Notícia

Depois da vitória nos grupos, a vantagem nos 'quartos'

Mar 24, 2019

Barcelona, Sporting, Porto e Benfica venceram na primeira mão dos quartos-de-final da Liga Europeia e partem com favoritismo a um lugar na Final Four. O Porto, com um triunfo por 1-5, já lá tem mesmo um patim.

Em perspectiva está uma inédita Final Four com três equipas portuguesas e o “costumeiro” Barcelona.

Faltou marcador, mas não faltou emoção

No duelo português dos quartos-de-final, uma falha técnica lançou a jogadores e treinadores o desafio de jogarem sem a referência do marcador de tempo de jogo, mas tal não tirou qualidade ao embate.

Adeptos da Oliveirense fizeram questão de recordar o momento polémico do golo não assinalado no último embate entre as duas equipas

A partida que foi também um curioso duelo entre os seleccionadores de Portugal e Espanha, começou com seis catalães em pista. Destes, nenhum está convocado por Alejandro Dominguez para o próximo desafio de selecções, a Taça das Nações, mas Renato Garrido tinha um convocado de cada lado. Jorge Silva na sua Oliveirense e Diogo Rafael no adversário Benfica.

Jorge Silva inaugurou o marcador

E seria mesmo um dos eleitos de Renato Garrido a inaugurar o marcador. Num forte remate cruzado sobre a direita, Jorge Silva contrariou o ascendente inicial do Benfica – que, ainda assim, não se traduzia em oportunidades de golo – e fez o primeiro do jogo.

Alejandro Dominguez tirou o seu duo catalão, Adroher e Casanovas, e lançou o duo argentino, Nicolía e Ordoñez (ambos convocados para Montreux, pela albiceleste), com o Benfica a ganhar mais vivacidade no ataque e capacidade para desequilibrar o bloco da casa.

Valter Neves repôs a igualdade

O Benfica chegaria ao empate por Valter Neves, num toque subtil sobre Puigbi, e ver-se-ia depois mais Oliveirense, a balancear-se mais no ataque. No entanto, esse ímpeto poderia ter custado caro, não fosse a tarde infeliz de Ordoñez na finalização.

Com o passar dos minutos (porque o tempo não se detém apesar da ausência de marcador), o jogo tornou-se partido, com jogadas com pouco nexo e inconsequentes de um e de outro lado. Num dos poucos lances esclarecidos da recta final da primeira parte, Jordi Adroher fez o 1-2.

Sob o olhar de outro Jordi, Adroher remata para o 1-2

A segunda parte decorreu de olhos postos noutro marcador, o das faltas. A Oliveirense chegou à nona falta, mas o Benfica nunca conseguiu impor a décima, sendo mesmo pouco incisivo no ataque.

Pelo contrário, os pupilos de Alejandro Dominguez, igualaram mesmo em número de faltas e chegariam primeiro à décima… mas, entre a nona e a décima falta encarnada, coube um golo para cada lado.

Impressionante em disponibilidade física, a defender e a atacar, Xavi Barroso fez o segundo da Oliveirense

Xavi Barroso, com uma grande exibição a defender e a atacar, restabeleceu a igualdade em mais um forte remate cruzado, mas a reacção oliveirense esbarrou num azul a Jordi Bargalló pouco depois. Lucas Ordoñez não concretizou o livre directo, mas, em superioridade numérica, o Benfica chegaria ao 2-3 por Albert Casanovas.

Cairia então a décima falta encarnada, mas decididamente os especialistas nos livres directos estavam de folga. Ordoñez já falhara um livre directo e falharia também na décima falta dos anfitriões, e Marc Torra não faria melhor. No duelo com Pedro Henriques, deixou fugir a bola na oportunidade que a décima falta encarnada lhe granjeou e, em nova oportunidade, na 15ª falta adversária, viu o guarda-redes português – que já conquistou duas Ligas Europeias com Torra – negar-lhe o golo que seria do empate.

Vencedores da Liga Europeia juntos por Benfica e Reus, Pedro Henriques e Marc Torra tiveram dois duelos de livre directo, com o guarda-redes português a vencer ambos

O Benfica parte para a segunda mão com uma vantagem de um golo, que em Hóquei em Patins significa muito pouco. No entanto, obriga – pelo menos – a Oliveirense a conseguir em 50 minutos o que ainda não logrou esta temporada em quatro oportunidades: marcar mais golos (devidamente validados…) que as águias.

