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Sporting vence na Luz e tem uma mão no título

May 26, 2018

O Sporting venceu na Luz por 4-7 e, se vencer na próxima jornada, no João Rocha, o Porto - que bateu a Oliveirense por 4-1 -, sagra-se campeão nacional 30 anos depois.

O Dérbi Capital da 24ª jornada era determinante quer para Benfica, quer para Sporting, sendo que o passo dos encarnados seria maior se vencessem, garantido praticamente o título.

Vítor Hugo celebra o primeiro do jogo, de Caio

A equipa de Pedro Nunes pegou desde cedo no jogo, mas sempre com o consentimento do Sporting, confortável na sua postura pragmática, começando a construir a vitória de trás para a frente. Sem arriscar no ataque, os leões lograram chegar à vantagem em dois lances felizes. O primeiro, trabalhado, com Vítor Hugo a tapar Pedro Henriques para o remate de longe de Caio, aos seis minutos, e o segundo, noutro remate do meio da rua, agora de Platero, desviado por Miguel Rocha para o fundo das suas redes aos 16.

À falta de outras soluções, Benfica apostou na meia

Entre os dois golos leoninos, o Benfica dispôs de uma grande penalidade, mas João Rodrigues, que saltou do banco para tentar desfeitear Girão, desperdiçou. O Benfica queria fazer as coisas depressa e bem, mas assim não há quem. Os encarnados eram precipitados nos passes, nos reinícios de jogo e na finalização.

A três minutos e meio do intervalo, a ineficácia atacante do Benfica era castigada. Diogo Rafael perdeu o stick atrás da baliza de Pedro Henriques e Pedro Gil descobriu Font solto na área, onde, com tranquilidade, fez o 0-3.

Paulo Freitas foi pedindo calma e "cabeça" aos seus jogadores

O Benfica, privado de Tiago Rafael (foi chamado o júnior Hugo Santos), estava completamente fora do jogo e, se calhar, o desconto de tempo que Paulo Freitas já pedira e que foi concedido após este terceiro golo nem veio em boa altura para os leões, que poderia ter "lucrado" com um adversário desorientado. Mas o intervalo chegaria e Pedro Nunes teve oportunidade de recuperar a sua equipa.

A segunda parte arrancou com os cincos que tinham começado a partida - Pedro Henriques, Valter, Rafael, Nicolía e Adroher frente a Girão, Platero, Henrique, Caio e Vítor Hugo - mas um Benfica mais intenso. E com Jordi Adroher inspirado.

Adroher assinou um hat-trick que repôs a igualdade na partida

O atacante catalão reduziu aos três minutos e meio, "encostou" no marcador com o 2-3 aos seis minutos e, depois de azul a Vítor Hugo, fez, aos nove, de livre directo, o 3-3 que levou o pavilhão - com uma pequena excepção de 20 irredutíveis leões - definitivamente à loucura.

O público afecto à equipa da casa procurava empurrar a sua equipa e, quando os encarnados chegaram à 10ª falta e Font fez o 3-4 (depois de ter desperdiçado oportunidade semelhante na primeira volta), tal, a mais de 15 minutos do apito final, parecia um pormenor. Mas foi um "pormaior".

O golo de Font, para o 3-4, aniquilou a reacção encarnada

O Benfica acusou de sobremaneira o golo sofrido. Perdeu capacidade de pressão e os jogadores marcavam os seus adversários à distância, mesmo podendo jogar com as faltas. E, depois da 10ª falta, só voltou a ser sancionado mais de oito minutos depois, tal a abordagem "macia" aos lances...

Entretanto, o Sporting começava a definir a sua vitória histórica, a primeira no novo pavilhão, inaugurado em 2004, do velho rival. A 11 minutos do final, João Pinto descobriu Henrique Magalhães completamente solto, e o pilar defensivo dos leões, marcou pontos também no ataque, fazendo o 3-5. Pedro Nunes pediu um desconto de tempo, mas os jogadores não regressaram com uma atitude ou capacidade diferente. A sete minutos do fim, beneficiando de uma grande penalidade, Paulo Freitas deu ordens a Caio para entrar e não perdoar. E o jogador que representou as águias entre 2009 e 2011 não perdoou e ampliou para 3-6.

