Notícia

Vieirinha, Vieira, tricampeão

Sep 05, 2020

Miguel Vieira completa este sábado, dia 5 de Setembro, 24 anos. É mais um aniversário entre os campeões do Mundo de 2019, mas o único de um tricampeão.

Portugal sagrou-se campeão Mundial em 2019 após um “jejum” de 16 anos. Do último triunfo luso absoluto, em Oliveira de Azeméis em 2003, apenas Luís Viana e Reinaldo Ventura continuam em actividade, mas não seriam chamados para a caminhada que terminaria em glória em Barcelona.

Entre os convocados de Renato Garrido estava, no entanto, quem já tivesse erguido o título mundial… de Sub-20.

O Mundial de Sub-20 começou oficialmente a disputar-se em 2003, no Uruguai, cerca de três meses antes do Mundial de Oliveira de Azeméis. Portugal ganhou logo na primeira edição. E, dessa selecção, Jorge Silva aria o percurso até Barcelona em 2019.

Um dos primeiros campeões do Mundo de Sub-20, Jorge Silva voltaria a triunfar 16 anos depois, apesar de falhar a final de Barcelona por castigo

Também nos Sub-20 houve jejum, mas mais curto. Em 2011, em Barcelos, já com Luís Duarte ao leme, e com Telmo Pinto, Gonçalo Alves e Hélder Nunes, novo título esteve perto, mas só se concretizaria em 2013.

Em Cartagena de las Índias, na Colômbia, no primeiro de três títulos mundiais consecutivos de Luís Duarte, Hélder sagrar-se campeão do Mundo… tal como Miguel Vieira, então “Vieirinha”.

Miguel Vieira foi chamado precocemente ao Europeu de Sub-17 em 2011, numa prova que começou no dia em que completou 15 anos, e regressou da Suíça com a prata. No ano seguinte, não conseguiria melhor em Ploufragan, obtendo apenas o bronze. O Mundial de 2013 marcou o início da conquista de títulos de quinas ao peito.

Hélder Nunes sagrou-se campeão de Sub-20 em 2013 com Miguel Vieira, no primeiro de dois títulos mundiais juntos dos barcelenses

Para a Colômbia, a chamada do barcelense também foi inesperada, colmatando a lesão de Guilherme Silva a poucos dias da competição, mas Vieirinha já tinha um espaço próprio no Hóquei em Patins português como uma certeza de futuro.

Regressou ao palco Mundial em 2015, depois do ouro europeu em Valongo em 2014. Em Vilanova i la Geltrú foi pêndulo de uma selecção que só garantiu o título nas grandes penalidades. Sem apontar qualquer tento na competição até àquele momento, não vacilou rente a Martí Serra no primeiro penalti da decisão.

Bicampeão em Vilanova i la Geltrú

Já bicampeão do Mundo, mereceu a chamada por Luís Sénica a Montreux em 2017 e nesse mesmo ano viajou de Barcelos para o Benfica – com quem recentemente renovou até 2022 -, concretizando um acordo já antes assumido. Em 2018, esteve na Taça Latina, numa participação para esquecer (ou para recordar sempre) dos portugueses, com três derrotas em outros tantos jogos.

Em 2019, já com Renato Garrido ao leme da selecção principal, voltou a ser chamado para a histórica Taça das Nações em Montreux, colmatando a ausência de Diogo Rafael. Portugal venceu e Miguel Vieira agarrou o lugar e o bilhete para Barcelona. Regressava à Catalunha quatro anos depois para, como em Vilanova, conquistar o título, o seu primeiro Mundial sénior. O terceiro título planetário.

O terceiro título Mundial, em Barcelona

Na expectativa de um terceiro título Mundial nas próximas edições – sendo que a próxima será apenas (e pelo menos) em 2022 - estão então Jorge Silva (36 anos) e Hélder Nunes (26 anos). Mas também outros três jovens internacionais.

Diogo Seixas (23 anos, Braga), Tiago Rodrigues (22, Porto) e Gonçalo Nunes (21, Sporting), são bicampeões do Mundo de Sub-20 e aguardam uma oportunidade para repetirem na selecção absoluta o que conseguiram como Sub-20.

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