de-final que o Riba d'Ave venceu na Vila Presépio por 9-11.

O Riba d'Ave seria eliminado da prova rainha na ronda seguinte, nos oitavos-de-final, pela agora semifinalista Física. Mas não se sabe o que conseguiria o Alenquer...

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