Notícia

Nova derrota coloca pressão

Sep 04, 2017

Foto de capa: Federação de Patinagem de Portugal

Portugal perdeu frente à Itália por 4-2, e está obrigada a pontuar com a França na derradeira jornada da fase de grupos.

A Selecção Nacional entrou determinado a assumir o jogo, com posse de bola, mas logo aos três minutos e meio, o venenoso contra-ataque italiano funcionou, com Giulio Cocco a abrir o marcador.

A selecção portuguesa precisou de uns minutos para se recompor do revés madrugador, mas - de forma consentida pela Itália - voltou a mandar no jogo. Havia, no entanto, mais veneno. Aos 11 minutos, Samuel Amato saiu em contra-ataque, usou a sua estampa física para aguentar a pressão e rematou - fortíssimo - para o segundo tento transalpino.

Vitória coloca Itália já nos quartos-de-final.

Se de alguma forma pudesse servir de conforto, na recente final do Europeu em Oliveira de Azeméis Portugal também estivera a perder por dois golos - com os mesmos 10 que alinharam para esta partida -, antes de dispararem para uma vitória memorável por 6-2.

A reviravolta poderia ter começado à entrada dos 10 minutos finais, numa grande penalidade, mas Riccardo Gnata estava à espera do remate rasteiro de João Rodrigues e negou o golo ao único a transformar de bola parada na véspera. Cinco minutos depois, nova oportunidade de bola parada, quando Samuel Amato impediu Gonçalo Alves de sair em contra-ataque e viu azul. Foi o próprio Gonçalo que tentou a concretização do livre directo, mas - mais uma vez - não deu golo. Esse chegaria na consequente superioridade numérica, com Henrique Magalhães, de meia distância, a reduzir para 2-1, resultado com que se chegaria ao intervalo.

Portugal voltou a ser esbanjador de bola parada. Desperdiçou uma grande penalidade e dois livres directos.

No reatamento, Portugal continuou em busca do empate e, a subir a defesa, ganhou mesmo um livre directo aos quatro minutos. No entanto, Hélder Nunes não conseguiu converter. As bolas paradas para os portugueses são cada vez mais um trauma do que uma oportunidade...

A Itália, campeã da Europa em 2014, vice em 2016, estava na expectativa. E aos 10 minutos, quando a equipa de Massimo Mariotti foi lá à frente, não falhou. Illuzzi serviu em altura para um desvio extraordinário de Andrea Malagoli para o fundo das redes da baliza à guarda de Ângelo Girão.

Com o 3-1, o jogo ficou mais partido, com a Itália a jogar mais longe da sua baliza e a abrir espaços... mas também a criar as melhores oportunidades.

A meio da segunda parte, a porta de acesso ao banco italiano - que, nas improvisadas tabelas chinesas, não fecha - ficou danificada, perdendo-se alguns minutos na "reparação".

De regresso, a Itália continuou a controlar, mesmo dando mais liberdade ao ataque português, incapaz de criar reais ocasiões de golo. Mas o golo português chegaria... da forma que se tornava cada vez mais improvável para Portugal neste campeonato: de bola parada. Hélder Nunes marcou de grande penalidade e relançou o jogo. Todavia, por pouco tempo. Menos de um minuto volvido, num lance de envolvência, Alessandro Verona serviu Malagoli ao segundo poste para o 4-2, uma machadada nas aspirações portuguesas.

A derrota coloca pressão para o terceiro e último dia da fase de grupos. Portugal terá de pontuar frente à França para seguir para os quartos-de-final, onde defrontará o derrotado do embate entre Espanha ou Moçambique.

Argentina já apurada

No outro jogo do grupo A, a Argentina venceu a França por 5-2, com 2-1 ao intervalo, e o marcador a ser inaugurado por Matías Pascual de grande penalidade, repetindo quase na íntegra o "filme" protagonizado frente a Portugal. Carlos López e Pablo Alvarez - que tinham ficado em branco no primeiro jogo - bisaram.

Os argentinos ficam assim com o lugar nos quartos-de-final garantido, discutindo na última jornada, com a Itália, o primeiro lugar do grupo.

Espanha e Moçambique

No grupo B, Moçambique venceu a Alemanha por 7-3, com um hat-trick de Filipe Vaz, e garantiu desde já o objectivo principal, de apuramento para os quartos-de-final. Os moçambicanos chegaram a três golos de vantagem, mas já perto do intervalo, Milan Brandt - figura dos alemães nestes dois primeiros jogos - bisou para reduzir para a margem mínima.

Na segunda parte, Moçambique voltou a entrar determinado e "disparou" para 6-2 a 14 minutos do fim. Pese o 6-3 quase imediato, os três pontos estavam garantidos.

Espanha e Moçambique vão decidir o vencedor do grupo, que defronta a Colômbia nos "quartos".

A Espanha vencia por 3-1 ao intervalo, e o Chile poderia mesmo ter igualado reduzido logo no arranque da segunda parte, de livre directo, mas Nico Fernandez não aproveitou. Mais eficaz - tal como Casanovas de grande penalidade na primeira parte - foi Raul Marin, a não perdoar depois do azul a Angel Vera, "matando" o jogo a cerca de 11 minutos do final... ou quase, porque Marc Figa bisou e reduziu para a margem mínima com dois minutos para jogar, relançando a incerteza. Mas a vitória não escapou à Espanha.

Na última jornada, Alemanha e Chile disputam entre si a terceira vaga do grupo para os "quartos", com vantagem para os chilenos, a quem bastará um empate. Espanha e Moçambique discutem o primeiro lugar - que já tem como adversário nos "quartos" a Colômbia - estando a vantagem de se poder "dar ao luxo" de empatar do lado de "la roja".

Colômbia já nos "quartos"

No grupo A da Taça FIRS, a Colômbia venceu a Áustria, de João Nuno Meireles, por 6-1 e, em função do empate a oito entre África do Sul e Macau, já garantiu o primeiro lugar.

A equipa orientada por André Torres irá assim disputar a fase final do Campeonato do Mundo, defrontando nos quartos-de-final o vencedor do grupo B do "quadro principal", que será decidido na última ronda entre Espanha e Moçambique.

Angola goleia outra vez

Também na Taça FIRS, mas no grupo B, Angola venceu 1-32 os Estados Unidos. Num jogo em que só Argentino Agostinho ficou em branco, João Pinto voltou a ser o mais certeiro, com oito golos, seguido de Johe, com seis.

Apesar de ter chegado aos 50 golos nos dois primeiros jogos, a equipa de Fernando Fallé ainda terá de disputar o triunfo no grupo com o Egipto. Os "faraós" venceram a Holanda por 8-0 depois de ter vencido os Estados Unidos por 4-2 na jornada inaugural, mas não deverão ser obstáculo à concretização do objectivo angolano. A Angola basta um empate, mas a expectativa é de nova goleada.

Ao contrário do escrito, foi a Holanda que venceu o Egipto por 8-0. Tal valeu desde logo a vitória matemática a Angola no grupo B da Taça FIRS.

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