Notícia

«Temos ambição, mas temos de controlar a vontade de ganhar»

Sep 02, 2017

O modelo competitivo do Campeonato do Mundo que é parte da primeira edição dos Roller Games foi um segredo bem guardado até ao sorteio do calendário... e até depois deste. Oito equipas disputariam o Campeonato do Mundo, outras oito disputariam a secundário Taça FIRS e as restantes ficariam numa Taça das Confederações. Angola ficou na "segunda divisão".

Angola estreia-se frente à Holanda este domingo, a partir das 3h30 de Portugal continental.

O nono lugar em 2015, apesar das boas prestações, tirou Angola dos dois principais grupos do Mundial. Mas uma nuance regulamentar em relação aos Mundiais de Seniores Femininos e de Sub-20 permite a Angola sonhar com os quartos-de-final da disputa pelo título máximo.

Tal concretiza-se se Angola terminar em primeiro no seu grupo B da Taça FIRS, jogando nos quartos-de-final com o vencedor do grupo A do Campeonato do Mundo, que inclui Argentina, Portugal, Itália e França.

André Centeno e João Pinto prolongam ligação das duas últimas temporadas no Sporting.

O apuramento - num grupo com Brasil, Holanda e Estados Unidos - era possível. E, com a desistência do Brasil, tornou-se mais do que provável.

A vaga brasileira foi ocupada pelo Egipto (pelo calendário FIRS, embora Fernando Fallé tomasse como certa a entrada de Israel) e a vitória no grupo será, salvo uma surpresa de proporções bíblicas, uma formalidade para uma selecção consolidada, com experiência e qualidade, e com jogadores com experiência do Campeonato Nacional e da OK Liga.

Francisco Veludo "subiu" o Braga à I Divisão e continua dono da baliza angolana.

Do Mundial de 2015, então sob o comando do agora treinador do Valença, Orlando Graça, e em que só uma regra - unanimemente contestada - que não permitia empates impediu Angola de roubar pontos a Espanha, mantém-se 70% da equipa.

Ao guarda-redes Francisco Veludo, aos jogadores de pista André Centeno, Nery, Johe, Payero, Big e ao capitão João Pinto juntam-se Estevão Dala - para o lugar do retirado Hugo Garcia como guardião -, e Adilson Diogo e Agostinho Argentino para as "vagas" de Márcio Fernandes e Filipe Bernardino.

Experiente Martin Payero cumpre mais um Mundial

A mudança mais significativa é no comando técnico. Fernando Fallé - que em Portugal se destacou no comando do Infante Sagres e da Juventude de Viana - regressa ao cargo que ocupou nos Mundiais de 2005 e 2007 depois de alguns anos a trabalhar em Angola.

O seleccionador angolano esteve à conversa com o HóqueiPT no estágio em Portugal (sediado em Santa Maria da Feira), não escondendo a satisfação pelo modelo competitivo que lhe permite aspirar a uma surpresa nos quartos-de-final.

Entretanto, os Roller Games não começaram da melhor maneira para Angola. A selecção angolana de Sub-20 iria participar na FIRS Cup do escalão, mas alegados "problemas administrativos" na viagem para a China impediram a participação dos angolanos que, em 2015, em Vilanova, terminaram no 13º lugar às ordens de Nuno Resende, antes do técnico rumar a Itália.

A selecção de Sub-20 angolana faltou aos embates com Estados Unidos - que venceu a Taça FIRS só com vitórias, num campeonato a duas voltas -, Índia e Taipé Chinesa.

Angola / Campeonato do Mundo 2017

Seleccionador

Fernando Fallé

Guarda-redes

Estevão Dala e Francisco Veludo

Jogadores de pista

Adilson Diogo, Agostinho Argentino, André Centeno, João Pinto, João Vieira ("Johe"), Martin Payero, Anderson Silva ("Nery") e Humberto Mendes ("Big")

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