Notícia

Paço de Arcos volta a vencer Sporting, que fica longe do título

May 19, 2019

Praticamente a fechar a primeira volta, à 12ª jornada, o Paço de Arcos fez o que muitos tinham como impensável. E o que ninguém tinha conseguido (ou conseguiu até hoje): vencer no João Rocha nos 50 minutos regulamentares.

Uma volta volvida, na penúltima jornada do Campeonato, o Sporting visitou Paço de Arcos já com os galões de campeão europeu. Mas pouco mais, culminando numa derrota por 6-5.

Com quatro golos na primeira volta e outros quatro agora, Tomás Moreira assumiu-se como o “carrasco” da tentativa de revalidação leonina do título

O Paço de Arcos voltou a apresentar-se desfalcado de Diogo Silva, Filipe Fernandes e Nelson Ribeiro como naquele jogo de há quatro meses, e Tomás Moreira – que marcara quatro na primeira volta – voltou a assumir o papel de protagonista maior, com o segredo que parece ter para desfeitear Ângelo Girão.

Logo aos três minutos, Tomás inaugurou o marcador de grande penalidade e obrigou o Sporting a pressionar desde cedo. O empate chegou, em bom lance de Font, três minutos depois, e os leões continuavam a carregar em busca da reviravolta. Mas, entre o bloco bem compacto típico de Luís Duarte – alicerçado numa superlativa exibição de Tiago Gouveia e Pedro Vaz -, um Diogo Rodrigues (“Matraco”) a confirmar uma grande temporada e os ferros da sua baliza, o golo não surgia.

Ferran Font restabeleceu a igualdade a um… a última que o Sporting conseguiria

Quando se esperava que um dos valorosos jogadores às ordens de Paulo Freitas – sem contar com Caio e Matías Platero, condicionados fisicamente - pudesse resolver, foi a eficácia de Tomás Moreira que desequilibrou.

O jogador que esteve nos Sub-20 do Sporting dispôs de um livre directo – por azul a Romero – aos 11 minutos e, como quem marca um penalti, fez o 2-1. E, no festival de oportunidades desperdiçadas pelos leões, faria o 3-1, este de bola corrida, a seis minutos do intervalo.

Tiago Gouveia assinou o quarto, mas uma “confortável” vantagem de três golos

O Sporting acusava o quarto jogo em oito dias, com os descansos marcados pelos festejos da Liga Europeia e inúmeras acções e entrevistas. Faz parte, mas, em desvantagem no marcador, faz mossa.

A cinco minutos do intervalo, Henrique Magalhães viu azul e, apesar de Tomás Moreira desperdiçar o livre directo, o Paço de Arcos trabalharia com mestria a superioridade numérica e o capitão Tiago Gouveia fez o 4-1.

Tudo corria de feição à equipa da casa. E deslumbrou-se, levando Matraco ao desespero.

Diogo Rodrigues (“Matraco”) protagonizou uma exibição segura – mais uma nesta temporada

Com três golos de vantagem e cerca de três minutos para jogar, os jogadores do Paço de Arcos abdicaram da contenção e procuravam irreverentemente atacar rápido, criando desequilíbrios na retaguarda, abrindo espaços que o guarda-redes tentava “tapar”. E, praticamente sobre o apito para o intervalo, Gonzalo Romero rematou forte para o 4-2 com que se iniciaria a segunda parte.

Pagando a ousadia dos minutos finais da primeira parte, o Paço de Arcos viu o Sporting regressar determinado na etapa complementar, com Marin a reduzir cedo para a diferença mínima, num disparo fortíssimo de meia distância.

Mas, definitivamente, não era a noite do campeão europeu.

Em particular ao longo da segunda parte, Girão manteve o Sporting no jogo, mas – na frente – os golos tardavam

Sem conseguir chegar à igualdade, o Sporting veria novamente Tomás Moreira a ser eficaz, numa grande penalidade aos seis minutos e meio, repondo uma vantagem de três golos. E, menos de um minuto volvido, teve nova oportunidade por novo azul a Henrique Magalhães, de livre directo. No entanto, o remate – forte e directo – saiu ao lado.

