Notícia

Puxar dos (muitos) galões para o tri

Aug 27, 2017

A selecção portuguesa de Sub-20 dá este domingo as primeiras stickadas rumo ao tricampeonato mundial.

Chegando a Nanjing como clara dominadora do Hóquei em Patins no escalão nos últimos anos, os galões de pentacampeões da Europa e bicampeões do Mundo são como alvos para os valorosos adversários, que quererão acabar com essa hegemonia.

Uma hegemonia que, desde 2012, não teve excepção, e, sob a égide de Luís Duarte, soma seis conquistas em sete provas, tendo apenas escapado o Mundial que se realizou em Barcelos, em 2011.

Portugal quer repetir festa de 2015

Reportando apenas aos Campeonatos do Mundo, Portugal e Espanha têm dominado. Nas últimas cinco edições, a final foi ibérica, com a Espanha a vencer em 2007, 2009 e 2011 e Portugal a levar o título para casa em 2013 e 2015. De facto, nas sete edições já realizadas, Portugal e Espanha só terão falhado os dois lugares cimeiros porque em 2003 não participou a Espanha e em 2005, na única vitória não ibérica (ganhou a Argentina), não estiveram os portugueses.

Os dois primeiros lugares da classificação só não foram para as selecções ibéricas quando uma delas não marcou presença.

Mas agora, há alguém com legitimidade para se intrometer.

Ainda no Luso, Luís Duarte vincou ao HóqueiPT a vontade de "ganhar", abordando o valor dos rivais e sublinhando algumas dificuldades - como o fuso horário, a duração das partidas ou a ausência de dia de descanso - que a Selecção terá de superar para chegar ao título. E aponta a Itália como principal obstáculo a nova conquista e ao correspondente título.

A ameaça "azzurra"

Na sua análise, Luís Duarte sublinhou e destacou o valor do conjunto italiano. Em 2015, nas meias-finais do Mundial de Sub-20, Portugal só afastou os italianos no "golo de ouro" (2-1) e a "squaddra azzurra" reforça a aposta numa geração que valeu o título europeu de Sub-17 em 2014 (Gujan-Mestras, França), no único desfecho com vencedor não-ibérico desde 1992(!).

Duelo entre Nunes e Compagno pode repetir-se

Dessa selecção, Massimo Mariotti e Tommaso Colamaria voltam a chamar guarda-redes Bruno Sgaria e e os jogadores de pista Giacomo Maremmani, Nicholas Barbieri, Alessandro Faccin, Alberto Greco, e... Davide Gavioli e Francesco Compagno. Estes dois últimos,mal terminem o Campeonato do Mundo de Sub-20, reforçam a selecção principal para o Campeonato do Mundo de Seniores. Aos sete campeões de Gujan-Mestras juntam-se o guarda-redes Stefano Zampoli, Mattia Milani e Filippo Zambon.

Espanha, Argentina e França são adversários a ter em conta na fase a eliminar.

Curiosamente, Portugal contrapõe com seis campeões continentais do ano seguinte. Em 2015, no Luso, Bernardo Mendes, João Lima, António Trabulo, Tomás Pereira, Carlos Ramos e Hugo Santos recuperaram para Portugal o título que a Itália conquistara um ano antes. Reforçam essa geração Gonçalo Meira e Tiago Almeida e ainda dois campeões do Mundo de Sub-20 de 2015: Tiago Rodrigues e Gonçalo Nunes.

Dois jogos "seguidos"

Portugal começa a sua caminhada com a Colômbia... e o Chile.

Na definição do calendário, o primeiro lugar no grupo A foi atribuído ao campeão. E quando se decidiram as horas, Portugal ficou a saber que seria o último a jogar no domingo... e o primeiro na segunda-feira.

Primeiro adversário é a Colômbia, orientada pelo português André Torres.

Com o início dos dois jogos separados por 14 horas, e atendendo à diferença horária, quase parece que os Sub-20 portugueses realizam dois jogos (este ano de 50 minutos em vez dos habituais 40) no mesmo dia. Pela hora de Portugal continental, jogam às 11h30 com a Colômbia e depois à 1h30 da madrugada seguinte, com o Chile.

O palco do Mundial de Sub-20 é o pavilhão da Nanjing Tech University, excepto para a final, que se disputará no Longjiang Gymnasium, palco dos campeonatos do Mundo de Seniores Femininos e Masculinos.

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