Notícia

Portugal e Espanha na decisão de Sub-20

Aug 31, 2017

Fotos: Federação de Patinagem de Portugal

Em rota para um inédito "tri", os Sub-20 de Portugal carimbaram a presença na final com uma vitória sobre a Argentina por 2-5.

A partida começou praticamente com o tento argentino por Facundo Bridge, melhor marcador dos albicelestes - e filho de Alfred Bridge, medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1992 pela Argentina -, aos dois minutos. Mas a resposta não tardou, com João Lima a igualar aos cinco. E assim, com cinco minutos a menos para jogar, recomeçava - não do "zero", mas do "um" - a meia-final entre Argentina e Portugal, que decidia o adversário de Espanha na final.

O palco da final é o Longjiang Gymnasium, depois de toda a prova ter sido jogada no pavilhão da Nanjing Tech University.

A partida foi sempre jogada com um ritmo altíssimo e oportunidades de um e outro, mas, em particular na primeira parte, os guarda-redes levaram a melhor. Desfez a igualdade Gonçalo Nunes, que, a três minutos do intervalo, fez o 1-2 e, tal como tem sido regra - sem excepção - neste Mundial, Portugal recolheu aos balneários em vantagem.

Na segunda parte, Portugal esteve muito bem defensivamente e soube capitalizar as suas oportunidades na consolidação do resultado.

Carlos Ramos bisou

Aos seis minutos, Carlos Ramos dilatou a vantagem para 1-3 e, depois de Tiago Rodrigues negar o golo de livre directo ao habitualmente eficaz Facundo Bridge, o mesmo Carlos Ramos ampliou para 1-4.

Faltava ainda jogar uma dúzia de minutos e Portugal geriu bem as suas faltas (12), cometendo apenas mais uma até final. A Argentina teve de pressionar e, a sete minutos do fim, incorreu na décima, levando Hugo Santos para a marca de livre directo. Mas, tal como Bridge, também o português pecou, desperdiçando na hora de matar definitivamente o jogo.

Esta sexta-feira, às 18h30 locais (11h30 em Portugal continental), o último jogo do Mundial de Sub-20 será o primeiro a ser transmitido por streaming pela FIRS TV.

A cinco minutos e meio do apito final, Sebastian Duhalde reduziu para 2-4, dando combustível à alma argentina que nunca baixou os braços. A Argentina "apertou", mas o melhor que conseguiu foi ganhar uma grande penalidade já no último minuto, e Tiago Rodrigues negou o golo a Danilo Rampulla.

Nos poucos segundos que sobravam, um azul a Duhalde valeu nova oportunidade a Hugo Santos. E, desta feita, o "7" português não falhou, fechando as contas da partida.

Espanha na final, para não variar

A Espanha conseguiu o apuramento para a final no dramático desempate por grandes penalidades.

Num jogo com a arbitragem de Joaquim Pinto e Paulo Rainha, valeu na primeira parte o tento solitário de Davide Gavioli para dar vantagem aos italianos ao intervalo. Na etapa complementar, Albert Bigas empatou de grande penalidade e Alex Joseph virou o resultado a quatro minutos do final.

Sempre que participaram no Mundial, Espanha e Portugal chegaram à final, e esta será a sexta final ibérica consecutiva.

No entanto, "Checco" Compagno - que tal como Gavioli integrará a selecção sénior na próxima semana - igualou e levou o jogo para prolongamento.

Sem golos no "tempo extra", a decisão foi por grandes penalidades, com a Espanha - derrotada na final do último Mundial desta forma - a marcar as três oportunidades (Bigas, Ballart e Bars) necessárias para matematicamente vencer uma série em que a Itália não marcou qualquer golo.

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