Girão segurou a equipa no “powerplay” adversário, ganhando vários duelos a quem surgia solto – em particular Tiago Gouveia e Pedro Vaz –, e continuou a manter os leões na disputa do resultado quando os erros se sucediam no ataque e davam azo a contragolpes perigosos. No entanto, tantas vezes o cântaro foi à fonte, que havia de lá ficar… no fundo das redes. Aos 15 minutos, Paulo Jesus assinava o 6-3.

Paulo Jesus assinou o 6-3

Já há vários minutos que o Sporting ordenado, regrado e inteligente que Paulo Freitas preconiza (e que põe em prática) era uma miragem. E o discernimento era cada vez menor.

Pouco depois do sexto tento dos anfitriões, Pedro Gil viu o azul numa “entrada” imprudente. Apesar de ter o “malabarista” Bruno Frade (ainda Sub-20…) em pista, Luís Duarte voltou a chamar Tomás Moreira para o livre directo. Mas a fórmula que dera frutos antes, voltou a não funcionar. O que fazia os jogadores do Sporting acreditarem na reviravolta, fundamental para manter viva a esperança na revalidação do título.

Tomás Teixeira, apesar do golo sofrido, foi herói nos dois minutos que esteve em pista, saindo merecidamente ovacionado

A sete minutos do final, Matraco viu o azul, entrando o Sub-20 Tomás Teixeira para defender um livre directo de Ferran Font. Toni Perez, num grande lance de envolvimento na superioridade numérica, desfeitaria o jovem guarda-redes do Paço de Arcos… mas mais ninguém lhe seguiu o exemplo.

Sempre muito activo na baliza, Tomás Teixeira sairia, apesar do golo sofrido, com a missão cumprida e sob um forte – e merecido – aplauso. De regresso, Matraco ainda veria o Sporting reduzir para a diferença mínima, num remate de Marin desviado por Vítor Hugo, mas, com menos de meio minuto para jogar, os leões não conseguiriam evitar a derrota.

Toni Perez reduziu para 6-4, mas, só com mais um golo apontado (por Vítor Hugo), seria insuficiente para os leões evitarem a derrota

Ainda antes do início da partida, o Paço de Arcos assegurara a manutenção matemática com a derrota do Oeiras na recepção ao Braga. E, com os três pontos conquistados, a equipa de Luís Duarte ascende ao sexto lugar.

Na derradeira jornada, o Paço de Arcos joga na Luz e, ainda que possa descer na classificação – salvaguardando que já venceu no João Rocha… -, nada tirará o mérito a uma temporada em que, mesmo não considerando as lesões que viriam a marcá-la, poucos ousariam apontar a melhor.

Ao Sporting, que na derradeira jornada recebe o Óquei de Barcelos, restam poucas esperanças no título, tendo de esperar deslizes de Oliveirense – a quem só falta receber o Oeiras – e Porto… a quem ainda faltam três jogos.

I Divisão

25ª Jornada

• Juventude de Viana 3-8 Benfica

• Riba d’Ave 0-2 Braga

• Oeiras 5-8 Tomar

• Paço de Arcos 6-5 Sporting

• Turquel 2-4 Oliveirense

• Óquei de Barcelos 9-4 Marinhense

• Valongo vs Porto • 19.Mai, 16h • José Pinto e Rui Torres

Classificação

1º Oliveirense (61/25), 2º Porto (58 pontos / 23 jogos), 3º Sporting (58/25), 4º Benfica (50/24), 5º Óquei de Barcelos (42/25), 6º Paço de Arcos (31/25), 7º Braga (30/25), 8º Juventude de Viana (29/25), 9º Riba d’Ave (26/24), 10º Turquel (26/25), 11º Valongo (25/24), 12º Tomar (21/25), 13º Oeiras (20/24), 14º Marinhense (10/25)

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