Notícia

Depois do bronze mundial, Maliàn procura títulos no Dragão

Aug 19, 2019

Xavier Maliàn terminou o Campeonato do Mundo com o bronze ao peito, sensação “estranha” para quem, nos dois anos anteriores, garantira o ouro Mundial (2017) e Europeu (2018). Agora, e com contrato até 2023, procurará novos títulos – de clube – no Dragão Arena.

Guillem Cabestany e o Porto decidiram mudar a dupla de guarda-redes que nas últimas três temporadas asseguraram – entre outros – dois títulos nacionais. Saem Nélson Filipe, que ruma à Oliveirense, e Carles Grau, que parte para o Liceo… de onde chega Xavi Maliàn. Da Sanjoanense chega o jovem guarda-redes Tiago Rodrigues.

Completando 30 anos em Setembro e com experiência ao mais alto nível, é expectável que Maliàn se assuma como o dono da baliza dos dragões.

Natural de Voltregà, Maliàn cumpriu pelo histórico clube azul-e-brancos todo o seu percurso formativo, estreando-se na OK Liga pela sua equipa de sempre. Em 2008/09, na sua primeira época de sénior, Maliàn foi escudeiro de Xevi Puigbi, agora na Oliveirense, numa dupla que seria reeditada em 2017, no Mundial de Nanjing, que culminou com o ouro para a Espanha. Mas, oito anos antes, não evitaram a descida do Voltregà.

Foi um início de carreira sénior aziago para Xavi Maliàn. Com o Voltregà despromovido, rumou à Galiza e ao Cerceda, que se estreava no principal campeonato espanhol. Umbilicalmente ligado ao Liceo, o Cerceda – de Juan Copa, desde 2017 treinador do Liceo – contava, entre outros, com Edu Lamas, que reforçará o Benfica, e Toni Perez, que joga no Sporting. Mas, mais uma vez, a equipa de Maliàn não conseguiria a permanência…

No entanto, as boas prestações de Maliàn chamaram a atenção de Carlos Gil e, também numa troca dupla de guarda-redes, o guardião catalão (e o português e internacional angolano Tiago Sousa) reforçou o Liceo, clube mais representativo da Galiza.

A missão era substituir um mítico Jaume Llaverola e Xavi Maliàn não enjeitou a oportunidade, numa equipa a que chegavam também Edu Lamas e Sergi Miras. Miras regressaria anos mais tarde ao Liceo, para agora rumar também ao Porto. E nessa equipa de 2010/11 – que venceria a Liga Europeia – estavam também Ricardo Barreiros e Jordi Bargalló (hoje na Oliveirense), Pedro Afonso (Candelária), Pablo Alvarez (Barcelona) e Josep Lamas, que neste defeso “pendura” os patins e integrará a equipa técnica de Juan Copa.

Nos “verdes”, mesmo lutando com um Barcelona avassalador, Maliàn venceu duas Ligas Europeias (2011 e 2012), uma OK Liga (2013) e as Supercopas – as primeiras da história do Liceo – de 2017 e 2019.

No fecho deste Mundial jogado na Catalunha, Maliàn – que, tal como no Europeu da Corunha, esteve na sombra de Sergi Fernandez – comentou o terceiro lugar da Espanha, ditado por um afastamento no prolongamento nas meias-finais, e projectou o futuro da selecção sem Alejandro Dominguez.

Focado na missão na La Roja, foi fugindo às perguntas sobre o Porto, mas lá acabaria por se mostrar entusiasmado por rumar ao forte campeonato português e ansioso por defrontar grandes jogadores.

Concorrência com futuro

Se Maliàn deverá ser o dono da baliza a curto prazo, Tiago Rodrigues promete concorrência pelo lugar, apesar de só ter completado 21 anos este domingo.

Há muito que Tiago Rodrigues, apesar da formação numa Oliveirense que não costuma lutar pelos títulos nacionais jovens, é apontado como um dos grandes talentos da baliza nacional, numa linha de “sucessão” (e de talento) em que também estão Ângelo Girão (Sporting, 30 anos no próximo dia 28), Diogo Alves (Tomar, 24) e Alejandro Edo (Barcelona, 18).

Campeão do Mundo de Sub-20 em 2015 e em 2017, foi preponderante no regresso da Sanjoanense à I Divisão, nesta que foi a sua primeira temporada como sénior.

Desvinculado da Oliveirense, onde se esperava que fosse aposta, assume-se claramente como o futuro dono da baliza dos dragões. A médio ou, quem sabe, menor prazo.

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