Notícia

Vitória à beira da décima

Nov 05, 2014

O Benfica recebeu e venceu esta terça-feira o Paço de Arcos, em partida a contar para a 5ª jornada do Nacional da I Divisão.

A equipa da Linha levou à Luz muitas caras conhecidas do Benfica e adiantou-se de grande penalidade aos sete minutos, por Rui Pereira. Mais à frente, o capitão do Paço de Arcos acabaria por ser obrigado a sair, com um golpe na palpebra, aumentando o número de jogadores condicionados no plantel às ordens de Paulo Garrido.

Rui Pereira marcou o primeiro mas saiu lesionado

Com o Paço de Arcos a fechar bem os caminhos para a sua baliza - onde Carlos Coelho brilhava - o Benfica chegaria ao intervalo sem golos, ainda que João Rodrigues tivesse tido ao seu dispor uma grande penalidade.

No arranque da segunda parte, o Benfica chegou finalmente ao golo, num remate de Valter Neves, mas o Paço de Arcos, por João Beja, voltaria a adiantar-se na jogada seguinte.

Carlos Coelho esteve intransponível na primeira parte

Com 1-2 no marcador e cerca de cinco minutos decorridos na segunda parte, os encarnados chegavam à nona falta, mas o Paço de Arcos não seria chamado à marca de livre directo.

E Benfica continuava a tentar ultrapassar a muralha adversária e daria a volta pelo stick de Carlos López, com dois golos a colocarem pela primeira vez os encarnados na frente. Faltavam jogar menos de 12 minutos e a possibilidade da décima falta encarnada mantinha a incerteza no resultado.

Carlos López foi decisivo com dois golos que colocaram o Benfica na frente

A oito minutos do final, Diogo Rafael apontou o 4-2 que poderia dar outra tranquilidade mas Miguel Dantas voltou a reduzir para a diferença mínima dois minutos depois.

Na Luz ainda pairou alguma ansiedade com algumas bolas perdidas no ataque mas Guillém Trabal e o não surgir da décima falta garantiram os três pontos para os encarnados.

No final da partida, Paulo Garrido lamentou as condicionantes físicas de alguns jogadores e estava inconformado com o tempo que o Benfica esteve nas nove faltas. Pedro Nunes acabaria por concordar, relevando a diferença de critérios das equipas de arbitragem ao longo dos encontros. Pese concordarem também que o Paço de Arcos mereceria outro resultado, Pedro Nunes sublinhou a falta de eficácia do ataque do Benfica.

Miguel Dantas apontou o tento que trouxe incerteza aos últimos minutos

Não me deixaram fazer mais. É evidente que a diferença de capacidade entre uma e outra equipa é muito grande. Mas os jogadores do Paço de Arcos foram muito dignos naquilo que fizeram em rinque. Para quem gosta de hóquei foi um jogo bastante emotivo, mas não tão bem jogado em algumas partes do jogo.

Contra a minha forma de ser e de estar, vou ter que referir que estranho e gostava que me elucidassem como se consegue durante 22 minutos ter nove faltas de equipa e essa falta não surgir. Até pode surgir a 10ª falta e o Paço de Arcos não concretizar. Mas houve situações, na minha opinião, pelo menos para a 10ª falta de equipa ser assinalada.

À parte disso, acho que foi um bom jogo de hóquei em patins e o empate era o mais justo.

Paulo Garrido, treinador do CD Paço de Arcos

Sofremos um golo de bola parada, um numa segunda bola dentro da área e sofremos um golo num quatro-para-quatro numa bola metida ao primeiro poste. Portanto, não foi o contra-ataque. Faltou foi  contra-ataque do Benfica e a eficácia de finalização. Uma coisa é a inspiração do Carlos Coelho, que esteve bem até um determinado momento, mas acho que fomos muito perdulários. O Benfica está a produzir muito em termos ofensivos e está a aproveitar pouco as oportunidades de golo.

Não deixo de enaltecer a postura e a atitude da equipa do Paço de Arcos do principio ao final do jogo. Quem joga assim na Luz até merecia mais qualquer coisa mas o Benfica foi uma equipa superior. Aliás, não me lembro de uma equipa ter rematado tão poucas vezes no pavilhão da Luz como hoje o Paço de Arcos.

Foi um jogo intenso, competitivo, com um Paço de Arcos muito bem organizado na fase defensiva. O Benfica foi intenso mas nos primeiros momentos ajudou ainda mais a fechar o Paço de Arcos. Faltou-nos largura, construção e amplitude, mas na segunda parte as coisas melhoraram ligeiramente. O Benfica esteve 25 minutos para fazer um golo ao Paço de Arcos e, depois de ter feito um golo, sofreu outro em 25 segundos. O Benfica teve de sofrer um desgaste enorme para passar para a frente do marcador e só o conseguiu fazer ao 3-2. Mérito em alguns momentos do Paço de Arcos, é certo, mas ineficácia do Benfica. E começa a ser que, a cada erro defensivo que cometemos, sofremos um golo.

Pedro Nunes, treinador do SL Benfica

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SL Benfica
4 : 3
4 Nov 21h30
CD Paço de Arcos
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