Notícia

Prazos hipotecaram pedido do Carvalheiro ao TAD

Oct 22, 2019

A “luta” do Carvalheiro sofreu um duro revés. Quiçá, definitivo para esta temporada.

A Federação de Patinagem de Portugal (FPP) já anunciara que o pedido de providência cautelar apresentado pelos insulares junto do Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) fora considerado improcedente, e foi agora tornado público por aquele tribunal o motivo para tal.

Sem reportar à matéria exposta, o TAD recusou o pedido do Carvalheiro por este ser extemporâneo. Fora do prazo previsto.

Recorde-se que as inscrições para o Campeonato Nacional da III Divisão foram abertas a 3 de Julho, com as alterações ao regulamento a serem comunicadas por mail aos clubes a 25 do mesmo mês.

O Carvalheiro formalizaria a 2 de Agosto, junto da Associação de Patinagem da Madeira, o seu pedido de inscrição, mas, nesse mesmo dia, aquela associação regional indicou, conforme o regulamento recentemente em vigor, que só o Clube Sport Marítimo reunia condições para a participação na III Divisão.

O sorteio realizar-se-ia a 6 de Agosto e o Carvalheiro procurou várias vias de diálogo, chegando a deslocar-se a Lisboa e à sede da FPP. E só quando considerou esgotadas todas as opções de diálogo é que avançou para o TAD e para a providência cautelar em que pedia a sua inclusão no arranque do Campeonato. A providência seria apresentada a 12 de Setembro. Tarde demais.

Entendeu o TAD que o Carvalheiro deveria ter pedido desde logo a impugnação da decisão de 2 de Agosto da AP Madeira ou da realização do sorteio de 6 de Agosto, em que a ausência do Carvalheiro confirmava tacitamente a aceitação por parte da FPP da indicação da associação madeirense. Para tal, o clube dispunha de 10 dias, prazo amplamente ultrapassado, o que fez ruir todas as alegações de eventual direito desportivo.

O decreto do pedido de providência cautelar como improcedente leva também a que as custas – cerca de 3700 euros – sejam imputadas ao Carvalheiro e o TAD “avisa” desde já que a acção principal interposta pelo clube, que ainda não foi objecto de decisão, poderá “cair” desde logo pela mesma extemporaneidade.

Entretanto, apesar de ter chegado a ser levantada a hipótese de se encerrar a secção, foi decidido de forma unânime que a modalidade se manteria viva no clube, e já foi confirmada a inscrição nas provas regionais.

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