Notícia

Sobreviver à inferioridade, para 'matar' no final

Jan 28, 2019

O Sporting venceu este domingo na Luz o Benfica por 1-4.

Daquele Hóquei em Patins que na sua descrição genérica refere cinco jogadores de cada lado, houve pouco no Dérbi Eterno que marcou a primeira jornada da segunda volta do Campeonato Nacional, com diversas exclusões e respectivos períodos de inferioridade numérica.

Girão negou o golo de grande penalidade a Casanovas

O Benfica assumiu desde cedo o controlo da partida, mas sem impor aquele ritmo alucinante – também de risco – que tem caracterizado o seu modelo de jogo desde que Alejandro Domínguez chegou ao comando técnico. Aos sete minutos, Henrique Magalhães cometeu grande penalidade e ainda viu azul. Ângelo Girão, em destaque desde o apito inicial, negou o golo a Albert Casanovas, e o Sporting jogava um minuto em inferioridade numérica.

Pedro Henriques ganhou o primeiro duelo com Font, mas o catalão levaria a melhor na recta final da partida

Um minuto, porque, volvido um minuto sobre o azul a Henrique era Nicolía que via o azul, levando Ferran Font para a marca de livre directo. O habitualmente eficaz catalão também não conseguiu bater o guarda-redes rival [Pedro Henriques], e o jogo seguia sem golos.

E o nulo persistiria até ao intervalo, ainda que os encarnados, em particular depois de um desconto de tempo a oito minutos do descanso, tivessem pressionado mais. Mas sem arte nem engenho para desfeitear Girão.

Benfica carregou na fase final da primeira parte, mas sem sucesso

Se os primeiros 25 minutos não tiveram golos, na segunda metade do jogo viu-se o marcador mexer logo aos dois minutos. Raul Marin, que não entrara na primeira parte, iniciou em pista a complementar e, chamado para o duelo de grande penalidade com um ex-colega do Reus, bateu Pedro Henriques para o 0-1.

Marin celebrou efusivamente o tento inaugural da partida

O Benfica carregava em busca do empate, mas não era consequente no ataque. Aos cinco minutos, um azul a Marin dava início a um longo período de superioridade dos encarnados, também pelo cartão mostrado ao catalão, mas principalmente pelo duplo azul a Ângelo Girão, por protestos.

Zé Diogo entrou em pista e negou a igualdade de livre directo a Lucas Ordoñez, opondo-se também com sucesso a todos os outros lances de perigo – ainda que a maioria fosse anulada pela muralha defensiva - que os encarnados criaram.

Por protestos continuados, Girão viu dois azuis

Pressionante, o Benfica somava faltas e, a 15 minutos do final, chegava à 10ª falta. Desta feita, Pedro Henriques ganharia o duelo a Raul Marin.

Pouco depois, as águias chegavam ao golo. Mas o lance tinha sido interrompido pouco antes para ser mostrado azul a Font (por protestos), e seria preciso um livre directo para fazer subir o golo ao marcador. No entanto, Adroher não conseguiu derrubar o estatuto de inultrapassável de Zé Diogo…

Zé Diogo, com um jogo também extraordinário de Romero, foi preponderante a adiar o golo encarnado

O Benfica insistia, mas sem conseguir desequilibrar decisivamente a defensiva leonina ou o entretanto regressado Ângelo Girão. A nove minutos do fim, o sexto azul aos leões – a um Gonzalo Romero que realizou uma grande partida – levou Ordoñez de novo para a marca de livre directo. E o argentino fez a igualdade e relançou o jogo.

Desacatos junto do banco leonino obrigaram à interrupção da partida (todos os elementos do banco do Sporting entraram para a pista) para repor a segurança e o jogo regressaria com tudo por decidir, mas com um “pormenor” que viria a ser determinante: o Benfica tinha 13 faltas e o Sporting cinco. E os leões também tinham Ferran Font…

Font faz a “magia” para o 1-3

A quatro minutos do fim, já com a 14ª falta encarnada, Nicolía viu o azul. Da marca de livre directo, Font fez o 1-3. Menos de 15 segundos depois, o Benfica fez a sua 15ª e, novamente chamado à marca de livre directo, Font – campeão da Europa pela Espanha às ordens de Dominguez – fez o 1-3. O que, perante a ineficácia encarnada, matava o jogo.

O Benfica balanceou-se definitivamente para a frente e, sem frescura num jogo em que Miguel Vieira e Miguel Rocha não foram opção nas águias, Pedro Gil fez o 1-4 que selava uma vitória de sacrifício do vigente campeão nacional.

Pedro Gil fechou as contas do jogo

Fechadas as contas da primeira jornada da segunda volta, a Oliveirense lidera com 35 pontos, seguida do Porto com 34 e do Sporting com 33. O Benfica tem 30.

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