Opinião

«Como jogam os candidatos à Liga Europeia: o Porto»

May 09, 2019
Telmo André Sousa

O Futebol Clube do Porto vai jogar a primeira meia-final da Final Four da Liga dos Campeões, contra o seu grande “carrasco” a nível Europeu. Desde a época 1996-97, o Futebol Clube do Porto esteve presente em nove finais Europeias, tendo sido derrotado em seis dessas finais pelo Futebol Clube Barcelona. A nível nacional, os discípulos de Guillem Cabestany dependem exclusivamente deles para alcançar o tão ambicionado título nacional.

Quando em organização defensiva, o Futebol Clube do Porto, frequentemente opta por apresentar um bloco alto com pressão sobre o portador da bola. Defendem em marcação HxH com trocas. Já em bloco médio/baixo compactam com frequência e em determinadas condições, procuram condicionar a ação dos adversários nas zonas atrás da baliza.

Ofensivamente é uma equipa que oscila entre sistemas dinâmicos 1:3 (preferencial) a partir de um equilíbrio 2:2 e 3:1. As transições ofensivas são rápidas e diretas. A organização é bastante simples e eficaz, e baseada em incursões com bola pelos os corredores laterais com recurso a bloqueios diretos, passe e corte, exteriores e procura de jogadores livres para finalizar do lado contrário ao da bola (esquina superior da área ou segundo poste).

Como pontos fortes destaco a forma rápida como toda a equipa reage ao momento de recuperação da posse de bola permitindo lançar/sair em transições rápidas. Outro dos pontos fortes a destacar será sem dúvida a sua organização ofensiva, onde a exterior (pick and pop do basquetebol) já se tornou uma imagem de marca.

Como pontos fracos destaco as fragilidades no 1x1 e a atitude expectante como se organizam defensivamente, aguardando o erro, no momento em que os adversários circulam a bola. Esta atitude permite aos seus adversários ataques prolongados.

Guillem Cabestany tem ao seu dispor um plantel de enorme qualidade onde se torna difícil destacar individualidades. No entanto não posso deixar de realçar a classe mundial de jogadores como Hélder Nunes, Gonçalo Alves e Reinaldo Garcia. Jogadores capazes de resolver qualquer jogo com um momento de inspiração.

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