Opinião

Ricard Muñoz antevê uma grande Liga Europeia

Sep 08, 2014
Ricard Muñoz

Ricard Muñoz é treinador do Barcelona desde Março de 2013, assumindo o cargo com apenas 34 anos na sequência da saída de Gaby Cairo. A direcção blaugrana manteve a aposta e em 2013/14, Muñoz conquistou a Supertaça, a OK Liga e a Liga Europeia. No arranque da época em que procura a 21ª Liga Europeia para o Barcelona, Ricard Muñoz confessa ao HóqueiPT a sua expectativa de uma grande competição.

Começa a Liga Europeia 2014/15 com um cartaz que assusta, entendendo-se porque é a melhor competição, a mais valorizada e, sobretudo, a mais desejada por todos.

Portugal, com os emblemáticos Benfica e Porto, com os melhores plantéis há muitos anos, partem como grandes favoritos; Valongo, como meritório campeão português, com um plantel equilibrado e que destronou a supremacia dos “grandes”, de certeza que vai lutar por dar mais um passo e tentar chegar à Final Four; Juventude de Viana, um histórico que ganhou por mérito próprio o direito de estar entre os grandes, será um sério candidato a estar nos quartos.

Da OK Liga, Barcelona e Liceo partem como equipas consolidadas e de grande potencial, enquanto que o Vendrell e o Vic, com plantéis muito renovados mas não menos competitivos, não passam despercebidos a ninguém, prevendo-se uma grande luta nos seus grupos para seguirem em frente na competição.

As equipas italianas continuam a progredir e têm cada vez mais peso no hóquei em patins europeu, como ficou demonstrado recentemente nos campeonatos da Europa absoluto e Sub-17. Lá vive-se o hóquei com intensidade e paixão, com cada vez mais jogadores importados de outros países e isto torna as equipas muito fortes e candidatas a tudo. Forte e Breganze são provavelmente os grandes favoritos pelo seu plantel, enquanto que Bassano e Valdagno fizeram uma renovação profunda e é preciso ver onde podem chegar.

O Barcelona - orientado por Ricard Muñoz - vai defender o título conquistado em Maio no Palau Blaugrana

La Vendenne e Quevert confirmam o auge e progressão do hóquei em França. Já não é uma casualidade ver equipas francesas a dar luta e a derrotar equipas das “primeiras” potências. Em França está a trabalhar-se melhor do que há alguns anos e estão a conseguir incorporar jogadores de outras ligas, subindo assim o nível e qualidade da competição.

Genève e Herringen podem parecer à primeira vista os rivais desejados para o resto das equipas. Mas o hóquei moderno mostra-nos todos os dias, especialmente fora de casa, que não há tarefas fáceis. O Herringen conta com vários jogadores internacionais de grande projecção e contam já com mais experiência nesta competição, enquanto que o Genève tentará dar mais um passo na evolução do seu hóquei perante rivais de grande calibre.

Os emparelhamentos dos quartos-de-final vão tornar a competição numa luta sem quartel, onde todos quererão entrar no carro dos maiores, passar à Final Four. Mas primeiro há que conseguir um primeiro objectivo: ficar nos dois primeiros, numa fase mais do que equilibrada.

Sem dúvida, será uma competição aberta, emocionante, cheia de grandes jogadores, de grandes plantéis, adeptos, e sobretudo cheia de muita expectativa. Esperemos que TODOS estejam à altura das expectativas geradas por esta edição da melhor competição do mundo e, entre todos, mostremos que o nosso desporto também quer e pode estar entre os grandes.

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