Entrevista

Gonçalo Alves entre o Europeu e a nova época

Jul 26, 2014

No dia em que completa 21 anos, Gonçalo Alves esteve à conversa com o HóqueiPT.

Ainda com uma longa carreira pela frente, um dos melhores e mais mediáticos jogadores da actualidade esteve no Europeu de Alcobendas depois de ter estado no Mundial em Angola, perfilando-se como um valor seguro para o futuro da Selecção Nacional.

HóqueiPT: Qual o balanço que fazes deste Europeu?

Gonçalo Alves: Claro que o balanço não é positivo. Esperávamos chegar a Alcobendas e ganhar. Não foi o que conseguimos fazer. Tentámos de tudo, demos tudo dentro de campo mas o jogo com a Itália não foi bom para nós e foi o que ditou o não ganhar do campeonato.

HPT: O que falhou?

GA: Fomos pouco eficazes nas bolas paradas mas também não jogámos tão bem como no jogo com a Alemanha. Depois da Espanha ter empatado com a Itália na véspera, acho que estivemos demasiado ansiosos para resolver o jogo cedo e isso prejudicou-nos durante a partida.

HPT: Frente à Espanha fizeram um bom jogo. Que Portugal podemos esperar no futuro? O do jogo com a Espanha ou o do jogo com a Itália?

GA: Portugal tem de jogar descontraído, como sabe, e não com pressão de depender de resultados. Se Portugal jogasse sempre como jogou contra a Espanha ganhava mais vezes. É preciso é continuarmos a jogar assim e de certeza que vamos voltar a ganhar campeonatos.

À conversa com o HóqueiPT.

HPT: Agora o desafio é na Oliveirense. Quais são as expectativas para a próxima época?

GA: É fazer muito melhor do que fizemos este ano. É voltarmos a entrar na Liga dos Campeões, no campeonato fazer o melhor possível, na Taça de Portugal ir o mais longe possível e na Taça CERS chegar à Final Four porque é a segunda competição europeia com mais importância no panorama do hóquei e vamos tentar chegar longe em todas as provas.

HPT: Conheces os reforços?

GA: Já joguei contra o Montivero e o Casanovas. Só não joguei contra o Puigbi. Vamos tentar que eles se integrem na equipa o mais depressa e da melhor forma possível para a época correr bem para todos.

HPT: E o novo treinador?

GA: O Vítor Fortunato ganhou muitos títulos enquanto jogador. Enquanto treinador já teve uma presença na CERS e espero que venha trazer bom trabalho e algo mais à equipa para podermos, juntos, vencer várias coisas.

HPT: Como vês a reconstrução da equipa do Sporting?

GA: É importante para o Sporting voltar a ter uma equipa que possa lutar por títulos, que possa chegar aos jogos e dizer que está preparada para vencer. O Sporting voltar a ter uma equipa forte só traz benefícios à modalidade. Espero que façam bons resultados, que será sempre bom para o hóquei, e que o Sporting volte a ser um dos grandes.

O avançado já tem as botas para o arranque da nova época.

HPT: Falou-se muito, mesmo durante a época, da possibilidade de saíres, em particular para Benfica, Porto ou Sporting. Houve propostas?

GA: Sim, houve propostas dos três clubes. Achei que não devia sair da Oliveirense porque tivemos novos reforços, vamos ter uma equipa melhorada, e espero poder dar continuidade a essa decisão para no futuro não me arrepender de ter ficado mais um ano. Acho que há tempo para tudo. Há tempo para chegar a um grande. Ainda sou muito novo.

HPT: Tens o objectivo pessoal de seres o melhor marcador?

GA: Acho que sai com naturalidade. Se trabalhar bem durante a semana e chegar bem aos jogos, poderei marcar muitos golos. Mas o importante será a equipa vencer e, se não marcar eu e marcar outro, é igual, desde que a Oliveirense saia vencedora.

HPT: Tens algum ídolo no hóquei?

GA: Tenho vários… aliás, não direi bem ídolos mas antes jogadores que gosto de ver trabalhar, da competência deles, da forma apaixonada como vivem o hóquei. Vou recolhendo um bocado de cada um e é assim que tento idealizar o tal meu ídolo. Se pudesse tirar esse bocado de cada um e formar um só jogador, seria o melhor do mundo de certeza.

Gonçalo Alves com Jordi Bargalló e Pedro Gil no Europeu em Alcobendas.

HPT: E um cinco ideal?

GA: Vou deixar alguns jogadores chateados mas… Na baliza, o Egurrola. É o melhor do mundo. É o guarda-redes que dá mais segurança a uma equipa. Grandes defesas há o Bargalló que é cerebral, é o motor da equipa e controla as intensidades durante o jogo. Determina tudo. Depois temos o Gual. Pode passar muito despercebido durante a partida mas, de um momento para o outro, pode decidir o jogo.

Para mim o melhor jogador do mundo é o Pedro Gil, por isso está uma escolha feita. Não há palavras para o descrever porque ele mete uma intensidade no jogo que é impressionante. É a forma como joga e como vive o hóquei. E, muito bom também, é o Ricardo Barreiros que é bom tecnicamente, é bom defensivamente e tem uma enorme inteligência dentro de campo. Tacticamente é muito bom.

Para mim era um cinco que ganharia tudo…

Parabéns Gonçalo Alves!

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