Notícia

«Quem sabe da minha situação, nunca acreditou no meu regresso»

Sep 02, 2019

435 dias depois, Paulo Rainha voltou a apitar um jogo de Hóquei em Patins.

O árbitro minhoto estava ausente das pistas desde 23 de Junho de 2018, quando, com Joaquim Pinto, apitara o segundo jogo da poule de promoção entre Oeiras e Sanjoanense, que ditaria o regresso do Oeiras à I Divisão.

Na altura, as dificuldades já eram bem visíveis na locomoção do árbitro internacional português. Mas só com muita insistência em testes sucessivos – sendo que não há um teste laboratorial que permita um diagnóstico definitivo – levaria a um diagnóstico. Indesejado. Parkinson.

Paulo Rainha iniciou uma longa e árdua recuperação. Perdeu toda a pretérita temporada, não deixando, no entanto, de estar na mesa, próximo da pista e, com melhorias visíveis, o seu esforço foi reconhecido pelo comité europeu, e a chamada a este Europeu é um prémio à sua persistência. Rainha falou ao HóqueiPT antes do seu regresso às pistas, confessando um nervosismo natural.

O encontro do regresso, entre os Sub-17 de Espanha e Inglaterra, foi tranquilo, redundando – apesar de algumas dificuldades iniciais levantadas pela selecção orientada pelo português José Carlos Amaral – numa esperada goleada dos vigentes campeões da Europa do escalão.

Chefiando a dupla formada com o francês Loic Le Menn, o árbitro minhoto apitou para o início da partida e a primeira falta, uma infracção atacante da Espanha. Aos dois minutos apitaria o primeiro golo dos detentores do título, da auditoria de Miguel Cañadillas.

Num jogo com 23 faltas (13 para a Espanha e 10 para Inglaterra), Paulo Rainha mostraria o único azul do jogo, a meio da segunda parte, ao inglês Pau Dickin.

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