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Na baliza do Benfica: um sai, um volta, outro não...

Feb 20, 2018

A próxima temporada trará novidades na baliza do Benfica. Pedro Henriques está de "pedra e cal", mas o lugar do seu homólogo de posição no plantel das águias terá novo dono.

Aquele que volta a casa

O protagonismo assumido por Pedro Henriques colocou Guillem Trabal numa posição ímpar na sua carreira.

As exibições seguras do internacional português, merecedoras de rasgados elogios de diversos quadrantes, têm relegado por diversas vezes Guillem Trabal para o banco, numa época que já se anunciava de sucessão.

Seis vezes campeão do Mundo e outras tantas da Europa pela selecção espanhola, Guillem Trabal sairá do Benfica com 39 anos completos e o currículo ainda mais rico, sendo praticamente certo que regressará à Catalunha, mas desconhecendo-se se porá ponto final numa carreira brilhante.

Aquele que, afinal, não volta à Luz

Para o lugar de Trabal, o nome ouvido com mais insistência tem sido o de Diogo Almeida. Depois de ter estado no Benfica na temporada passada, o filho do histórico Fernando Almeida foi cedido por empréstimo ao Paço de Arcos, e o regresso à Luz - surgindo uma "vaga" - era visto como natural. No entanto, a escolha não recaiu em Diogo, que no fim da época será, aos 30 anos, um jogador livre de decidir o seu futuro.

Formado no Gulpilhares, Diogo Almeida saiu para a Oliveirense em 2010. Das cinco temporadas na equipa de Oliveira de Azeméis, ficará para sempre a exibição épica que protagonizou na conquista da Taça de Portugal em 2012... frente ao Benfica. Essa exibição terá contribuído decisivamente para a chamada pelo seleccionador Rui Neto ao Campeonato da Europa que se realizou em Paredes.

Na Oliveirense, ficaria definitivamente "tapado" com a chegada de Xevi Puigbi em 2014 e, no final dessa temporada, rumou a Braga. Esteve apenas uma temporada na Cidade dos Arcebispos, sendo chamado pelo Benfica para o lugar de Pedro Henriques, que no último defeso - quiçá mais cedo do que se esperava - regressou para reclamar o "seu" lugar.

Diogo Almeida tem rubricado boas exibições no Paço de Arcos, numa sã rivalidade com Diogo Rodrigues, mas a sua permanência deverá estar em causa pelo valor que ainda aufere dos encarnados - que justifica a distância ao Norte onde tinha a vida organizada - e que teria de passar a ser totalmente suportado pelo clube da Linha.

Aquele que volta, 10 anos depois

Para o lugar de Trabal, haverá um regresso. Mas não o de Diogo Almeida, como muitos vaticinaram. O escolhido é Marco Barros, guarda-redes de 33 anos do Turquel.

Poderá não estar presente na memória de muitos, mas "Tuga" já foi um dos guarda-redes do plantel encarnado, em 2008/09. Na altura, o Benfica era treinado por Carlos Dantas, o "dono" da baliza era Carlos Silva (hoje no Diessbach) e entre os colegas contavam-se três jogadores do actual plantel: Diogo Rafael, Valter Neves e Tiago Rafael. Tiago Rafael voltou a ser companheiro de Tuga em 2013/14, em Turquel, mas falhará novo reencontro em 2018/19, dado que está de saída dos encarnados.

Formado em Paço de Arcos, Tuga saiu para o Alverca no seu primeiro ano de sénior, representando depois a Juventude Ouriense ao longo de duas épocas, antes de rumar ao Benfica... pela primeira vez.

A experiência na Luz foi curta. No final dessa temporada chegaria Ricardo Silva e Marco Barros rumou a Cascais, onde estaria duas épocas... antes de assentar arraiais na Aldeia do Hóquei, com o emblema do Turquel ao peito, em 2011. No final desta temporada, Marco completa sete épocas em que granjeou um estatuto de jogador que, vindo de fora, conquistou o coração dos adeptos da Aldeia.

Depois da primeira mão dos quartos-de-final da Taça CERS, os próximos remates que Marco Barros terá de parar, serão precisamente de alguns dos seus futuros companheiros. O Turquel recebe o Benfica na próxima quarta-feira, a partir das 21h.

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