Notícia

A quinta Taça para um 'Penta-Triplete'

Jun 25, 2018

O Benfica conquistou este domingo, pela quinta vez consecutiva, a Taça de Portugal feminina.

As águias, sob o comando de Paulo Almeida, têm sido totalmente dominadoras desde que, em 2012, se lançaram na aventura feminina.

Nessa primeira temporada, não podendo disputar a Supertaça, ganharam o Campeonato, mas na Taça caíram logo na primeira eliminatória, frente a um Lobinhos, que contava - entre outras - com Inês Vieira, agora jogadora das encarnadas. E não mais voltaram a deixar escapar um troféu nacional...

Inês Vieira estava "do outro lado" na única vez que as encarnadas foram impedidas de conquistar um troféu nacional

Este domingo, o Carvalhos entrou determinado a quebrar, não só a série de conquistas encarnadas, como de jogos sem perder para competições nacionais, que já se cifra em mais de cinco anos. E, com minuto e meio decorrido, Sofia Silva alimentava o sonho da equipa do distrito do Porto.

Sofia Silva inaugurou o marcador

O Benfica pegou no jogo, mas não conseguia desequilibrar a coesa defensiva contrária. Seria mesmo o Carvalhos a voltar a estar perto do golo, quando Inês Vieira (a tal do Lobinhos em 2013) perdeu a bola sobre a linha do meio campo e teve de travar Sofia Silva em falta... para livre directo. Sofia tentou desfeitear Maria Celeste, mas não conseguiu ludibriar a sua colega de selecção.

Macarena Ramos trouxe poder de fogo às águias

Paulo Almeida procurou a solução no banco e encontrá-la-ia na chilena Macarena Ramos e na sua meia distância. Aos nove minutos, um remate fortíssimo foi desviado na área por Rita Lopes, traindo a excelente exibição de Rute Jorge. E, um minuto depois, sem desvios, Macarena fez de longe o 1-2, para um festejo com os adeptos já com sabor a despedida [rumará ao Cerdanyola da OK Liga].

Joana Teixeira repôs a igualdade em 2-2

Na frente, as encarnadas não costumam ser surpreendidas, mas o caminho para a quinta Taça consecutiva não teria a "facilidade" de outros triunfos. O Benfica esteve apenas minuto e meio na frente, antes que Joana Teixeira surgisse solta, para bater uma Maria Celeste apanhada desprevenida, e repusesse a igualdade.

O Benfica teve oportunidade de voltar à liderança, mas a capitã Rute Lopes não conseguiu bater Rute Jorge de grande penalidade, e o Carvalhos voltou a erguer um muro em frente à sua guardiã.

A capitã encarnada, Rute Lopes

No entanto, o muro ruiu nos dois minutos e meio antes do intervalo. Primeiro Rita Lopes, depois "Maca" Ramos (de grande penalidade), colocaram o Benfica a vencer por 2-4 antes do descanso.

Dois golos já implicavam uma recuperação quase épica da equipa orientada por Rafael Rafael, mas o reatamento ainda foi mais penalizador. Com menos de um minuto jogado, Rita Lopes fez o 2-5 que praticamente selava a vitória.

O jogo, marcado mais uma vez pelo calor que se fazia sentir, entrou numa fase dividida, com o Benfica mais perigoso, mas sem que o Carvalhos baixasse definitivamente os braços apesar de já faltar ânimo às vice-campeãs nacionais.

Golo de Catarina Costa relançou a partida

A oito minutos do final, Catarina Costa inventou um golo, colocando a bola junto ao poste, e injectou esperança na sua equipa com a diferença no marcador reduzida para 3-5. O Carvalhos foi em crescendo em busca de novo golo, mas a experiência das encarnadas em decisões vingou. Com pouco mais de um minuto para jogar, Marlene Sousa fez o fatal 3-6 e, no lance seguinte, Rute Lopes selou o triunfo encarnado.

Com mais esta conquista, o Benfica alcança o triplete, com Supertaça, Campeonato Nacional e Taça de Portugal... pela quinta vez consecutiva, sempre sob o comando de Paulo Almeida.

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