Notícia

Sporting vence ao cair do pano e a 'luta' está na mesma

Mar 28, 2019

No fecho da 21ª jornada do Campeonato Nacional da I Divisão, a surpresa esteve perto de acontecer no Pavilhão João Rocha, mas, sobre o fim do tempo, o Sporting venceu. Tal como Porto, Oliveirense e Benfica, deixando tudo na mesma na frente do Campeonato.

O Sporting já tinha sofrido um percalço caseiro frente ao Paço de Arcos e, “avisado”, a visita da outra equipa da Linha não parecia encerrar em si dificuldades acrescidas. Mas o Oeiras, a protagonizar uma excelente campanha apesar da modesta 10ª posição (apenas um ponto acima da linha de água depois dos jogos do fim-de-semana), quase levava pontos…

Mathias Arnaez bisou no João Rocha

Mathias Arnaez inaugurou o marcador logo aos dois minutos, mas, um minuto volvido, o Sporting já tinha virado o marcador com golos de Pedro Gil e Toni Perez. Ferran Font fez o 3-1 em “powerplay” (depois de azul a Diogo Alves) e o Sporting descansou. Demasiado cedo.

A poucos segundos do intervalo, Franco Ferruccio (“Tato”) dispôs de uma grande penalidade e não desperdiçou, reduzindo para uma diferença mínima antes do intervalo que relançava o jogo. E, no reatamento, Miguel Dantas e Pedro Feliz não podiam desejar melhor, com Arnaez a bisar para o 3-3 ainda no primeiro minuto.

Miguel Dantas dá a táctica ao intervalo, no que foi mais uma excelente partida do seu jovem grupo

O Sporting tinha mais posse de bola, mas jogava devagar, desinspirado, e não conseguia desequilibrar a defensiva do Oeiras, raramente levando perigo junto de António Mendonça (“Toni”). Num desses raros momentos, Vítor Hugo, num lance no coração da área contrária de que faz seu habitat natural (voltaria a prová-lo mais tarde) recolocava os leões em vantagem. Mas o Oeiras já tinha mostrado que estava no jogo.

A equipa da Linha tem um conjunto jovem, mas com muito valor. Por exemplo, Miguel Sardinha, Gonçalo Conceição, Diogo Alves e João Alves passaram pelos escalões de formação leoninos, Gonçalo e Diogo, e ainda Toni e Diogo Neves passaram pela formação do Benfica, e as três aquisições argentinas para esta temporada têm dado cartas. Ezequiel Mena vai a Montreux com a albiceleste e Ferruccio é um dos três melhores marcadores do Campeonato.

Vítor Hugo bisou e manteve o Sporting no jogo

Tato não deixaria os seus créditos em stick alheio.

A oito minutos do fim, o talentoso argentino – que só peca por algumas vezes se perder nos recursos técnicos que tem – restabeleceu a igualdade e, com uma grande penalidade a quatro minutos do fim, voltou a não desperdiçar. A grande penalidade até se “perdeu”, mas ganhou-se um grande momento na recarga, com Tato a colocar a bola sobre Girão num gesto que é característico em Ferran Font.

O Oeiras saltava para a frente do marcador por 4-5 e obrigava o Sporting a dar tudo. Os leões carregaram, forçaram em muitos momentos a meia (e longa) distância por Gonzalo Romero e, a 37 segundos do fim, conseguiram mesmo chegar a nova igualdade, em mais um lance de Vítor Hugo no coração da área. O Oeiras falhara em manter a bola longe da sua baliza e voltaria a falhar no pouco que faltava jogar.

Tato, que assinou um hat-trick, vai colocar a bola sobre Girão, para vantagem do Oeiras a quatro minutos do fim

O empate ainda não servia ao Sporting, mas, entre Toni e os ferros, a bola teimava em não entrar. No desespero, Tato, no solo, cortou uma bola para grande penalidade clara. O marcador registava um segundo para jogar. Um piscar de olhos para o Sporting, uma eternidade para o Oeiras.

Pedro Gil pediu explicitamente uma bola que instantes antes fora para a bancada, e Toni Perez carregou nos ombros, até à marca de grande penalidade, o peso de dois pontos que poderiam mudar já a história do Campeonato. O asturiano rematou… ao poste. Mas na recarga marcou, ainda antes da buzina soar, e garantiu os três pontos para a equipa de Paulo Freitas.