Com o passaporte na mão

Em Forte dei Marmi, o Porto afastou-se rapidamente do nulo que o Sporting ali registara na fase de grupos. Gonçalo Alves inaugurou o marcador no primeiro minuto e, ao intervalo, a equipa de Cabestany tinha o jogo (quiçá a eliminatória) praticamente resolvido com uma vantagem de 1-4.

No segundo regresso às pistas italianas (já tinha estado em Lodi na fase de grupos), Giulio Cocco bisou.

De regresso a terras transalpinas, Giulio Cocco assinou o segundo e o terceiro dos dragões, com Federico Ambrosio, seu colega na “azzurra”, a reduzir, de grande penalidade, pelo meio. Hélder Nunes fechou as contas da primeira parte.

Na etapa complementar, o Forte procurou encurtar distâncias, mas o Porto não permitiu, e dilataria mesmo para um 1-5 final que os de Pierluigi Bresciani dificilmente acalentarão esperanças de anular no Dragão Caixa.

Vantagem de dois golos

Também de Itália, o Sporting parte para a segunda mão com uma vantagem de dois golos, que chegou a ser de três em dois momentos do jogo.

Domenico Illuzzi adiantou o Lodi, mas Ferran Font anulou a vantagem da equipa de Nuno Resende ainda na primeira parte. No arranque da segunda, Raul Marin, figura na partida a par de Font, colocou pela primeira vez os leões na frente, num palco onde, na época transacta, tinham sido derrotados na fase de grupo.

Font bisou para o terceiro e Marin também bisaria para o quarto, numa vantagem que inspiraria alguma tranquilidade.

Font bisou e Marin assinou um hat-trick para os leões num jogo que teve um golo português… de Luís Querido, para o Lodi.

O espanhol Juan Farizza reduziria antes de um minuto final em que o Sporting voltou a ter a eliminatória na mão. A 40 segundos do final, na recarga a uma grande penalidade, Raul Marin fazia o terceiro da sua conta pessoal e o quinto leonino, para a tal preciosa vantagem de três golos. Mas, logo na reposição, em menos de cinco segundos, o português Luís Querido fez o terceiro – fixando o 3-5 final – e o Lodi até ameaçou o quarto…

Ainda assim, os dois golos dão uma razoável confiança na passagem à equipa orientada por Paulo Freitas.

Blaugrana com vantagem mínima

Os jogos para a OK Liga já perspectivavam uma eliminatória bem disputada em Noia e Barcelona, e a primeira mão desiludiu.

Os reinantes campeões da Europa adiantaram-se logo no segundo minuto de jogo, num livre directo de Pablo Alvarez, mas a equipa de Pere Varias virou ainda na primeira parte, com golos do recém-coroado campeão africano Humberto Mendes (“Big”) e por Sergi Aragonès.

Golo de João Rodrigues desequilibrou uma partida em que o marcador esteve sempre equilibrado.

Matías Pascual repôs a igualdade a dois e faria o mesmo a três, depois de Big ter bisado para a segunda vantagem do Noia na partida.

O Barcelona estava mais forte em pista e chegaria à vantagem, que subsistiria até ao apito final, com uma dúzia de minutos para jogar, por João Rodrigues. Pau Bargallò e João Rodrigues ainda dispuseram de dois livres directos, mas não conseguiram bater Xus Fernandez e o resultado não se alteraria.

A vantagem é mínima, mas o Barcelona disputará a segunda mão com a enorme vantagem de jogar no seu Palau, praticamente inexpugnável.

Liga Europeia - Quartos-de-final

Primeira mão, 23 de Março

• Oliveirense 2-3 Benfica

• Noia 3-4 Barcelona

• Forte 1-5 Porto

• Lodi 3-5 Sporting

Segunda mão, 6 de Abril

• Sporting vs Lodi, 15h

• Barcelona vs Noia, 18h

• Porto vs Forte, 18h30

• Benfica vs Oliveirense, 19h

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