Notícia

«Saímos com duas mãos com coisa nenhuma»

Mar 20, 2019

Uma comitiva do Sporting formada por Miguel Albuquerque (director-geral das modalidades), Miguel Afonso (vogal da direcção para as modalidades), Gilberto Borges (responsável máximo do Hóquei em Patins) e o treinador Paulo Freitas esteve esta terça-feira na sede da Federação de Patinagem de Portugal para uma reunião que duraria cerca de três horas. “Saímos com duas mãos com coisa nenhuma”, afirmaria Gilberto Borges em rescaldo à Sporting TV.

A reunião já estava agendada, para apresentação de cumprimentos à nova direcção federativa e apresentação da nova estrutura directiva leonina, e a realização após o Clássico do Dragão Caixa acabou por ser mera coincidência. Mas o Clássico seria naturalmente tema de conversa…

“No fim de três horas, a conclusão que eu posso tirar, com um bocado de ânimo leve neste momento, é dizer que saímos com duas mãos com coisa nenhuma. Mas eu entendo e dou benefício da dúvida às pessoas, porque eu acredito muito também nas pessoas, sobretudo quando elas são novas nos cargos”, referiu Gilberto Borges, ressalvando, no entanto, alguma continuidade. “É uma estrutura que vem com muitos anos de permanência nos órgãos federativos. Mas, às novas pessoas, temos de dar o benefício da dúvida”, reforçou, ficando agora na expectativa.

O dirigente leonino relataria que sobre a mesa esteve “a análise à arbitragem, disciplina, aos quadros competitivos, uma série de matérias”, revelando ainda que foi entregue um dossier, relativo ao Clássico, com “participações ao Conselho de Disciplina sobre a parte desportiva e sobre a falta de segurança em recintos desportivos”.

Relativamente aos incidentes na bancada com Miguel Albuquerque, Gilberto Borges estranhou a falta de “repúdio público” da Federação, referindo que “nenhum dos dois vice-presidentes ou outros três membros da direcção presentes tentou perceber o que se tinha passado”, estando duas dessas pessoas na tribuna presidencial, perto dos acontecimentos. E confessou a estranheza da hierarquia quando, em casos semelhantes, “os outros presidentes ligam, e o do Hóquei não ligou”.

Já dentro de pista, Gilberto Borges afirmou que a sua equipa foi “obviamente” prejudicada pela arbitragem no Dragão, avançando que uma das propostas leoninas apresentadas à Federação é a implementação do VAR nas partidas mais decisivas, dando mesmo o exemplo do golo da Oliveirense na Luz, admitindo que o árbitro Luís Peixoto não tenha visto a bola lá dentro.

Questionada também foi a presença – anotada em boletim de jogo – de Agostinho Silva, vice-presidente Administrativo e de Informática, nos balneários no “principio, intervalo e final” da partida, bem como a actuação do Conselho de Disciplina. Sobre este órgão, Gilberto Borges levantou a questão da celeridade do castigo a Ângelo Girão (apesar de ter jogado no Dragão) quando há outros processos em análise, e referiu que a disciplina tem de ser, para todos, “célere, séria e equitativa”.

Gilberto Borges não se despediria sem deixar um alerta. Que para que os leões mantenham o “patamar de investimento”, é necessário que “rapidamente mude o paradigma a nível da disciplina, arbitragem, organização, modelo competitivo”. “De tudo”, vincou. “Este é um Campeonato altamente profissionalizado e a estrutura federativa e toda a gente que anda à volta tem de acompanhar”, porque, senão, não valerá a pena…

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