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Sporting mais forte no dérbi, junta-se ao Porto na final

May 12, 2019

Com um golo de Romero nos dois minutos finais, o Sporting venceu o Benfica por 5-4 e regressa a uma final da Liga Europeia 30 anos depois para tentar repetir o título de há 42 anos.

A maior assistência de sempre do João Rocha (o número de 2987 espectadores foi anunciado como recorde) e o maior espectáculo de sempre de uma Final Four da Liga Europeia abriu o dérbi que definira o adversário do Porto numa final portuguesa, a terceira da história. Em 2013 e 2016, o Benfica venceu respectivamente Porto e Oliveirense. Mas, desta vez, a final lusa não será com as águias.

Matías Platero bisou na primeira parte

O Benfica entrou com um bloco mais alto, como é seu apanágio, mas a tremer nas saídas rápidas dos leões para o contra-ataque. Aos sete minutos e meio – já depois das primeiras trocas de Alejandro Dominguez -, numa dessas saídas, Pedro Gil flectiu da direita à zona frontal e rematou para o tento inaugural da partida.

Os encarnados tentaram responder, mas sentiam dificuldades em ultrapassar a teia urdida por Paulo Freitas. E aos 15 minutos, Matías Platero voltou a explorar a subida dos encarnados. Surgiu solto e bateu Pedro Henriques para o segundo.

Diogo Rafael reduziu para os encarnados; voltaria a marcar na segunda parte

A reacção foi praticamente imediata. Diogo Rafael, de meia distância, repôs a diferença mínima, mas o Benfica viria novamente a pagar a sua audácia em busca do empate. A menos de três minutos do intervalo, num contra-ataque em superioridade numérica, Pedro Gil serviu Platero para o seu segundo nesta meia-final.

O defensor argentino dos leões garantia uma vantagem de 3-1 ao intervalo, aliando a uma grande exibição defensiva a eficácia no ataque. Na etapa complementar, outro esteio defensivo, Henrique Magalhães praticamente mataria o jogo… mas havia mais história para contar.

Ao intervalo, o Sporting homenageou os campeões de 1977, com o primeiro estandarte do João Rocha alusivo às suas grandes equipas nas várias modalidades

Sem que o Benfica conseguisse voltar a marcar e com um Sporting sempre perigoso, Alejandro Dominguez pediu um desconto de tempo a meio da segunda parte. Dessa pausa, regressaria um Sporting mais contido, a jogar com o relógio. A “chamar” as águias… e a ser letal.

A nove minutos e meio do apito final, Henrique Magalhães surgiu solto e, com um toque subtil assinou um grande golo para um 4-1 que parecia matar definitivamente a questão da eliminatória. Terão pensado o mesmo os jogadores do Sporting, com uma monumental injecção de confiança de um ambiente impressionante…

Quando Henrique Magalhães assinou o 4-1, a história do jogo parecia escrita

Mas o Benfica voltaria ao jogo.

Um minuto volvido sobre o quarto tento leonino, Diogo Rafael arrancou em direcção à baliza de Ângelo Girão e – com Pedro Gil nas suas costas a evitar fazer falta – teve espaço para escolher o lado e reduzir para 4-2. Depois, com o Benfica a pressionar a campo inteiro, foi a vez de Nicolia marcar, num remate cruzado, reduzindo para a diferença mínima. O jogo estava completamente relançado.

Já nos quatro minutos finais, Ferran Font falhou nos dois lados da pista e o Benfica chegava à igualdade. O jovem atacante espanhol perdeu uma flagrante oportunidade isolado perante Pedro Henriques e, no lance seguinte, não se antecipou ao cruzamento de Nicolia, permitindo que Ordoñez encostasse para o 4-4.

Carlos Nicolía fez o terceiro e assistiu Ordoñez para o quarto, que empatava o jogo

O jogo abriu e o Benfica até foi mais perigoso. Mas o Sporting foi eficaz. Gonzalo Romero, puxou à zona frontal, e, apesar do cotovelo maltratado no jogo com o Porto para a Taça de Portugal, rematou com violência para o 5-4 que colocaria o Sporting na final. Alejandro Dominguez jogou o último minuto com cinco de pista, mas teve quase mais de defender do que de atacar.

Gonzalo Romero selou o regresso do Sporting à final da Liga Europeia, 30 anos depois

A final joga-se este domingo a partir das 18h, num inédito embate na partida decisiva entre Sporting e Porto. O ano passado as equipas encontraram-se na prova máxima europeia nas meias-finais, com o triunfo a sorrir aos dragões, mas o troféu iria para a Catalunha… este ano fica em Portugal.

Sporting e Porto reencontram-se uma semana depois de um empolgante jogo para a Taça de Portugal, também no João Rocha. Os leões venceram por 8-7 no prolongamento,

O Sporting esteve pela última vez na final em 1989, perdendo a duas mãos com o Noia. Seria a segunda final da sua história, depois de, em 1977, a “Equipa Maravilha” ter quebrado a hegemonia espanhola numa final com o Vilanova.

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