Com o mérito de não se render ao pouco tempo que sobrava no marcador, Toni Perez fez, na recarga a uma grande penalidade, o 6-5 final

Porto mantém liderança

A entrar em pista 15 minutos mais cedo do que o rival leonino, terá sido com particular interesse que o Porto, depois de cumprir no seu jogo, acompanhou os instantes finais no João Rocha. Mas tudo acabaria por ficar na mesma na frente.

A um golo madrugador de Reinaldo Garcia, o Braga respondeu com o empate com pouco mais de quatro minutos de jogo cumpridos, com Pedro Delgado (“Bekas”) a fazer o 1-1 que atravessaria quase toda a primeira parte. O Braga recordava que ali mesmo, nas Goladas, vencera o Benfica para o Campeonato e complicara a vida ao Sporting para a Taça.

Rafa e Hélder Nunes, ex-jogadores do Braga, bisaram pelo Porto nas Goladas.

No entanto, Gonçalo Alves faria o 1-2 ainda antes do intervalo e Rafa, que já representou o Braga, bisaria após o reatamento para o 1-4. Hélder Nunes, outro ex-bracarense, fez aos seis minutos o 1-5 que praticamente matava o jogo.

O mesmo Hélder Nunes estancaria a reacção da equipa de Rui Neto – traduzida nos golos de António Trabulo e Ângelo Fernandes - com o 3-6, e o Braga não conseguiria mais do que reduzir para o 4-6 final, por Tomás Castanheira.

Os três pontos averbados permitem ao Porto manter a vantagem de três pontos sobre o Sporting e a Oliveirense, que venceu na Marinha Grande.

Oliveirense não desarma

A equipa de Oliveira de Azeméis visitou a casa do lanterna-vermelha e terá sido mesmo um alerta vermelho que Renato Garrido fez disparar ao intervalo, com 1-1 no marcador. Marc Torra inaugurara logo aos dois minutos, mas João Lomba restabeleceu a igualdade aos nove.

Na segunda parte, depois de um descanso em que Garrido não terá dado descanso aos seus jogadores, Marc Torra juntou mais dois golos à sua conta pessoal em apenas três minutos e deu o mote. Filipe Vaz ainda reduziu, mas Xavi Barroso repôs vantagem com o 2-4, seguindo-se os tentos de Jorge Silva e Pablo Cancela para um 2-6 que não espelha as dificuldades na concretização da primeira parte.

Benfica mais seguro nos quatro primeiros

O Benfica viajou para o Minho sabendo que o Óquei de Barcelos empatara no fim-de-semana (4-4 na recepção ao Tomar) e com oportunidade para cavar o fosso entre os quatro primeiros – nos lugares que dão acesso à Liga Europeia - e os barcelenses. E não desperdiçou.

Em Riba d’Ave, Jordi Adroher abriu o marcador aos quatro minutos, e Carlos Nicolía e Miguel Vieira fixaram o 0-3 ao intervalo. O treinador Hugo Azevedo ainda reduziu para os visitados aos dois e meio da segunda parte, na 10ª falta do Benfica, mas Lucas Ordoñez e Valter Neves também inscreveram o seu nome na lista de marcadores e evitariam sobressaltos na fase final.

Nuno Pereira (“Miccoli”) reduziu nos instantes finais para o definitivo 2-5, mas sem consequências na atribuição de pontos às águias, que assim passam a ter 44 contra 36 do Óquei de Barcelos. Na próxima jornada, o Benfica recebe o aflito Valongo, enquanto os barcelenses se deslocam a Oliveira de Azeméis, onde ainda se luta pelo título.

21ª jornada

Jogos

• Valongo 3-3 Paço de Arcos

• Turquel 1-1 Juventude de Viana

• Óquei de Barcelos 4-4 Tomar

• Braga 4-6 Porto

• Sporting 6-5 Oeiras

• Riba d’Ave 2-6 Benfica

• Marinhense 2-6 Oliveirense

Classificação

1º Porto (52 pontos), 2º Sporting, Oliveirense (49 pontos), 4º Benfica (44), 5º Óquei de Barcelos (36), 6º Juventude de Viana (26), 7º Braga (24), 8ºs Riba d’Ave, Turquel (23), 10º Oeiras (20), 11º Valongo (19), 12º Paço de Arcos (19), 13º Tomar (18), 14º Marinhense (10)

Inline content
Ficha Técnica
Estatuto Editorial
Contacte-nos
BackOffice
Política de Privacidade