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Argentina escolhe 'Negro' para seleccionador

Jul 29, 2018

Foto de capa: Luís Velasco

Foto @Barcelona: FC Barcelona

Lançado um concurso para a Direcção Técnica das selecções argentinas, e recebidas e analisadas três propostas, o Comité Nacional de Hóquei em Patins da Confederação Argentina de Patinagem anunciou, após uma longa reunião, que a proposta encabeçada por Jorge Luis Otiñano é a preferida para ser implementada nas selecções de seniores masculinos, seniores femininos e Sub-20.

Agora, no sentido de formalizar a ligação, o organismo que rege o Hóquei em Patins no país das pampas vai agora conversar com Otiñano, indicado para a selecção feminina (com a qual venceu o Mundial em 2014), mas também com "Negro" Paez, apontado à selecção principal, e Juan Manuel Garcés, referido para os Sub-20, de forma a chegarem a acordo de condições.

Caso o acordo não seja obtido, a Confederação definiu que se falará depois com Dario Giuliani (seleccionador cessante, que se faz acompanhar de Marcelo Innella e Jorge Castro) e, caso ainda não haja "fumo branco", se tentará chegar a um entendimento com Miguel Belbruno (com Osvaldo Raed e Javier Ortiz).

O histórico "Negro"

Nascido num dos berços mundiais de craques, San Juan, "Negro", agora com 49 anos, formou-se no Concepción (onde ainda hoje joga o irmão, David), rumando à Europa e ao Roller Monza em 1987.

Depois de sete anos e três "scudettos" ao serviço do emblema transalpino, foi chamado pelo Barcelona, onde estaria de 1994 a 2007. Nas 13 temporadas de blaugrana conquistou, entre outros, 11 campeonatos e sete Ligas Europeias e o reconhecimento como um dos melhores - para alguns, o melhor - de todos os tempos.

Em 2007, quando se vaticinava o ocaso da carreira, seguiu para Reus, onde conquistaria mais uma Liga Europeia e uma OK Liga, contrariando a hegemonia do "seu" Barcelona. Fechou o seu percurso no Velho Continente ao serviço do desconhecido Friedlingen, onde voltou a jogar com o irmão David.

"Negro", no Barcelona

Depois de alguns anos afastado das luzes da ribalta, José Luis assumiu em 2017 o cargo de seleccionador chileno, conduzindo o Chile a um sétimo lugar. Em Nanjing, terminou em terceiro na fase de grupos e ficaria fora do caminho para a final nos "quartos", frente à Itália, mas apenas nas grandes penalidades, após uma igualdade a três.

Caso o acordo com a Confederação Argentina seja alcançado, "Negro" Paez tem, em 2019, a missão de conduzir (mais) uma geração dourada da albiceleste a um título Mundial, que, como jogador, "Negro" conquistou em 1995 e 1999.

O desafio em Barcelona, onde José Luis ganhou tanto, não é simples. Os argentinos sagraram-se campeões do Mundo - pela quinta vez na sua história - em 2015 e partiram como favoritos à revalidação na China, em 2017. Mas caíram, com estrondo, nas meias-finais, frente a Portugal, por 5-0.

O grande desafio será reconquistar o Mundial, ganho em 2015 às ordens de Giuliani (atrás do lado direito)

No entanto, "ovos" não faltam ao próximo seleccionador argentino... Basta lembrar que no último Mundial estiveram os guarda-redes Valentin Grimalt (no Lodi na próxima temporada) e Conti Acevedo (que vai reforçar o Braga) e uma constelação com Reinaldo Garcia (Porto), Matías Platero e Gonzalo Romero (que se juntarão no Sporting), Nicolía e Ordoñez (ambos no Benfica em 2018/19), Matías Pascual e Pablo Alvarez (Barcelona) e Carlos López, já regressado à Argentina, mas com muitas das suas faculdades intactas.

Apuramento em Dezembro

Para marcar presença no "quadro principal", o que disputará o título de Campeão do Mundo, em Barcelona em Julho de 2019, a Argentina tem de cumprir a quase formalidade de garantir o apuramento para o mesmo.

Para as Américas há três vagas - garantidas em Nanjing por Argentina (3º), Colômbia (6º) e Chile (7º) -, que serão atribuídas aos três primeiros de um campeonato continental a realizar em Dezembro próximo, em Medellin, na Colômbia.

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