Reportagem

Turquel coloca oito primeiros como meta

Sep 05, 2014

O Turquel apresentou no último sábado à comunicação social e adeptos a sua equipa para atacar a terceira época consecutiva na I Divisão.

Um sexto lugar na temporada passada foi o corolário de uma época tranquila entre os grandes, no consolidar de um projecto. Ensombrada pela ausência na Final Four da Taça de Portugal - decidida em Turquel - a época ficou também marcada pelo regresso às competições europeias, com a eliminação a acontecer apenas nos quartos-de-final frente ao que seria o futuro campeão italiano, Forte dei Marmi.

A conferência de imprensa

A meta traçada para 2014/15 aponta aos oito primeiros mas a equipa da Aldeia do Hóquei tem superado as suas próprias expectativas. “Sim, é verdade. No primeiro ano, o objectivo era não descer e conseguimos acabar em nono”, começa por lembrar o treinador João Simões. “O ano passado superámos um pouco as nossas expectativas mas se calhar também houve algumas equipas que se apresentaram mais abaixo do que aquilo seria expectável”, analisa.

A época que se avizinha promete ser mais competitiva. “Tudo aponta para que o campeonato seja mesmo mais competitivo. Pelo número de equipas e também pelos reforços das mesmas”, refere, analisando os adversários. “Poderá não aparecer um Valongo tão forte, mas já vai aparecer obrigatoriamente uma Oliveirense muito mais forte, vai aparecer um Sporting mais forte, o Benfica e Porto já sabemos, e o Barcelos também mantém praticamente a mesma equipa. O Candelária também fica um bocadinho mais forte na medida em que vai ter 10 jogadores para treinar. O ano passado era um plantel curto e, este ano, independentemente da qualidade e da experiência, o plantel é mais alargado. A Sanjoanense é uma equipa que em casa é sempre difícil e o Paço de Arcos tem tudo para fazer um campeonato totalmente diferente do ano passado”, disseca.

“Não temos uma equipa inferior à do ano passado, não é isso que eu quero dizer, mas acho que, para ser realista, ficarmos nos oito primeiros seria bom para nós”, sumariza.

A dupla técnica, agora com Nélson Lourenço como adjunto

Na próxima época os alvinegros voltarão a participar na Taça CERS. No entanto, João Simões teme as consequências no campeonato nacional. “Infelizmente, na forma como está organizado o quadro competitivo, a Europa pode ser muito exigente para nós. Já estive a lançar o programa anual e, caso nós passemos a primeira eliminatória, a segunda eliminatória obriga-nos a ir jogar a Viana e a Barcelos numa quarta-feira”, explica, e apela a uma reflexão. “É um pormenor que a Federação tem de resolver, porque não podemos reduzir o número de equipas e apresentar como um dos argumentos a questão financeira e depois ter equipas amadoras a ter de jogar na quarta-feira a muitos quilómetros. Se calhar, no nosso panorama, só mesmo as equipas profissionais no futebol é que têm disponibilidade para fazer isso. Mesmo nas outras modalidades é muito exigente e confesso que tenho algum receio disso. Vamos ter de gerir bem essa parte porque a CERS é uma prova em que os jogadores estão sempre hipermotivados mas o ciclo de quarta e sábado, quarta e sábado… Num campeonato competitivo basta às vezes dois, três jogos não correrem bem e uma equipa pode ficar numa situação mais complicada”, alerta.

Entre as diversas competições em que será posta à prova, a equipa do Turquel tem para João Simões um plantel adequado. “Temos um plantel homogéneo. Não digo que todos tenham o mesmo valor. Há claramente alguns jogadores, até pela experiência que têm, que possam ter mais preponderância, mas Deus queira que consigam todos ter possibilidade de contribuir”, deseja.

Da equipa do ano passado saíram o guarda-redes Samuel Santos, Tiago Rafael, Fábio Alexandre e Alexandre Duarte e a solução passou quase integralmente por "prata da casa". Como segundo guarda-redes ficará o ainda júnior Edu Leitão, enquanto os ex-juniores Isidro Evangelista e Xavier Lourenço ocupam as vagas para defesa-médio. Apenas para o ataque - e para o lugar do pouco utilizado Alexandre Duarte - o Turquel foi ao mercado, chegando a acordo com o atacante argentino German Dates.

Para João Simões, recorrer aos jovens valores do clube é natural. “A integração dos juniores na equipa sénior, não digo que seja prioritária, mas é o percurso normal”, afirma. Não sendo no entanto fácil. “Às vezes algumas pessoas não têm esta noção mas é muito difícil fazer a integração de juniores numa equipa sénior que tem objectivos como nós temos este ano. Por exemplo, o Vasco quando fez a transição de júnior para sénior, encontrou uma equipa que jogava na II Divisão e o percurso que teve de fazer para se adaptar foi claramente mais fácil do que será o do Xavier e do Isidro”, acautela. Mas são opções válidas. “Se estão connosco é porque achamos que têm valor para isso e agora está na mão deles conquistar um lugar dentro do terreno de jogo”, diz em jeito de desafio.

A formação é de resto a essência do clube. “Esta transição para nós, treinadores do grupo, é um motivo de orgulho e só é possível porque felizmente temos muita gente a trabalhar diariamente. O Eduardo esteve uns anos em Peniche mas vamos subir dois jogadores que nunca vestiram outra camisola, tal como o André, o Vasco ou o Daniel. É um motivo de orgulho e acho que nos próximos anos será sempre esse o nosso lema”, aspira.

Dinis Vicente aposta na inovação

Uma nova temporada acarreta desafios desportivos mas não só. O vice-presidente Dinis Vicente apresentou o modelo de entrada livre a adoptar [ver “Ligações]. “As expectativas são altas, estamos aí com essas inovações, como a questão da bilheteira. Vamos fazer uma série de inovações para ver se conseguimos ter uma renovação aqui em termos de assistência”, desvenda.

Desportivamente, Dinis Vicente ambiciona uma época tranquila. “Vamos tentar lutar pelos lugares que nos permitam ficar descansados na I Divisão e aguardamos pelos adeptos que venham ao pavilhão”, reitera.

Nos dias 20 e 21 deste mês, Turquel recebe o Torneio Dr. Joaquim Guerra. “É um torneio que já tem uma força grande, um bom torneio a que todas as equipas gostam de vir”, explica. “Penso que vamos ter um torneio muito competitivo. Vamos ter o Valongo, que é campeão nacional, a Oliveirense, o Turquel e o Paço de Arcos, que fez um grande esforço para esta época”, apresenta.

O vice-presidente Dinis Vicente

Integrado no torneio está o também já habitual Simpósio. “O simpósio já começa a ser reconhecido no meio como uma referência”, orgulha-se. “Temos tido nos últimos anos sempre bons prelectores, do mundo do treino, da parte de marketing e até de jornalismo. Ainda não está tudo definido, de qualquer forma o Simpósio é já uma marca e esperamos que este ano possamos ter mais pessoas do mundo do hóquei, mais treinadores da nossa zona e limítrofes, que possam vir ao nosso Simpósio para aprender alguma coisa com essas pessoas que gostam do hóquei”, ambiciona.

Ao contrário dos anos anteriores, o Simpósio não se realizará sábado. “Está apontado para domingo de manhã e começará pelas 9h30”, esclarece o vice-presidente.

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