Notícia

Um Valongo numa luta que não tem sido sua

Apr 04, 2019

A vitória conseguida pelo Valongo no passado fim-de-semana na Luz foi histórica. Inédita. Mas a temporada dos valonguenses tem estado aquém das expectativas e das últimas temporadas.

Em 2014, o Valongo sagrou-se campeão nacional. Desde 1993, com o primeiro título de três do Óquei de Barcelos, que uma equipa não se estreava a ser campeã. Era um Valongo que apostar em jovens jogadores portugueses, e a aposta foi completamente ganha. O Valongo, perdendo todos os anos alguns dos jovens talentos que cativa para o seu projecto, saberia reinventar-se e, apesar de não voltar a repetir o título, afirmar-se-ia como uma certeza na I Divisão.

Miguel Viterbo, no comando técnico dos valonguenses desde 2016, está numa luta – pela manutenção - que não tem sido sua…

Nas temporadas que se seguiram ao título, o Valongo navegou sempre por águas tranquilas, terminando sempre na primeira metade da tabela, sendo o 7º lugar em 2016/17 a “pior” classificação obtida. Já a presente época, tem tido pouco de tranquilidade…

No início da temporada saíram os motores da equipa, Xavi Cardoso e Poka, e ainda o importante Guilherme Silva. Mas chegou Gonçalo Pinto, com a experiência de um ano em Itália, e regressaram, mais experientes, Nuno Araújo e João Souto. Souto teria de sair em Dezembro último, por motivos profissionais, mas a época já estava a ser atípica.

Carlos Ramos (“Carlitos”), em destaque na Luz [onde voltaria três dias depois para marcar mais três golos pelos Sub-20], é mais uma das jovens apostas do Valongo

Para Miguel Viterbo, que assumiu o comando técnico no início de 2016, tem faltado sorte.

Apesar de recusar “agarrar-se” à sorte como factor para a decisão de jogos, o técnico do Valongo não deixou de a referir no final do encontro com o Benfica, congratulando-se com aquela “pontinha de sorte” que não teve noutras partidas ao longo da época.

Mas destaca também o espírito e a capacidade de luta dos seus jogadores, que é importante estar sempre presente, “jogando bem ou mal”, porque há ainda que conquistar mais pontos para que o Valongo se mantenha entre os maiores do Hóquei em Patins nacional.

Com 22 jornadas cumpridas, o Valongo obteve na Luz apenas a sua sexta vitória e, com quatro jogos por realizar, ficará sempre aquém do pior registo, que foi de 11 vitórias há duas épocas.

A defesa – alicerçada num Leonardo Pais cada vez mais consistente - até está melhor que as épocas de 2014/15 (4.1) e 2016/17 (4.0), mas o ataque é manifestamente menos profícuo, com apenas três golos por jogo, contra 3.8 de 2016/17, em que a equipa ficaria inclusivamente abaixo de 50% (47%) dos pontos em disputa. Esta temporada, leva apenas 33%, 22 em 66 possíveis.

Leonardo Pais até tem mantido a sua baliza menos violada que nas temporadas de 2014/15 ou 2016/17, mas os pontos escasseiam

Os três pontos conquistados na Luz, levaram o Valongo ao 10º lugar, mas “ex aequo” com o Paço de Arcos, 11º. Já abaixo da linha de água, o Oeiras está apenas a dois pontos e o Tomar a três…

Na próxima jornada, que está agendada apenas para 27 de Abril, o Valongo recebe precisamente o Tomar, defrontando depois Oliveirense e Porto, que estão na luta pelo título e “proibidos” de perder pontos. Dependendo dos resultados das outras equipas, a definição da temporada poderá ficar adiada para a derradeira jornada, quando o Valongo se deslocar a Braga.

Inline content
Ficha Técnica
Estatuto Editorial
Contacte-nos
BackOffice
Política de Privacidade