Notícia

Alargamento a 16, com liguilha a acompanhar, na 'ementa'

Apr 20, 2020

A Federação de Patinagem de Portugal reuniu esta semana com os clubes das I e II Divisão para apresentar os seus cenários para o final desta temporada e para a que se avizinha.

A definição da data limite de 18 de Maio para as decisões sobre as competições, excluirá desde logo os cenários alternativos para esta temporada. Ou nessa data há condições para se jogar o que falta jogar em Junho e Julho, ou a temporada é dada por terminada.

Os cenários para o caso de não se voltar às pistas foram agora lançados...

Sem campeão

Nas propostas aos clubes, a precipitação do final da temporada encerrará em si a não atribuição dos títulos de campeão das diferentes divisões, nem a entrega da Taça de Portugal. Consequentemente, não se realizaria a Supertaça António Livramento no arranque da nova temporada.

Para as competições europeias, os clubes serão convidados e indicados ao comité europeu conforme a classificação à data da suspensão. Ou seja, mantendo-se as provas europeias como nesta temporada, Benfica, Sporting, Oliveirense e Porto iriam à Liga Europeia, e Óquei de Barcelos, Braga, Turquel, Sanjoanense e Riba d'Ave teriam o direito desportivo de irem à Taça WSE.

Campeonato a 16

Apesar da temporada ser dada por terminada, e ao contrário do que aconteceu na Suíça e em Itália, não é considerada totalmente nula. Para além da classificação da I Divisão determinar o acesso às competições europeias, estão previstas mexidas entre o Melhor Campeonato do Mundo e a II Divisão, e a perspectiva para 2020/21 é de um campeonato a 16.

Para este Campeonato, há três modelos possíveis. Um contempla que se mantenha o modelo actual, com uma só fase de todos-contra-todos, totalizando 28 jornadas. Nos outros dois, o Campeonato seria jogado a duas fases.

Numa primeira fase, seriam constituídas duas zonas de oito equipas. Os quatro primeiros ao fim da primeira fase de cada zona iriam disputar o título (1º ao 8º lugares) e as restantes oito equipas disputariam a manutenção (9º ao 16º), sendo que, no final da temporada, para retomar a competição a 14, desceriam quatro equipas e subiriam apenas duas.

Para uma possível segunda fase está na mesa a realização de novo campeonato de todos-contra-todos (14 jornadas) ou a introdução de um play-off (quartos-de-final, "meias" e final), com eliminatórias à melhor de três.

Subidas e descidas numa inusitada liguilha?

O alargamento da I Divisão a 16 equipas não foi colocada da forma simples que se podia prever, em que simplesmente subiriam duas equipas. Na mesa foi colocada a hipótese de uma liguilha, a realizar em Setembro... já na nova temporada.

Nessa liguilha - um campeonato a uma só volta - participariam os três últimos da classificação actual da I Divisão (Paço de Arcos, Os Tigres e Física) e os líderes das Zonas Norte (Marinhense) e Sul (Tomar). Adicionalmente, para uma liguilha a seis, Famalicense e Parede - os segundos das duas zonas da II Divisão - realizariam uma pré-eliminatória para determinar o sexto envolvido.

Numa liguilha a oito, Famalicense e Parede teriam lugar certo, juntando-se, depois de uma pré-eliminatória, Académico de Cambra ou Candelária, os terceiros das duas zonas da II Divisão.

Independentemente da liguilha ser a seis ou a oito, as cinco equipas mais bem classificadas teriam lugar na I Divisão e as restantes (uma ou três) jogariam a II Divisão.

Tal levanta, no entanto, várias questões, que uma solução mais simples - ainda que quiçá dolorosa para alguns clubes - não levantaria.

Desde logo, há a questão da determinação das equipas que jogam essa liguilha, dado que a classificação actual - sete jornadas por disputar - não reflecte uma igualdade de condições (adversários) entre as equipas.

Depois há uma questão de exigência, desportiva e financeira. As equipas serão obrigadas a cinco ou sete jornadas extra no arranque da temporada e terão de preparar essa "fase" sem saber se vão jogar I ou II Divisão, o que para eventuais patrocínios ou financiamentos, mesmo a nível camarário, será objectivamente diferente.

Na questão de financiamentos, e mais concretamente de investimentos, o actual regulamento permite uma situação aberrante. Com transferências permitidas até 31 de Dezembro, há a possibilidade de um investimento pontual para a liguilha, libertando depois os jogadores ainda antes do arranque efectivo do Campeonato...

No cúmulo, levantada a hipótese de uma liguilha a oito, com sete jornadas a disputar, porque não se disputam as jornadas - as mesmas sete - que faltam jogar nas I e II Divisão, com todos os clubes envolvidos?

Tudo permanece em aberto, para decidir mais à frente, com novas reuniões entre a federação e os clubes agendadas para 28 de Abril (I Divisão) e 6 de Maio (II Divisão).

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