Caio fez o 3-6, com sete minutos para jogar

O Sporting teve o mérito - entre outros - de não quebrar animicamente quando viu a vantagem de três golos da primeira parte anulada, e disparou para nova tripla vantagem, mas agora com muito menos tempo para a recuperação do adversário. O Benfica tardava em pressionar mais e demorava a recuperar a posse de bola. E, quando a tinha, as soluções individuais e de meia distância não surpreendiam a bem organizada defensiva leonina.

Nicolía reduziu para 4-6, num último assomo dos encarnados

A três minutos e meio do final, Nicolía ainda reduziu para 4-6, reavivando a esperança dos adeptos, habituados a várias recuperações épicas nas últimas temporadas. Mas tal esfumou-se quando, um minuto depois, Adroher não conseguiu voltar a bater Girão, desta feita na oportunidade que dispôs na 10ª falta leonina. O jogo partiu, e Pedro Gil chamou a si o protagonismo. Numa actuação praticamente a solo na meia pista atacante, desperdiçou isolado, abdicou de nova oportunidade - semelhante - para "queimar" tempo, e, à terceira, com poucos segundos para jogar, fixou o 4-7 final.

Festejo de Pedro Gil no derradeiro golo do jogo

O festejo do atacante espanhol não foi bem aceite pelos adversários, em particular por João Rodrigues e Pedro Henriques. A confusão generalizou-se e Gil, substituído, chegou até a recolher ao balneário, mas - como mandam as regras - teria de regressar. O que faltava jogar era uma formalidade e, à semelhança do que acontecera na primeira mão, no João Rocha, os jogadores não sairiam de pista sem mais uma acesa troca de palavras, mais vincada entre Valter Neves e Ângelo Girão.

Final do Dérbi Capital voltou a ser quente

A derrota faz com que o Benfica precise de um milagre em quatro partes para celebrar o título. Se as duas primeiras partes do milagre, um empate entre Sporting e Porto e a vitória dos encarnados frente ao Infante Sagres, até não será de estranhar, já as terceira e quarta, na derradeira jornada, são menos plausíveis: o Porto não poderia ganhar ao Infante no Dragão Caixa e o Sporting teria de perder em Oliveira de Azeméis.

Já o Sporting pode ser campeão já na próxima ronda, com contas bem mais fáceis: "basta" vencer o Porto no João Rocha. Mas também os dragões dependem só de si....

Porto fica também a depender de si... mas tem de vencer dois jogos

Entretanto, no Dragão Caixa, o Porto venceu a Oliveirense por 4-1. A ter de vencer para acalentar revalidar o título, os dragões adiantaram-se ainda não estavam cumpridos cinco minutos, por intermédio de Reinaldo Garcia. Volvidos 10 minutos, Telmo Pinto ampliou para o 2-0 com que se chegaria ao intervalo.

Os azuis-e-branco deviam saber que o Sporting ia ganhando na Luz, num resultado que, não sendo perfeito, era sempre melhor que um triunfo do Benfica. Após o reatamento, aos seis minutos, o Porto viu a Oliveirense reduzir (por Jepi Selva), fazendo perigrar as suas aspirações, mas o Porto não voltaria a comprometer depois da derrota para a Liga Europeia e do empate para o Campeonato nas duas semanas anteriores. Gonçalo Alves, de grande penalidade, e Hélder Nunes, de livre directo já no último minuto, fixaram o 4-1 final.

A vitória permite ao Porto continuar colado ao Sporting, passando para a frente se vencer no João Rocha. E, na derradeira jornada, os dragões recebem o Infante Sagres, actuais penúltimos da classificação.

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