Notícia

A crise no Pico

Oct 10, 2014

A crise financeira do Candelária transbordou as fronteiras da ilha do Pico.

A direcção do clube picaroto tem falhado promessas sucessivas e tem dado pouco feedback aos jogadores sobre a real situação do clube mas ia contendo o delicado tema. Agora, a tomada de posição do experiente guarda-redes João Miguel expõe a fragilidade financeira do clube fundado em 1990.

O guarda-redes chegou ao Candelária em 2010 com 37 anos pela mão de Carlos Dantas, um confesso admirador das capacidades de João Miguel, e nunca deixou de se evidenciar na baliza picarota.

No defeso, terá ameaçado não comparecer caso as dívidas não fossem regularizadas mas deu mais uma oportunidade ao clube picaroto. Agora, saturado com a situação, não tem treinado, e já terá informado a direcção que irá abandonar o clube. Por consideração aos colegas e treinador não está no entanto descartada a possibilidade de João Miguel alinhar na partida de próximo sábado frente à Oliveirense.

Os problemas financeiros no Candelária remontam à época de 2012/13 e os jogadores que vêm dessa altura – o capitão Tiago Resende, Pedro Afonso, Edgar Pereira e os guarda-redes João Miguel e Milton Jorge – têm oito meses em atraso, enquanto Alan Fernandes, que chegou na temporada passada, tem cinco.

João Miguel

A pré-temporada chegou mesmo a ser uma incógnita por falta de informações da parte direcção, mas a equipa açoriana viu-se inclusivamente reforçada com Bruno Botelho, Ruben Sousa e João Ramalho e os trabalhos, sob as ordens do novo técnico Hugo Gaidão, acabaram por arrancar. A pré-época foi realizada totalmente no arquipélago e sem adversários competitivos. A equipa acusou a falta de ritmo e, na primeira jornada do Nacional da I Divisão, sofreu uma goleada de 10-1 no Dragão Caixa frente a um Porto desfalcado. Bem longe dos momentos de glória que levaram o clube à final da Taça CERS (2007) ou às fases decisivas da Liga Europeia, remontando a última presença ao ainda recente ano de 2012.

Há entre os atletas a expectativa de que a negociação de um crédito por parte do Candelária chegue a um final feliz, ainda que tal possa ser conseguido hipotecando desde já as verbas do governo regional que chegarão no início de 2015.

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