Notícia

Vitória sobre Itália garante lugar na final

Jul 22, 2018

Apurados para a final na Corunha, Portugal e Espanha vão terminar nos dois primeiros lugares de um Campeonato da Europa pela 26ª vez em 53 edições. Nas 25 vezes em que tal aconteceu, Portugal terminou como campeão em 14 contra "apenas" nove títulos espanhóis, mas nas última cinco vezes deste "bi" ibérico, entre 2000 e 2012, foi a Espanha que triunfou... Em 2014, a última partida do campeonato foi ibérica, mas o campeonato foi disputado em "todos-contra-todos" e a vitória final foi italiana. Em 2016, a final foi entre Portugal e Itália, reeditado este sábado nas meias-finais.

Diogo Rafael inaugurou o marcador

Os primeiros minutos de jogo contaram com uma Itália diferente, "mandona", a tomar a iniciativa, muito distante da especulativa "squaddra azzurra" que precisa de poucas oportunidades para marcar. Esse papel, assumiu-o Portugal que, aos seis minutos, inaugurava o marcador num remate rasteiro de Diogo Rafael.

O golo fez Itália duvidar do seu plano e perder confiança, que reconquistaria com o golo do empate, por Alessandro Verona, três minutos depois de se ver em desvantagem. Com tudo como no início, as selecções assumiram os papéis que assumem normalmente. Portugal com posse de bola e Itália na expectativa.

Livres directos continuam a ser pecha importante para os portugueses

A selecção orientada por Luís Sénica procurava nova vantagem, mas não conseguia verdadeiramente importunar um atento Riccardo Gnata. Aos 15 minutos, Portugal perdia no ataque Gonçalo Alves, atingido (involutariamente) na cara por Gnata. Gonçalo voltaria mais tarde, para ser um dos melhores em pista.

Portugal contou com muito apoio nas bancadas e até de uma claque

Faltando ideias para desmobilizar a defensiva transalpina, o azul a Illuzzi por falta sobre Rafa era uma oportunidade soberana. No entanto, Portugal tem andado avesso aos golos de livre directo e, mais uma vez, não daria golo. Hélder Nunes recuperou e a equipa foi paciente no ataque em superioridade numérica, mas desastrada quando perdeu a bola, e a Itália, a jogar com menos um, chegava à vantagem por Davide Banini.

Banini consumou a reviravolta com a Itália a jogar em inferioridade numérica

A situação não é rara. Quem joga com menos um recua como engodo e tem espaço para lançar o contra-ataque. Portugal sofrera na mesma situação (e a dobrar) em 2014, em Alcobendas, e muitos se terão lembrado disso. Os italianos que se sagraram campeões europeus nesse ano, a equipa técnica portuguesa e Girão, Diogo, João, Gonçalo e Hélder, os cinco jogadores lusos dessa convocatória que se mantêm na selecção e que, neste Europeu, até constituem o habitual cinco inicial.

'Tem rodas', justificava-se Hélder Nunes; os árbitros espanhóis penalizaram os jogadores em várias quedas que entenderam como simulações

Portugal iniciava a segunda parte em desvantagem, mas com uma determinação diferente. Remetida à sua meia pista, a Itália perdia-se nas trocas de bola largas dos portugueses e falhava marcações quando Rafa tomava a iniciativa e desequilibrava. Aos cinco minutos, Rafa entrou pela esquerda e serviu do lado contrário, enquanto Hélder Nunes arrastava a defesa, João Rodrigues para um golo fácil, o 22º do capitão português na prova.

João Rodrigues repôs a igualdade no reatamento, com uma grande assistência de Rafa

Pouco depois de nova igualdade, Portugal cometia a nona falta, mas tal em nada condicionou, nem de um, nem de outro lado, a postura. Os portugueses continuaram a desgastar em trocas de bola largas e os italianos, sem bola, também não arriscaram na pressão mais alta.

Gonçalo Alves marcou de grande penalidade, num prémio justo para uma grande exibição

A audácia portuguesa foi premiada com uma grande penalidade a 14 minutos do fim. Gonçalo Alves não perdoou e colocou Portugal novamente em vantagem, mas, tal como a primeira vantagem lusa, esteve em risco pouco depois. Mas, após a 10ª falta lusa, Girão ganhou o duelo com Giulio Cocco, reforço do Porto para a próxima temporada, e o cariz do jogo mudou definitivamente.

Duelo ganho por Girão mudou cariz do jogo

Sem jogar para criar grandes oportunidades, a oportunidade soberana de livre directo perdida marcou os transalpinos, obrigando-os a subir em pista, em busca do empate. O espaço que os italianos tiveram de dar nas costas foi mel para os portugueses...

Quando a Itália subiu, Gnata segurou sozinho as inúmeras investidas dos portugueses

Tivesse Portugal outro acerto ofensivo ou encontrado um guarda-redes menos inspirado e não teria tido de sofrer até ao minuto final para confirmar a presença na final. O cinco português apelava a toda a sua técnica e criava inúmeras situações para golo, mas este teimava em não surgir. E a Itália assustava no ataque. Até que, já no derradeiro minuto, Rafa, num grande momento, fazia o 4-2 que matava definitivamente o jogo e colocava ponto final na questão de quem acompanharia a Espanha na final.

Rafa 'explodiu' com o golo que matou o jogo

Portugal regressa à final dois anos depois para tentar um bicampeonato que não acontece desde o tetra entre 1992 e 1998 e para tentar o 22º título europeu da sua história. A Espanha, vigente campeã do Mundo, irá tentar o 17º título continental, o sexto em nove edições jogadas em território espanhol.

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