Notícia

A hora de regressar ao desafio diário

Sep 04, 2017

Foto de capa: Federação de Patinagem de Portugal

Depois de oito anos, oito competições e a quase perfeição de sete conquistas, Luís Duarte vai deixar a Federação de Patinagem de Portugal e assumir o cargo de treinador do Paço de Arcos.

Aos 46 anos, o seleccionador nacional de Sub-20 regressa a um emblema que representou entre 1998 e 2005.

Regresso de Luís Duarte já fora badalado na imprensa, mas nem o técnico nem o clube o quiseram confirmar antes do Campeonato do Mundo.

Uma primeira etapa nos escalões de formação do clube da Linha culminaria com a conquista do Campeonato Nacional de juvenis e de juniores e o técnico assumiria a meio da temporada 2002/03 o comando da equipa principal, substituindo Paulo Batista no cargo.

Na temporada seguinte terminaria em quarto lugar, classificação que o histórico clube não voltaria a superar, mas perderia literalmente uma equipa - Carlos Silva, Valter Neves, Pedro Afonso, Ricardo Barreiros e Rui Ribeiro - para o Benfica. Sairia depois de um nono lugar em 2004/05.

Agora, Luís Duarte foi novamente desafiado a relançar o Paço de Arcos, equipa que tem lutado pela manutenção, e contou ao HóqueiPT porque é hora de aceitar o repto e voltar ao trabalho diário de clube.

Para a temporada que se avizinha, o Paço de Arcos garantiu cinco reforços.

Chegam os guarda-redes Diogo Almeida, cedido pelo Benfica, e Diogo Rodrigues (campeão do Mundo com Luís Duarte na Colômbia) e os jogadores de pista André Centeno e Gonçalo Nunes (bicampeão do Mundo e campeão da Europa às ordens de Luís Duarte), ambos cedidos pelo Sporting, e Daniel Homem, ex-jogador de, por exemplo, Sanjoanense e Mealhada e que regressa após um afastamento por motivos profissionais.

CD Paço de Arcos 2017/18

Treinador

Luís Duarte

Guarda-redes

Diogo Almeida (ex-Benfica) e Diogo Rodrigues (ex-Candelária)

Jogadores de pista

André Centeno (ex-Sporting), Daniel Homem (sem clube), Diogo Silva, Fábio Quintino, Gonçalo Nunes (ex-Sporting), Nelson Ribeiro, Rui Pereira, Tiago Gouveia e Tiago Losna

Um percurso vitorioso na Selecção

Um ano após ter saído do Paço de Arcos, Luís Duarte foi chamado para o projecto do Parede, mas seria de quinas ao peito que Luís Duarte alcançaria um sucesso quase inigualável, só superado pelo de Carlos Feriche com quatro Europeus e cinco Mundiais com a selecção principal espanhola.

Luís Duarte esteve, desde 2010, à frente da selecção nacional de Sub-20 em quatro Campeonatos da Europa e quatro Campeonatos do Mundo, num total de 48 jogos.

Viareggio, Saint Omer, Cartagena de las Indias , Valongo , Vilanova i la Geltrù , Pully e Nanjing foram os palcos das conquistas de Luís Duarte.

Às ordens do técnico que agora ruma ao Paço de Arcos, e excluindo grandes penalidades e golos de ouro, os Sub-20 portugueses apontaram 349 golos e sofreram 69, quase irmãmente divididos entre Europeus e Mundiais. Na competição continental o "score" final foi de 173-31, contra 176-38 na mundial.

O registo de golos redundou em 42 vitórias, cinco empates em tempo regulamentar (dois na fase de grupos, dois depois ganhos nas grandes penalidades e um no golo de ouro) e apenas uma derrota.

A derrota, em 2011, custou o título Mundial em Barcelos, para uma Espanha em que as principais figuras eram Pablo Aguarón, Marc Julià e Xavi Barroso. E esta competição foi a excepção à regra. As outras sete terminaram com "A Portuguesa" a soar bem alto, fosse na Europa, na América do Sul ou, agora, na Ásia.

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