Notícia

A despedida no palco das estrelas

Aug 15, 2017

Chegou a Portugal em 1998. Se chegasse hoje, com a interpretação dos apelidos do país vizinho já mais enraizada, vingaria como Joan Edo ou Juan Ignacio Edo. Mas, para a história do Hóquei em Patins português (e mundial), ficará como Edo Bosch.

O último jogo oficial pelo Porto, em Ponte de Lima, valeu (mais) uma Taça de Portugal

Há quase 20 anos, uma época brilhante ao serviço do Noia, chamou a atenção dos responsáveis do Porto. Depois de vencer a Taça do Rei, venceria a Taça CERS, com a segunda mão da final a ter lugar em Paço de Arcos.

Na final da CERS de 1997/98, foram chamados à equipa principal do Noia alguns jovens da "cantera"... como Pedro Gil, Jordi Bargalló ou Marc Gual.

Foi em Paço de Arcos que, aos 22 anos, o acordo com o Porto ficou definitivamente selado e foi em Paço de Arcos que, a 17 de Junho deste ano, Edo Bosch se despediu das partidas oficiais, já com a camisola da Juventude de Viana por a vontade de continuar a jogar ter sido mais forte quando os dragões acharam que era hora de render o catalão na baliza.

Figura no histórico deca de 2001 a 2011, Edo Bosch pendurou os patins com um total de 13 títulos de campeão nacional (1999, 2000, 2002, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2010, 2011 e 2013), sete Taças de Portugal (1999, 2005, 2006, 2008, 2009, 2013 e 2016) e nove Supertaças António Livramento (1998, 2000, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2011 e 2013). E teve uma despedida especial no Torneio César Fidalgo.

Numa "perninha" na equipa ORT2017 dos colegas Tó Silva e André Azevedo, seria afastado nas "meias" pela equipa de Alvarinho, que em Barcelos usou o "47" a pedido do guarda-redes. Mas o momento alto seria no AllStar.

Edo Bosch defendeu a baliza da equipa azul, de Reinaldo Ventura, de quem herdou a braçadeira de capitão no Porto, e alternou ao longo do jogo com Leonardo Pais, filho do treinador do deca, Franklim Pais. A menos de dois minutos do fim, saiu definitivamente, com direito a "pasillo" dos presentes, numa homenagem com todo o pavilhão a aplaudir.

Na memória ficam exibições memoráveis e intervenções decisivas, ainda que também alguns momentos em que perdeu a calma que habitualmente tinha entre os postes. Para o Hóquei em Patins fica um legado de um extraordinário guarda-redes, uma escola que cativou adeptos em Portugal e um sucessor: Alejandro Edo.

No primeiro Europeu ganho por "Xano"

Internacional jovem português, já duas vezes campeão da Europa de Sub-17, adivinha-se um futuro a Alejandro Edo em que o "aluno" supera o "mestre"... Na próxima temporada, Alejandro reforça os escalões de formação do Barcelona, mas, ainda que com apenas 16 anos, vai já trabalhar com a equipa principal numa forte e declarada aposta dos "blaugrana".

E a transferência do filho, e o desejo de continuar a acompanhar de perto a carreira deste, pesou de sobremaneira na decisão de Joan Ignasi Edo Bosch.

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