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Agora sim, há alteração numa norma

Nov 10, 2017

Foi muito o alarido em torno do comunicado 21 de 2017 do Comité Europeu de Hóquei em Patins (CERS-RH), datado de 5 de Novembro. Mas, nesse comunicado, ao contrário do que foi interpretado, não era alterada qualquer norma. Apenas eram lembradas as normas em vigor, estivessem estas "certas" ou "erradas".

O famigerado comunicado 21 serviu, no entanto, para lançar a discussão sobre a actualidade das normas, em particular no que à segurança dos capacetes de guarda-redes diz respeito. E a discussão levou a uma reunião urgente com a Comissão Técnica daquele organismo europeu.

Máscara de Carles Grau passa de anti-regulamentar a recomendada

Da reunião na passada quarta-feira da Comissão - que o seleccionador nacional Luís Sénica integra com Quim Paüls e Catia Ferretti - saiu um parecer que, acatado pelo CERS-RH, leva ao consentimento da utilização de máscaras típicas do Hóquei no Gelo, semelhantes à utilizada por Carles Grau (Porto).

Estas serão mais seguras ao impacto da bola e passam a ser aceites - apesar de contrariarem a norma relativa às partes metálicas expostas - e até recomendadas em termos de segurança, dados exemplos recentes de quebra de viseiras plásticas.

Stick foi "mau exemplo"

Já o caso do stick apresentado como exemplo de irregularidade é diferente.

A Azemad reagiu em "press release" a rebater a alegação de irregularidade - que, dadas as medidas regulamentares, não se vislumbrava - do stick desenhado por Guillem Trabal e utilizado não só pelo guarda-redes catalão do Benfica, mas também - entre outros - por Pedro Henriques e Xevi Puigbi.

Modelo de stick com a pá mais curta é regulamentar nas suas medidas e admitido

Apesar de um tamanho de pá mais curto do que o tido como convencional, a Comissão Técnica clarifica que este se encaixa nas "duas possibilidades de utilização de sticks por parte dos Guarda-Redes" (a utilização de um stick de jogador de pista ou de um modelo próprio de guarda-redes) e solicitou que o mesmo fosse tido como válido, sugestão que seria aceite.

Fiscalização aos peitilhos (e não só nas competições europeias)

Permeável nas normas dos capacetes e dos sticks, o CERS-RH não recuou na questão dos peitilhos "sobredimensionados", em que o equipamento de Ângelo Girão (Sporting) é dado como exemplo, reforçando mesmo a necessidade de fiscalização.

A mandatação dos árbitros para a inspecção dos peitilhos, apesar de não ser efectuada, não é uma novidade. Para as competições europeias, a recomendação só reforça o Manual de Actuação dos Árbitros emitido pelo organismo europeu, onde se lê que estes devem garantir a regularidade dos equipamentos no início de cada uma das partes de jogo.

Apesar do exemplo do peitilho de Girão surgir agora "mascarado" no comunicado do CERS-RH, as medidas destes equipamentos continuam sob mira... e agora também da FPP

Agora, no final de uma semana agitada, também a Federação de Patinagem de Portugal anuncia em Comunicado que terão sido dadas indicações aos árbitros para que, nas provas intra-muros, estes "fiscalizem" a adequação dos peitilhos.

Até agora, tal "fiscalização" - que incidirá em particular sobre a moldagem ao corpo do guarda-redes - só seria feita com o protesto da equipa adversária, mas, por muito que se vá falando nos bastidores, não há registo (com ecos públicos) de qualquer protesto nesse sentido.

A caminho da homologação

Esta preocupação do CERS-RH com os equipamentos visa regulamentar um sector de normas pouco rígidas e que muitas vezes não são respeitadas. O caminho será certamente o da homologação dos equipamentos junto dos fabricantes, adequados aos materiais e conhecimentos mais recentes, reforçando a Comissão Técnica a necessidade de um processo de "amplo estudo" nesse sentido.

Documentos relacionados

Comunicado 21/2017 (rectificado) - Proibição relativa à utilização de equipamentos irregulares dos guarda-redes
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